Que em 2010 renovemos nossos votos com a felicidade!
Digamos anelantes: Eu aceito!
EU ACEITO
(por Amir El Aouar)
Eu aceito os dons concedidos pelo Criador.
Aceito as dádivas da Mãe Natureza.
Aceito ter saúde, vida, vitalidade.
Aceito ter virilidade.
Aceito ter inesgotável suprimento.
Aceito ter capacidade e habilidade para a promoção e administração dos recursos materiais e financeiros que circulam, de forma natural e abundante, em minha vida.
Aceito ter inteligência, sabedoria, discernimento.
Foi numa experiência transpessoal, daquelas que o ego não incomoda tanto, que tive um raro vislumbre sobre a porção interna do meu ser (a anima – o oposto feminino).
Descobri que os desafios que enfrentei nos relacionamentos foram, em grande parte, por pura sabotagem de uma anima ciumenta.
Percebi que ‘amar a si mesmo’ implica em atender ao ser como um todo – amima e animus.
O verdadeiro amor (amor-desapego, amor-liberdade) se expressa através de seres inteiros, integrados.
Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou: - Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi: - Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo, disse meu pai, é uma carroça vazia …
Perguntei ao meu pai: Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
Ora, respondeu meu pai: É muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa:
falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grossura inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e, querendo demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo: “Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz…”
Autor Desconhecido
Texto envido por Marcelo Souza de Carvalho – Atibaia – SP
Novas posturas, contrárias ao que comumente orientam as mentes castradoras, ajudam em nossa caminhada. Permitam-me compartilhar algunmas idéias que fazem parte do Processo Self-connection (vide link no próprio Blog). Conheçam algumas dessas ‘novas’ idéias:
“É preciso espiritualizar a matéria e materializar o espírito… Os caminhos que almejam um ‘distante e intangível ser espiritual’, onde se exclui as experiências sensoriais, roubam do homem a oportunidade de saborear sua existência como ser humano”…
” A estrutura humana (física, psicológica, anímica) foi aprimorada e, hoje, possui novos recursos, da mesma forma que os computadores – em contínua evolução cibernética – estão capacitados a receber softwares mais eficientes, em função do aprimoramento do hardware”.
Os conhecimentos e vivênnciasSelf-connection visam desmistificar a busca pela realização pessoal e, ao mesmo tempo, mostrar que todos podem superar as formas mecanicas (aprendidas) de entender a realidade, resgatando a naturalidade de Ser…
Como disse um sábio, ‘o homem é Deus dormindo’. Creio que sempre é tempo de despertar…
Era uma vez um cavalo que, em pleno inverno, desejava o regresso da primavera.
De fato, ainda que agora descansasse tranquilamente no estábulo, via-se obrigado a comer palha seca.
- Ah, como sinto saudades de comer a erva fresca que nasce na primavera! dizia o pobre animal.
A primavera chegou e o cavalo teve sua erva fresca, mas começou a trabalhar bastante porque era época da colheita.
- Quando chegará o verão? Já estou farto de passar o dia inteiro puxando o arado! lamentava-se o cavalo.
Chegou o verão, mas o trabalho aumentou e o calor tornou-se muito forte.
- Oh, o outono! Estou ansioso pela chegada do outono! dizia mais uma vez o cavalo, convencido de que naquela
estação terminariam seus males.
Mas no outono teve que carregar lenha para que seu dono estivesse preparado para enfrentar o inverno.
E o cavalo não parava de queixar-se e de sofrer.
Quando o inverno chegou novamente, e o cavalo pode finalmente descansar, compreendeu que tinha sido fantasioso tentar fugir do momento presente e refugiar-se na quimera do futuro.
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não… Amor é um exagero… também não.
Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?
Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação;
Esse negócio de amor, não sei explicar.
Mario Prata
(do Blog de Dani - Grupo Ning – Universo Holístico do Sêr)
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
Caracteriza-se principalmente por impulsividade, dificuldade de concentração e inquietude mental ou dos movimentos, dificuldades de planejamento e organização(função executiva) e na memória de trabalho principalmente. É importante lembrar que o TDAH é uma doença crônica, ou seja, seus sintomas podem ou não acompanhar o indivíduo durante toda a vida. Portanto o tratamento é importante mesmo que seja iniciado somente na vida adulta.
Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA/TDA)
Este distúrbio é um subtipo do TDAH, onde predominam sintomas de distração, dificuldade de concentração, baixa energia ou lentidão, sonolência e falta de iniciativa.
Transtornos de Linguagem
Este grupo específico é diagnosticado e tratado por profissionais da Fonoaudiologia, mas seu diagnóstico pode ser confundido com o TDAH ou DDA, por isso é importante a diferenciação pelo médico psiquiatra. São classificados como Dislexia, Disgrafia, Discalculia, Disortografia e Distúrbio do Processamento Auditivo Central (PCA).
Retardo Mental
É um distúrbio congênito e pode ocorrer em graus variados, leve ou limítrofe, moderado e grave, geralmente seu tratamento pode ser em caráter paliativo, para controlar possíveis alterações do humor e afeto. Em alguns casos é possível otimizar possíveis potencialidades, com terapias complementares como a terapia ocupacional (TO), equoterapia, psicomotricidade e psicopedagogia.
Transtornos do Stress no Trabalho
Síndrome de Burnout
Se caracteriza por um esgotamento emocional, com sintomas ansiosos (nervosismo) como crises de pânico e sintomas depressivos (desânimo ou tristeza), diretamente relacionados ao trabalho.
Transtornos do Humor
Depressão
Caracteriza-se principalmente por dêsanimo e tristeza persistentes. Pode ocorrer também alterações do sono e do apetite, pensamentos negativos, irritabilidade, labilidade emocional (choro fácil), dores diversas e em casos mais graves sintomas psicóticos.
Transtorno Bipolar do Humor ou Bipolaridade
Caracteriza-se por uma variação excessiva do humor entre 2 pólos (daí o nome bipolar): Depressão e Euforia (tecnicamente chamado de Mania). Os sintomas depressivos já foram descritos no tópico sobre Depressão. Na Mania (euforia) observamos uma elevação exagerada do humor, energia, diminuição da necessidade de sono, impulsividade. A fase de Mania pode ser acompanhada de irritabilidade e agressividade, idéias de grandiosidade, aumento da sexualidade. Não necessariamente ocorrerão claramente os 2 pólos ou fases.
Suicídio
É o sintoma mais grave dos transtornos psiquiátricos e psicológicos. É importantíssimo que qualquer pensamento neste sentido, seja compartilhado com um profissional médico, psicólogo ou desabafado com alguém que possa ajudar naquele momento. A pessoa deve evitar esconder ou guardar para si os pensamentos suicidas e procurar ajuda o mais rápido possível. Este tema é pouco abordado pela sociedade e suas estatísticas muitas vezes ficam encobertas sob outros diagnósticos ou causas ¨acidentais¨ de morte. Por isso é necessário que a família e amigos estejam atentos aos quadros emocionais graves e não desprezem a possibilidade deste acontecimento grave, mesmo quando pareça que ¨é só para chamar atenção¨.
Transtornos da Ansiedade
Transtorno de Ansiedade Generalizada
Caracteriza-se sintomas físicos como dor muscular, dor de cabeça, diarréia ou ¨prisão de ventre¨, taquicardia ou palpitação e outros. E sintomas psícológicos como preocupações excessivas, tensão ou dificuldade de relaxar, insônia, irritabilidade, impaciência, inquietude motora ou mental e outros.
Pânico
Caracteriza-se por crises agudas de ansiedade com sintomas físicos como falta de ar, desconforto no peito, sensação de sufocamento, taquicardia (coração acelerado), diarréia ou vômitos, acompanhados pelo sintoma psicológico de sensação de desmaio ou morte. As crises isoladas são chamadas de Ataques de Pânico e quando ocorrem com freqüência semanal por ao menos 1 mês caracterizam a Síndrome ou Transtorno do Pânico. Explicando simplificadamente são crises de ansiedade em alto grau.
Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)
Caracteriza-se por rituais ou ¨manias¨ repetitivas, incontroláveis, conscientemente irracionais, que trazem sofrimento e prejuízo no funcionamento da pessoa. As obsessões são pensamentos que surgem primeiro e são seguidas de compulsões, que são atitudes repetidas que surgem na tentativa de aliviar os pensamentos iniciais.
Fobia Social e Fobias Específicas
Caracteriza-se por um medo excessivo de se expor socialmente de alguma forma, ou seja, de ter contato mais próximo com outras pessoas. Semelhante a uma forte timidez que pode ser acompanhada de sintomas de ansiedade, físicos ou psicológicos.
Transtorno do Estresse Pós Traumático (TEPT)
Caracteriza-se por crises de ansiedade secundárias a um evento traumático, acompanhados de ¨flashbacks¨ (lembranças do trauma), que parecem persistir mesmo passado o momento inicial de luto ou adaptação após o evento ocorrido.
Transtornos Psicóticos
Esquizofrenia
Caracteriza-se por delírios (falsas crenças ou idéias de perseguição), alucinações (ouvir vozes, ter visões) e comprometimento grave da expressão afetiva (diminuída ou exagerada) e da capacidade de raciocínio lógico e memória. O juízo crítico da realidade, assim como o funcionamento geral do indivíduo se torna completamente prejudicado.
Transtorno Esquizoafetivo
Caracteriza-se por pacientes com sintomas bipolares, porém com algum componente psicótico associado mesmo fora das crises.
Transtorno Delirante
Caracteriza-se pelo sintoma do delírio (falsa crença ou idéias de perseguição), sem os demais sintomas da esquizofrenia. Pode ter seu início após quadros de stress grave ou internações hospitalares.
Transtornos do Sono
Insônia
Sonolência
Apnéia Obstrutiva do Sono
Narcolepsia
Transtornos da Impulsividade
Transtornos de Controle dos Impulsos
Caracteriza-se em um comportamento compulsivo (repetido e incontrolável voluntariamente), relacionado a busca de prazer. No TOC a compulsão surge secundariamente como uma forma de aliviar o sofrimento que veio primeiro. Já neste transtorno o sofrimento quando ocorre, é secundário ao ato compulsivo que veio primeiro. Os tipos mais comuns são comer, beber, comprar, mentir, roubar, queimar, jogar, fazer sexo, fazer atividades físicas, auto-mutilação.
Transtorno de Tiques ou Tourette
Caracteriza-se por movimentos involuntários, repetidos, estereotipados como piscar ou mexer os olhos, estalar ou mexer o pescoço e outras partes do corpo. Os tiques também podem ser vocais, emitindo sons como pigarro, tosse, gritos ou barulhos. Quando encontramos tiques motores e vocais denominamos Síndrome de Gilles de La Tourette.
Transtornos Globais do Desenvolvimento
Autismo
Transtornos Típicos da Infância e Adolescência
Ansiedade de Separação
Caracteriza-se por uma preocupação exagerada em relação a saúde dos pais e familiares, a criança não consegue ficar muito tempo afastada.
Fobia Escolar
Caracteriza-se por um medo excessivo relacionado a ir a escola ou outras unidades de ensino, podendo ter crises de pânico ou sintomas graves de ansiedade, inclusive pseudo-convulsões, desmaios, diarréia, vômitos e outros.
Enurese Noturna
Caracteriza-se por uma dificuldade no controle urinário ao dormir.
Bullying
Caracteriza-se por situações onde uma criança sofre maus tratos como agressões verbais ou físicas de uma outra criança ou um grupo.
Transtorno de Conduta
Caracteriza-se por um comportamento manipulador, ausência de remorso, insensibilidade, geralmente associado a obter algum ganho com este comportamento, mesmo que somente a sensação de poder ou valores materiais.
Transtorno Opositivo Desafiador (TOD)
Caracteriza-se por um comportamento confrontador constante e uma total incapacidade de seguir regras, normas ou simples comandos, com muita irritabilidade, impulsividade e agressividade. Freqüentemente se confunde ou se soma ao TDAH.
Transtornos de Personalidade
Caracterizam-se por traços exageradamente marcantes de personalidade e temperamento, muitas vezes acompanhado de um conflito do indivíduo relacionado a sua auto-imagem ou sua percepção das pessoas e do mundo ao seu redor, comprometendo gravemente seu convívio social.
Os principais são conhecidos como Borderline ou Emocionalmente Instável, Histriônico, Esquizóide, Esquizotípico, Anancástico, Anti-Social (psicopatia), Paranóide, Dependente e outros. O tratamento predominante é a psicoterapia, sendo assim, o profissional a ser procurado em um primeiro momento é o psicólogo. O médico psiquiatra deve ser procurado quando existirem transtornos psiquiátricos ou sintomas psicológicos e comportamentais graves associados.
Transtorno de Dependência Química
Caracteriza-se pelo uso de uma ou mais substâncias diversas, lícitas ou ilícitas (álcool, cigarro, maconha, cocaína, anfetaminas e compostos emagrecedores, calmantes, ecstasy, crack e outros…) em quantidade e freqüência que trazem prejuízos graves ao funcionamento do usuário e suas relações interpessoais. ATENÇÃO: É fundamental procurar um médico psiquiatra que seja especialista no tratamento de dependentes químicos e principalmente disponha de uma equipe interdisciplinar integrada (psicólogos e conselheiros) e grupo de orientação familiar.
Transtornos da Alimentação e Forma Corporal
Transtornos Alimentares
Caracteriza-se por comportamentos alimentares exagerados, associados a uma percepção distorcida da imagem corporal ou a um comportamento compulsivo. São eles a Anorexia Nervosa, Bulimia Nervosa e Compulsão Alimentar.
É importante procurar um médico psiquiatra que seja especialista nesta área e disponha de uma equipe interdisciplinar integrada (psicólogo, nutricionista, endocrinologista, clínico geral e terapeuta de família) e grupo de orientação familiar.
Transtorno Dismórfico Corporal
Munchausen
Vigorexia
Caracteriza-se por um comportamento de compulsão por atividades físicas, como ginástica, musculação, exercícios ou esportes, em freqüência e duração exagerada, relacionado a uma preocupação excessiva e distorcida em relação a imagem do próprio corpo. Muitas vezes envolve também o quadro de dependência a substâncias químicas para estes fins.
Transtornos da Mulher
Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TPM)
Depressão Pós-Parto
Psicose Puerperal
Transtornos do Desempenho Sexual
Impotência
Diminuição do Desejo Sexual
Ausência de Orgasmo
Ejaculação Precoce
Doenças Psiquiátricas e Clínica Geral
Gastrite
Síndrome do Intestino Irritável
Hipertensão Arterial
Psicose Lúpica
Escoriações Neuróticas
Artrose e Artrite Reumatóide, Fibromialgia
Visão Turva
Diplopia
Tonteira
Dores Diversas
Controle Urinário
Enxaqueca
Cefaléias (dores de cabeça)
Falhas de Memória
Pacientes Resistentes ao Tratamento
Caracteriza-se por um comportamento de fuga ou negação da necessidade de tratamento. Neste caso é recomendado que o familiar ou amigo, marque uma consulta com o médico para buscar orientação de como proceder. A ajuda do psicólogo também pode ser muito importante, a psicoterapia permite um acompanhamento mais próximo do planejamento para aproximação do paciente e alivia o sofrimento de quem quer ajudar e não consegue.
- Terapeuta, criador das Práticas Self-connection – processo terapêutico que associa o aconselhamento terapêutico à técnicas de reorganização energética (centros físico, intelectual e emocional).
- Diretor da Corpus Vitae® – empresa promotora de eventos de qualidade de vida.
- Criador das Ações Espírito Livre e editor do Blog Espírito Livre.
- Pesquisador e praticante de sistemas terapêuticos transpessoais (4º Caminho, Eneagrama, Psicologia Integral, Constelação Familiar etc.).
- Diretor da Ratnah – jóias e gemas terapêuticas.
- Pós-graduação em Psicologia Transpessoal (FACIS).
- Especialista em Eneagrama (técnica de mapeamento da personalidade).
- Graduado em Comunicação Social e Marketing – ESPM (1983), atuando como consultor nos segmentos de qualidade de vida.
- Realiza palestras, vivências e workshops dentro das áreas do autoconhecimento, transformação pessoal e espiritualidade.
Não indagues se nessas estradas, tempo e vento desabam no abismo.
Que sabes tu do fim? Se temes que teu mistério seja uma noite, enche-o de estrelas.
Conserva a ilusão de que teu vôo te leva sempre para o mais alto.
No deslumbramento da ascensão, se pressentires que amanhã estarás mudo, esgota, como um pássaro, as cancões que tens na garganta. Canta. Canta para conservar uma ilusão de festa e vitória. Talvez as canções adormeçam as feras que esperam devorar o pássaro.
Desde que nasceste não és mais que um vôo no tempo. Rumo ao céu? Que importa a rota? Voa e canta enquanto lhe resistirem as asas.
Como transformar nosso agir habitual, baseado nos conceitos que predominam em nossa mente, em um novo modo de viver, onde o direcionamento é dado, acima de tudo, pela nossa percepção interior?
Para muitos, este conceito é absolutamente incompreensível, mas entendê-lo passa a ser fácil quando mudamos o foco da cabeça para o coração. Ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, o coração não é um mau conselheiro.
Esta idéia tem como fundamento a confusão entre o coração e as emoções. Estas, sim, podem nos fazer tomar atitudes equivocadas quando se encontram em desequilíbrio.
As emoções negativas sempre se relacionam às necessidades do ego, como aprovação, aceitação, e quando estas não são satisfeitas, geram as reações habituais de mágoa, ressentimento e o desejo de dar o troco.
O coração é a sede do espírito, a dimensão divina do ser, aquela porção de nós onde reside a sabedoria e a consciência mais elevada. Ouvi-lo exige, fundamentalmente, que entremos na dimensão do silêncio, algo somente possível quando a mente e o ego deixam de ser os diretores de nossa vida, para tornarem-se coadjuvantes, cuja participação depende de nossa permissão.
A alegria, a criatividade e, acima de tudo, um relaxamento interior que nos leva a abandonar qualquer ansiedade ou desespero para lidar com as situações que a vida nos apresenta, são o resultado natural desta mudança de enfoque.
“Quando os competentes empreendedores, que geram grandes fortunas, descobrirem que precisam Ser antes de ter, a humanidade será beneficiada… Pois, no Ser redescobrirão que vieram ao mundo com a missão de dar apoio material e subsídios educacionais aos seus semelhantes… Persistem a pobreza e a ignorância, em grande parte, por esquecimento, por descuido daqueles que acumulam as riquezas que deveriam circular naturalmente… “
“Os problemas ecológicos superam-se, também, na consciência do Ser… Se os Homens cuidarem da ecologia individual a ecologia global será, natural e consequentemente, beneficiada…”
Como padecemos de ignorância (sofremos de desconexão como o Real), como podemos aceitar o sofrimento como forma de crescimento, de aprendizado?
Como o Bom Ladrão, que foi redimido antes do último suspiro, as Forças do Bem, também, haverão de redimir aos que vivem nas sombras…
Ninguém pode ser culpado! Não nos enviaram para este mundo com um manual de bons procedimentos incorporado à nossa mente!
Percebo que a partir da consciência do Ser (que não julga!) podemos nos liberar do Carma – outra forma como se apresenta a ilusão…
O Ser Natural não trabalha na ansiedade do ego negativo.
Fique na sintonia do Ser e observe como as coisas acontecem na hora certa, exatamente quando devem acontecer!
Leia a primeira linha, com atenção, e seja confiante e perseverante…
Em momentos felizes, regozije-se no Ser. Em momentos difíceis, confie no Ser. Em momentos silenciosos, contemple o Ser. Em momentos dolorosos, recolha-se no Ser.
A cada instante, agradeça à Suprema Inteligência Amorosa que cria e recria no eterno agora em dinâmica perfeição, que governa e sustenta toda a existência… Agradeça à Suprema Inteligência Amorosa que se revela como o Ser de tudo e de todos, que se expressa como o Ser Natural Eu Sou.
Por Amir El Aouar
Adaptação do texto recebido deEnrique Giana- São José dos Campos-SP
Estamos diante de um novo paradigma que rompe com os padrões do tipo “acima e abaixo”.
Já não é mais uma questão de “alto e baixo”, mas de sintonia com o natural, do reconectar-se com o Self – criado e recriado no eterno agora em dinâmica perfeição, sustentado e governado pela Suprema Inteligência Amorosa que se revela como o Ser de tudo e de todos, que se expressa como o Ser Eu Sou…
O Trabalho, hoje, consiste em “espiritualizar a matéria e materializar espírito”.
Nunca antes os relacionamentos foram tão problemáticos e oprimidos por conflitos como hoje em dia. Você deve ter notado que eles não aparecem para nos fazer felizes ou satisfeitos.Se você continuar buscando um relacionamento como forma de salvação, vai se desiludir cada vez mais. Mas se aceitar que o relacionamento está aqui para tornar você consciente em lugar de feliz, então o relacionamento vai lhe oferecer a salvação e você estará se alinhando com a mais alta consciência que quer nascer neste momento…
Dê ao parceiro espaço para se expressar.Esteja presente. Acusar, defender, atacar – todos esses padrões destinados a fortalecer ou proteger o ego ou a atender às necessidades dele irão se tornar supérfluos. Dar espaço aos outros – e a si mesmo é fundamental. O amor não consegue florescer sem isso.
Eckhart Tolle
“Praticando o Poder do Agora” – Ed. Sextante
Particularmente, as emoções negativas apontam para questões que necessitam de especial atenção. Nos indicam aspectos – internos ou externos – que necessitam ser mudados para que encontremos a felicidade.
Os que emanam o Conhecimento não usam palavras. Eu os chamo ‘Seres do Silêncio’. Onde vivem se comunicam através do coração…
Aqui, onde o ego ‘assumiu o controle’, todos necessitam da razão. Mas, razão não é sabedoria. Pois a sabedoria, também, vem do coração…
A partir deste órgão vital pulsam ondas que encontram outras ondas afins. Espiraladas, se entrelaçam formando mandalas de infinitos… Nessa dança de infinitos nos encontramos, nos reconhecemos, nos amamos indistintamente.
Somos o Ser Natural em ação… O irrestrito Ser de tudo e de todos…
É no altar do coração que o Ser se assenta e irradia a pura Luz…
É incrível que idéias boas demorem tanto a circular, mesmo na era da internet. Só se explica isso pela resistência cultural ao abandono do machismo. Ainda bem que temos HOMENS aliados. Não sei se sabem, mas esse movimento nasceu há 20 anos no Canadá e há +/- 10 anos no Brasil. Nunca é tarde…
“Homens unidos pelo fim da violência contra as mulheres” é o nome da campanha da ONU que o governo brasileiro lançou no dia 31 de outubro, por meio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SNPM).
O objetivo da campanha é a de mobilizar homens de todo o mundo na luta contra a violência cometida contra as mulheres. Eles podem dar seu apoio assinando o manifesto que está disponível no site: http://www.homenspelofimdaviolencia.com.br
Por favor, ajudem a divulgar. Repassem para seus mailings.
Essa corrente vale a pena.
Neste livro, Yunus conta um pouco de sua trajetória e descreve o lançamento das primeiras empresas sociais. Ele aborda a parceria com a Danone para a venda de iogurtes nutritivos por preço acessível a crianças subnutridas em Bangladesh, a construção de hospitais oftalmológicos que salvarão milhares de pobres da cegueira e dá sugestões de como chegar a um mundo sem pobreza (por exemplo, por meio da inclusão
Precisamos aceitar, acreditar, confiar no Bem Supremo. Não podemos desistir deste Ideal, que se desvela como a Verdadeira Natureza Humana.
Felizes daqueles que permanecem fiéis (ajustados) aos propósitos da Suprema Inteligência Amorosa (conhecida, por todos, como Deus). Lembremos disso: o Absoluto cria e recria no eterno agora em dinâmica perfeição; governa e sustenta toda a existência.
Pense nisso! Não é difícil compreender o que digo. Basta observar a Natureza, como ela se renova. Fixemos nossos corações nessa Sintonia. E não desistamos até que a ilusão se desvaneça…
A novidade, pós-eleição americana, é a divulgação de mais uma das profecias de Nostradamus.
Estão dizendo que ele previu o surgimento de um terceiro anti-cristo com o nome de Mabus – justamente o nome de um assessor de Obama.
Gostaria de lembrar que o anti-cristo só existe dentro de nós. É o nosso próprio ego, logicamente, quando mal orientado! É desse anti-cristo que deveríamos estar nos dando conta. O resto é mera fantasia e/ou pura coincidência.
E por falar em coincidências, ‘Barack’ significa ‘Benção’ na língua árabe. Porque será que não divulgam isso?
Estarei torcendo e vibrando positivamente por Barack Obama e toda a sua equipe, a despeito de qualquer profecia!
Existe um ditado que é mais ou menos assim: “… se fixam na remela e se esquecem dos olhos’”… rs
Um professor de filosofia entra na sala de aula, põe a cadeira em cima da mesa e escreve no quadro:
“Provem-me, por escrito, que esta cadeira não existe.”
Apressadamente, os alunos começam a escrever longas dissertações sobre o assunto. No entanto, um dos alunos escreve apenas duas palavras numa folha de papel e entrega-a ao professor…
Este, quando a recebe, não conteve um largo sorriso depois de ler:
E por falar em aparições, alguém viu algum ET no dia 14 de outubro? Muita gente preparada me enviou e-mails, confiantes no acontecimento… Difícil, não é? (…)
É (…), o ’ser imaginário’ anda pregando peças por aí! Ele acredita piamente que a salvação vem apenas de fora…
É uma pena que muitos persistam nesse tipo de idéia infantil. Se apóiam em fantasias propagadas por mensageiros que dormem (e sonham) e fazem muitos dormir (e sonhar)…
Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.
História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.
História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.
História das Coisas é um vídeo que nos ensina muita coisa, nos faz refletir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas.
Gente invisível Psicólogo investiga a vida das pessoas que, ao vestir um uniforme, ganham invisibilidade – são tratadas como se não existissem PAULA MAGESTE
Em novembro de 1994, o então estudante do 2º ano de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) Fernando Braga tornou-se invisível.
O que é comida de verdade? Nada disso que costumamos ingerir!
Pelo menos é o que prega o Dr.Will Clower, autor de ‘A não-dieta dos franceses’, lançado recentemente pela editora Campus. O médico neurofisiologista desenvolveu, durante sua estada de dois anos no Institute of Cognitive Sciencesem, em Lyon, na França, um plano de 10 etapas para nunca mais fazer dieta e, ainda assim, emagrecer com saúde, como os franceses.
‘Descobri que os franceses violam todas as regras alimentares que estipulamos para nós. E, apesar de seus cremes, queijos, manteigas e pães, a taxa de obesidade na França é de apenas 11,3% da população,
segundo pesquisa realizada em 2005 pela internacional Obesity TaskForce. O programa de emagrecimento saudável é baseado em quatro grandes princípios básicos:
- comer alimentos de verdade, aprender a comer, reduzir a quantidade de comida e ser ativo, sem necessariamente se exercitar’ explica no livro.
Segundo o médico, estamos inundados de alimentos artificiais – açúcares sintéticos, gorduras sintéticas e produtos alimentícios artificiais.
Falta-nos reaprender o que é comida de verdade, já que é a ingestão dela que proporciona ao corpo a nutrição na forma que ele necessita.
Clower afirma que em vez de estimular a ingestão de novas substâncias químicas para enganar o organismo, o programa mostra por que alimentos de verdade funcionam em favor do corpo.
‘Temos que reaprender o que é comida de verdade. Alimentos de verdade são os produtos naturais, que podem ser encontrados em um texto de biologia e que normalmente fazem parte da cadeia alimentar.
Refrigerantes não dão em árvore, margarina é uma invenção, e os corantes, conservantes e estabilizantes que aumentam a vida do produto não foram feitos para o nosso corpo’, defende.
Em sua observação dos costumes alimentares locais, o médico descobriu que os franceses não comem alimentos processados, não evitam gorduras, chocolates e nem carboidratos, não tomam suplementos alimentares, não se abstêm do vinho no almoço e no jantar e não comem com pressa. Ao adotar os hábitos franceses, ele a mulher emagreceram, onze e cinco quilos respectivamente.
- Em uma volta pelo supermercado fiquei impressionado com os laticínios – fileiras e fileiras de queijos, uma geladeira inteira só pra iogurtes e queijos frescos.. Onde estavam os produtos lights?
Entre outras dicas, Clower prescreve uma limpa na despensa e na geladeira, com o auxílio de uma lista de produtos que devem ser descartados , os que se deve ter em casa , fala sobre os benefícios da cerveja e do vinho, com moderação, é claro, da importância de se passar mais tempo à mesa, usufruindo do sabor da comida e de como isso auxilia a diminuir o tamanho das porções, e da necessidade de se manter ativo. Os resultados, garante ele, surgem em seguida..
Alimentos que devem ser descartados da despensa e da geladeira:
- Lanches (frutas desidratadas, biscoitos não hidrogenados, nozes, azeitona)
- Condimentos (mostarda, maionese de verdade)
- Bebidas (suco de frutas, chás, água, vinho)
Plano de 10 etapas para nunca mais fazer dieta:
1 – Comer devagar. Comer muito rápido faz comer mais.. O estômago demora cerca de 20 minutos para mandar um sinal para o cérebro. Comendo devagar, o cérebro tem tempo de receber a mensagem de que seu corpo está satisfeito.
2 – Garfadas menores. O paladar está na superfície da língua. Se a sua boca está cheia de comida, você nem sente o gosto.
3 – Concentre-se na comida. Comer em frente à TV ou no carro faz o momento se tornar irrelevante. A falta de atenção faz com que se coma demais.
4 – Apóie o garfo no prato. Se ainda tem comida na sua boca, coloque o garfo no prato. Não encha-o novamente até que tenha engolido.
5 – Sirva a comida em pratos pequenos. Isso resolve dois problemas de uma só vez: o de lavar a louça e o fato de você comer com os olhos.
6 – Comida sem gordura engorda. Comidas sem gordura não satisfazem e contêm mais açúcares.
7 – Se não for comida, não coma. Nosso corpo sabe o que é comida de verdade: carnes, frutas, verduras. Invenções como coca-cola causam problemas de saúde e de sobrepeso.
8 – Coma em etapas. Coma a salada primeiro. Isso ajuda a ganhar tempo à mesa e previne que você coma rápido e em grande quantidade.
9 – Gordura é necessária na dieta. Seu corpo e cérebro necessitam de gordura para serem saudáveis. Você come um nível normal de gordura quando come alimentos de verdade, como manteiga, azeite, castanhas e queijos.
10 – Alta qualidade da comida leva a comer menos quantidade.
O Coração – ponto a partir de onde o Ser Natural (vide Proposta Espírito Livre) tece a Sua existência. A experiência tem me mostrado que este ponto mágico, desde que conscientemente sensibilizado (através da focalização interna da atenção e do toque com dedos médios justapostos sobre a timo), possibilita a ativação dessa glândula, com resultados positivos para quem busca o equilíbrio psicoenergético.
Vale a pena pesquisar, sentir este ponto ’secreto’ (na região do Coração), que considero a via para o equilíbrio…
Escreverei mais sobre este assunto em outros posts.
Entrevista publicada na Revista O Ponto de Junho de 2006
Robert Happé nasceu em Amsterdã, Holanda, debaixo de um bombardeio. O pai havia sido preso por soldados alemães e a família de mulher e três crianças foge para uma cidade menor e mais segura. O irmão e a irmã mais velhos brincam na rua, enquanto a mãe tenta dar de comer para o mais novo. Aviões sobrevoam o lugarejo. Nova explosão e a rua inteira está em ruínas. Da casa só resta a cozinha. Da família só ficam a mãe e o garoto. A mulher desaparece e uma família pega o menino para criar. Pouco mais de um ano após o fim da guerra, um homem aparece e diz: “Eu sou seu pai.” O menino se agarra ao destino. O pai encontra a mãe em um hospital psiquiátrico e a família volta para Amsterdã para recomeçar a vida e continuar o drama. Uma nova criança nasce, dando força â família do pós guerra. Mas a mulher adoece de câncer e tempos depois morre. O garoto continua vendo a mãe, que aparece para dizer que “tudo está” bem. Com seus 16 anos, ele coloca uma mochila nas costas e parte para a grande aventura de descobrir o mundo e seus mistérios. “Por que a vida é assim?” Por que todo mundo mata todo mundo?” Por que tanto sofrimento?” Ele estuda psicologia, mas não encontra respostas ali. É tempo de servir o Exército, mas o jovem não quer aprender a matar pessoas. Fica preso por desobediência, lava latrinas e trabalha na cozinha, até que o Exército se livra do soldado fracassado. Sem dinheiro e com muito pouco a perder, o rapaz viaja pela Europa de carona. Na Suíça, trabalha na cozinha de um restaurante. Depois, de garçom em bares da Espanha. Conhece o submundo dos clubes de jogos na Inglaterra, onde trabalha nas mesas de pôquer. As antigas perguntas permanecem na cabeça e ele segue para o Líbano atrás das respostas. Depois passa cinco anos estudando Filosofia Oriental na Índia. Não foi suficiente e ele continua viajando pelo país. Depois vai para o Nepal, Tibet e, finalmente, Camboja, onde, aos 31 anos, termina a busca e começa a missão de dividir com o mundo seus conhecimentos sobre o significado da vida.
Hoje, aos 65 anos, o filósofo Robert Happé é um desses seres humanos raros, que abraçam e beijam todo mundo. Nesses mais de 30 anos de peregrinação, tem encantado platéias por onde passa, não apenas por suas idéias, mas pela maneira simples com que fala delas. Autor do livro Consciência é a Resposta (lançado em 1997 pela editora Talento), atualmente divide seu tempo entre a convivência com a família – ele é pai de um garoto de 14 anos -, a produção de um segundo livro e os seminários na Europa, Estados Unidos, Argentina e Brasil, país que ele define como “a última esperança”.
O PONTO – Você nasce na guerra, perde seus irmãos e mais tarde sua mãe. Certamente essas experiências marcaram sua infância e juventude. Foi nestas circunstâncias que você desperta para a busca do conhecimento sobre o significado da vida?
ROBERT – Eu sempre senti que não era desse planeta, que todos eram muito diferentes de mim e que precisava buscar a verdade sobre a vida e sobre mim mesmo. Minha mãe aparecia para mim e eu me perguntava: “Sou louco? Onde está minha mãe? O que ela faz lá? Por que fala comigo?”. Queria entender por que todo mundo mata todo mundo, por que há tanto sofrimento e por que a vida é assim. Então, eu já caminhava para a busca de respostas, mas a consciência disso veio bem depois.
O PONTO – Na busca por essas respostas, você percorre vários países e se aprofunda na cultura oriental, mantendo contato com Vedanta, Budismo, Taoísmo… Como foi essa experiência e que lições você tirou disso?
ROBERT – Na Índia eu descobri que a vida continua depois da morte. Mas nestas viagens eu também descobri que todas as religiões falam as mesmas coisas, mas de formas diferentes e umas contra as outras. Percebi que as pessoas não estudam para encontrar a verdade, mas para adorar suas religiões. Quando você adora sua religião, você não questiona e acaba virando as costas para a verdade. E eu sempre questiono.
O PONTO – Então você queria mais.
ROBERT – Sentia que não era só aquilo e que precisava de mais experiência de vida, por isso continuei viajando, vivendo no Nepal, Tibet e no Camboja, e estudando com os gurus. Mas também não fiquei satisfeito.
O PONTO – Mas foi no Camboja que você viveu sua maior experiência mística.
ROBERT – No Camboja, as pessoas são muito amáveis, mas, como no Nepal e no Tibet, há muita ignorância. Eles não vivem a consciência do coração, vivem através dos dogmas. Por exemplo, os monges cambojanos têm tudo nos templos para plantar e comer, mas saem para as ruas para pedir comida, esmolas. Eu pensava que aquilo estava errado, que eles deveriam fazer o contrário, levar comida e ensinamentos do templo para as pessoas que estavam do lado de fora. Então eu deixei a comunidade com um sentimento de que era o fim da rua para mim. Estava muito triste, parei e fiquei meditando. Então decidi ir para a floresta. Na floresta, passei a me alimentar do que a natureza me oferecia. Com o tempo, comecei a perceber coisas, luzes que iam ganhando formas. Eu vi os espíritos da Natureza. Esses seres vinham me visitar e uma vez eles pediram para que eu os seguisse. Não sei quanto tempo, mas depois de goras, dias, eu chego num lugar no meio da floresta e eles afastam a vegetação e então eu vejo uma grande rocha e e nela a figura do Buda esculpida. Eu fiquei perplexo. Eles não falavam comigo, mas faziam gestos para que eu tocasse na imagem. No momento exato em que coloco as mãos na pedra, foi como se abrisse uma tela na minha mente. Eu vi uma grande cidade e no centro dela um templo. Dentro do templo havia três budas e um deles tinha o meu rosto.
O PONTO – Foi neste momento que você encontra as respostas que estava procurando?
ROBERT – Neste momento eu me conecto com a Akasha, que é a grande biblioteca do universo, onde estão arquivados todos os conhecimentos sobre a humanidade. A partir daí eu comecei a aprender o que estamos fazendo aqui neste planeta. Eu passei a fazer perguntas para a Akasha sobre meu passado, a nossa história, quem nós somos e por que estamos aqui.
O PONTO – Você já sabe quem você é?
ROBERT – Não tudo. Todos nós somos muito mais do que sabemos.
O PONTO – Quanto tempo você ficou na floresta e como voltou para a civilização?
ROBERT – Eu vivi na floresta por três anos e passava meus dias acessando a Akasha e estudando. Aquele passou a ser o meu mundo e eu não queria sair de lá. Mas soldados norte-americanos me encontraram, me colocaram num helicóptero e me largaram em Bangkok (Tailândia). Era a guerra do Vietnã. Eles estavam tirando as pessoas dos vilarejos porque não queriam que ninguém soubesse o que estava acontecendo. Aldeões falaram que havia um estrangeiro na floresta e os soldados foram atrás de mim.
O PONTO – De volta à civilização, você começa a divulgar seus conhecimentos?
ROBERT – Eu estudei Taoísmo, ensinei filosofia na Inglaterra por quatro anos e, finalmente, passei a viajar pela Europa, fazendo seminários para dividir meus conhecimentos com outras pessoas.
O PONTO – A humanidade segue sua trajetória evolutiva e agora, na Era de Aquário, você diz que as pessoas estão começando a valorizar o conhecimento da razão pela qual estamos no mundo. Você pode apontar sinais ou fatos que demonstram que a “Era da busca da compreensão do significado da vida” começou?
ROBERT – As energias de Peixes e Aquário são diferentes. Antes, na Era de Peixes, havia segredo. Agora, tudo está aberto. Todos que têm algum conhecimento querem falar. Uma coisa que é prova dessa mudança é que muita gente começa a ver como é desonesto e corrupto nosso sistema. Quando as pessoas começam a ver que são como ratos em caixas, elas começam a sair das caixas. Com essa liberdade, as pessoas começam a buscar uma forma diferente de viver.
O PONTO – A história da humanidade é marcada pela busca do poder. O poder do homem sobre a natureza, do homem sobre o homem, de uma ideologia sobre a outra, de uma nação sobre as demais. Essa busca pelo poder tem contribuído para a manutenção de uma mundo cheio de medos, conflitos e incertezas, fazendo com que as pessoas passem suas vidas correndo atrás de pequenos poderes que lhes permitam não sentir medo, nem viver conflitos e incertezas. Essa corrida, no entanto, não premiou as pessoas com o que elas esperavam, a felicidade. Gostaria que você comentasse sobre isso.
ROBERT – É preciso entender que todos nós somos programados para pensar de uma determinada forma. O governo parece nosso amigo, os professores parecem nossos amigos, mas eles não falam o que é bom para nós, eles não ensinam sobre nossos valores, nossas qualidades, eles não lembram que somos seres criadores. Eles ensinam a copiar. Por esse motivo, poucas crianças gostam da escola, porque elas sentem que alguma coisa está errada. Os jovens não são convidados a questionar e a melhorar as coisas, apenas a repetir. Nesse modelo somos tratados como números, fazemos provas a todo o tempo e quando a criança faz vem a prova ela é um bom robô. Crianças criativas escrevem as coisas que elas pensam e, por isso, são maus robôs. Com essa manipulação, tira-se a identidade da pessoa. Então, nós precisamos informar as pessoas que não somos robôs, somos seres criadores. Todos nós valorizamos os conhecimentos acadêmicos, mas nós precisamos lembrar quem nós somos. Esse é o conhecimento que devemos levar daqui.
O PONTO – Por que há tanta fome no mundo, tantos conflitos entre nações, etnias e dogmas religiosos?
ROBERT – Porque nós não aprendemos a amar os outros. Nós aprendemos a cuidar da nossa família e a pensar que o resto do mundo não é importante. Você ama a sua cultura e a outra cultura não presta. A pessoa não vê que o ser humano é uma só família.
O PONTO – Qual a relação entre poder, dinheiro e felicidade?
ROBERT – Poder, aqui no nosso planeta, é visto no dinheiro. Quanto mais dinheiro, mais poder. Isso é ilusão. Porque um dia, quando todo o sistema entrar em colapso, as pessoas que têm apenas dinheiro vão ficar sem nada, de uma hora para outra. O verdadeiro poder é o amor. O seu poder é o seu amor. Amor é espírito e espírito é sabedoria. Nosso espírito nos guia através da nossa intuição para fazermos a coisa certa. Não é importante o que você sabe aqui (na cabeça), mas o que você sabe aqui no coração. O importante é que você tenha um canal aberto com a sua intuição, para que a intuição o leve às coisas certas. Quando você usa a intuição, você tem confiança em si mesmo. Ops, pouca gente tem! Quando você tem confiança no seu poder, no seu coração e na sua ligação com o espírito, você tem a resposta para tudo e automaticamente conecta e expressa a sua verdade. Essa conexão com o coração, com o espírito, faz com que toda a prosperidade venha ao seu encontro, porque você está sendo criador da sua vida. Se você é o criador, você não vive na pobreza.
O PONTO – O que você recomendaria para quem está interessado em buscar esse saber?
ROBERT – As pessoas precisam entender um pouquinho das leis do universo. Por exemplo, a lei do carma. O que você atrai para sua vida é conseqüência da sua criação. Quando você encontra uma pessoa que é má para você, não brigue mais. Pense: “O que eu preciso mudar na minha consciência para não atrair mais essa experiência?”. Quando a gente pensa desse jeito, a gente começa a mudar para uma consciência mais tolerante e amorosa.
O PONTO – No nosso dia-a-dia vivemos situações que revelam nossa maneira “ultrapassada” de ser e lidar com a realidade e que são oportunidades de mudança, portanto, merecedoras de nossa atenção. Qual o papel da intensificação dos nossos problemas e dos conflitos no mundo no despertar da nossa consciência e no encontro com o nosso poder interior?
ROBERT – A intensificação está acontecendo porque não fizemos nada no passado para melhorar. Quando você olha o mundo e todo esse caos, isso é o reflexo do nosso desinteresse no passado da nossa vida, é o espelho da falta do amor. Esse espelho fica mais forte para estimular as pessoas a mudar. É um empurrão para a humanidade. Tudo que está acontecendo para você é o seu passado. O que é bom no passado é bom agora, o que é ruim no passado é ruim agora. Você deve mudar, e essas experiências são uma nova chance para isso. Todo encontro é um encontro com você. Quando você encontra alguma coisa que você não gosta, esse é o momento de se perguntar por que você não gosta. O que você vê de dificuldade em outras pessoas é o espelho das suas inabilidades, da falta do conhecimento de si mesmo. Quando você entende isso, você responde de um forma diferente. Isso requer atenção e treino. Precisamos estimular as pessoas a reconhecer o que é verdadeiro e o que não é. Precisamos viver com mais responsabilidade e honestidade, para com o próximo e para com nós mesmo. Precisamos descobrir que somos divinos.
O PONTO – É possível que, ao lerem seu livro ou ao ouvirem você nos seus seminários, as pessoas se sintam animadas diante da possibilidade de descobrir uma forma mais feliz de viver. Mas é possível, também, que se sintam angustiadas diante da dificuldade de colocar em prática essa nova forma de viver.
ROBERT – O único obstáculo que impede que as pessoas consigam isso é o medo. Quando você é criança, você escuta a mesma coisa. Você tem que fazer o que os outros dizem, mas você quer fazer outra coisa, então é punido. Então, adquire todos os medos, medo da morte, da solidão, do futuro e não sabe mais como criar, ficando totalmente controlado por dogmas e pensamentos que não são verdadeiros. Quando você tem medo, você nunca expressa o seu verdadeiro ser, você expressa o seu medo. Você deve se perguntar quais são seus medos. Depois, um por um, você deve ir eliminando.
O PONTO – Você fala que estamos num mundo tridimensional no qual nossa missão é recordar quem realmente somos e expressar nossa sabedoria, através da compreensão e aceitação das polaridades, do conhecimento sobre nós mesmos, e da conquista da liberdade diante das possibilidades. Para que outros mundos nos levará esse conhecimento?
ROBERT – Nós estamos no mundo que nós merecemos. Nossa consciência nos leva para níveis onde nos sentimos confortáveis. Pessoas amorosas, com habilidade para reconhecer as outras pessoas como parte da sua família, são diferentes de pessoas que olham as outras pessoas para usar e ganhar mais dinheiro. Nosso mundo vai se dividir em dois, ficando uma parte na terceira dimensão e outra, espiritual, vai para níveis mais elevados de amor e luz.
O PONTO – “Os eventos do mundo externo são reflexo do mundo interno.” Como podemos mudar o mundo à nossa volta?
ROBERT – A única coisa que você pode mudar é a si mesmo. Quando você tem outra atitude, outro jeito, você é um exemplo para as outras pessoas. Então, você muda o mundo através da sua atitude.
O PONTO – Fala-se que o Brasil é o “celeiro do mundo” e que também é a “Pátria do Evangelho”. Como o senhor vê o Brasil?
ROBERT – O Brasil é a última esperança. Aqui, a maioria das pessoas tem muita conexão com os sentimentos. As pessoas são muito mais conectadas com o lado espiritual. Além disso, temos muito cristal no Brasil, que atrai luz. No futuro, muita gente vem para cá, porque teremos abundância em comida e abundância em amor.
O PONTO – O que não pode deixar de ser dito para um grande empresário?
ROBERT – Sirva às pessoas. Nós precisamos fazer negócios para servir às pessoas e ajudá-las a viver bem.
O PONTO – Para um operário que volta para casa depois de um dia de trabalho?
ROBERT – Acredite em si mesmo. A pobreza está dentro da consciência. Quando ele encontrar a riqueza interior, ele deixará de ser pobre. É preciso aprender que todo trabalho é um servir. Quando todos entenderem isso, não teremos mais problemas.
O PONTO – Para um governante?
ROBERT – Se ele é um governante é porque tem habilidades para liderar, portanto ele deve liderar as pessoas para chegarem à paz, com elas mesmas e com os outros. Deve usar de criatividade e trabalhar não para ganhar, mas porque adora trabalhar.
O PONTO – E para os jovens?
ROBERT – Os jovens precisam entender que são criadores e que chegam aqui para criar um mundo melhor. Se eles fazem a mesma coisa que fizeram no passado, eles não vão melhorar nada. Devem observar com novos olhos e perguntar: “Eu quero fazer isso?” Devem fazer suas escolhas e sentir mais confiança em si mesmos, expressando o que eles pensam para melhorar.
O PONTO – Como devemos olhar as crianças?
ROBERT – Todas são seres de luz muito avançados e que vieram aqui para nos ensinar.
“Vi muitas pessoas que filosofavam muito mais doutamente do que eu; mas sua filosofia parecia, por assim dizer, estranha… Estudavam o universo como teriam estudado qualquer máquina que tivessem visto por curiosidade. Estudavam a natureza humana para poder falar sabiamente dela, não para conhecerem-se a si mesmos.”
Ambientalista há mais de 25 anos e vereador na cidade de São Paulo, Roberto Tripoli, autor de diversas e pioneiras leis em defesa da fauna, juntamente com Organizações Não-Governamentais, pedem o seu apoio ao Código Federal de Bem-Estar Animal.
Em 136 artigos o Projeto de Lei n. 215/2007, que institui o Código Federal de Bem-Estar Animal, é a grande esperança para acabar com a crueldade e maus-tratos aos animais.
Sabemos que a tramitação de um projeto deste porte no Congresso Nacional gera polêmica e que muitos parlamentares não se importam com a Vida Animal. Por isso a sua participação é fundamental! Precisamos solicitar agilidade e urgência ao Congresso Nacional, destinatário das nossas assinaturas, para aprovação deste projeto.
Esteja conosco nessa luta e lembre-se:
“A GRANDEZA DE UMA NAÇÃO PODE SER JULGADA PELO MODO COMO SEUS ANIMAIS SÃO TRATADOS.”(GANDHI)
Assista ao vídeo! Um exemplo de abate não-humanitário, comumente praticado no Brasil! Todos, vegetarianos e, principalmente, os não-vegetarianos, deveriam se mobilizar contra este tipo de tratamento violento! Hoje, já existem técnicas, amplamente divulgadas, para minimizar o sofrimento dos bichos…
Informações enviadas pela jornalista Renata Bucciarelli
Certo ou errado, afinal de contas quem está com a razão? Quem tem a fórmula definitiva, que possibilitará a realização da plena felicidade?
Nos deparamos com um extenso cardápio de propostas que sugerem vias ’seguras’ para a realização pessoal. Junto com esta lista recebemos uma outra com modelos prontos de felicidade. “Ser feliz é isso, ser feliz é aquilo etc. etc.
Claro que não podemos desconsiderar a máxima cristão de ‘não desejar ao outro aquilo que não desejamos para nós’. Mesmo sendo esta uma boa dica, ainda temos que avaliar se o que é bom para nós será igualmente bom para os outros e vice-versa… Nossa! Que encruzilhada!
Alguns sábios nos revelam que uma verdade nunca é absoluta. Que tudo o que é considerado verdadeiro, pode – de alguma forma – ser comprovado como falso. É por isso que os dogmas e paradigmas tornaram-se usuais. Eles delineiam uma série de critérios e procedimentos ’seguros’ para o ‘bem viver’. Neste caso, não precisamos pensar. Ou nos enquadramos ou somos segregados. Não adianta questionar! não existe escolha!
Acontece que a relatividade abre um leque de infindáveis possibilidades para aquilo que se define como normalidade. Assim sendo, para aqueles decidem contestar o valor e eficácia dos modelos reinantes, miríades de possibilidades se abrem, ampliando consequentemente o espectro da normalidade.
Nosso grande desfio passa a ser este: ter coragem de mergulhar livremente nas diferentes formas de expressão da individualidade, sem juízo de valores. Esta é a única forma de avaliarmos se as nossas escolhas, se as nossas crenças, realmente, nos dizem respeito. Quando nos abrimos para universos psicológicos paralelos novas possibilidades de expressão da individualidade se abrem, tornando a vida mais plena de significado.
Vá ao encontro do Ser que o outro É, a partir do Ser que você É.
Esta é uma forma segura de se relacionar, sem cometer abusos ou sem ser arbitrário: recordar-se de quem realmente Somos nós. Isto sim é a forma mais elevada e sutil de humildade!
Pela visão do Ser passamos naturalmente a reconhecer e respeitar o próximo, não importando se ele representa o papel de sábio ou de simplório, de patrão ou empregado.
O Ser assiste, sem interferir, qualquer papel que interpretamos a fim de que possamos aprender no teatro da vida. Felizes são aqueles que entenderam isso e não mais se confundem com os papéis… São igualmente felizes aqueles que, por desconhecerem quem São, vivem uma Realidade Imaginária (criações da mente dissociada do EU); estes não são ‘responsáveis’, pois são protegidos pela ignorância… Infelizes daqueles que, mesmo tendo descoberto quem São, mesmo tendo tido uma visão mínima do que seja Realidade Natural (o Reino ou os Céus das escrituras sagradas), ainda não conseguem manter-se plena e integralmente conscientes, presentes no Ser.
Todos sabem que não sou contra as religiões. Mesmo porque a grande maioria ainda necessita das instituições religiosas, por motivos diversos.
Hoje, desejo falar àqueles que, de uma forma ou de outra, têm encontrado dificuldade de se ligar (ou associar-se) a algum tipo de religião. Dirijo-me àqueles que encontram-se insatisfeitos com os modelos usuais de religiosidade.
O desenvolvimento da Proposta Espírito Livre vem de encontro ao anseio daqueles que sentem o natural desejo de estabelecer contato com as dimensões metafísicas, sem se submeter a nenhum tipo de dogma ou política religiosa. O Universalismo Livre busca, também, falar aos religiosos que desejam desenvolver uma compreensão não sectária (holística), fruto de uma visão que integra os fundamentos de todas as religiões. Assim sendo, tenho procurado sistematizar uma série de conceitos e práticas – numa linguagem atual -, buscando resgatar o significado original do Conhecimento professado pelos percurssores das antigas tradições, dentre eles: Lao Tse, Krishna, Buda, Jesus, Maomé.
Todos esses mestres, com o linguajar próprio da sua época, apresentaram o mesmo Conhecimento Universal. Acredito que os diferentes costumes, fruto de forças políticas e culturais sempre presentes ao longo de toda a história da humanidade, são responsáveis pelas infindáveis discórdias entre os religiosos e seguidores das ‘distintas’ correntes espirituais. Somado a isso, nos deparamos com as distintas interpretações (algumas muito interessantes) dos textos sagrados, que reforçam ainda mais as diferenças. Isso tem gerado, mundo afora, muita discórdia, muito sofrimento e – até mesmo – guerras insanas (fruto do fanatismo religioso).
Todos dizem que só existe um Deus. A Livre Espiritualidade surge para resgatar os fundamentos do Unitarismo, que abarca e unifica todas as escolas espirituais. Esta é uma antiga proposta, promovida de forma pioneira por Al-Hakim bi Amr Allah (sexto Califa do Império Fatimita, fundador do Drusismo), no Egito em 1017 d.C. É inspirado nesse ideal que tenho sistematizado algumas práticas para a reconexão consciente com a Suprema Inteligência Amorosa (se preferirem, Deus) que se revela como o Ser que Somos (o ‘Eu Sou’ de Moisés e Krishna, o Buda de Gautama, o Cristo de Jesus, o Ser de todos nós). De posse desse Conhecimento unificador, o interessado em assuntos e práticas metafísicas poderá dinamizar os dons espirituais latentes sem, necessariamente, se filiar a nenhuma religião ou instituição espiritual.
Na medida que nos imbuímos dos Princípios Universais, passamos a expressar uma religiosidade natural, que proporciona bem estar nas diferentes áreas da existência humana – pessoal, familiar, social, humanitária, planetária. Para o amante do Universalismo Livre todos os templos (principalmente os ambientes naturais) passam a ser espaços para a prática, para o contato com a autêntica dimensão da espiritualidade. Todos os ensinamentos e escolas espirituais passam a ser vias para a expressão da vontade una do Criador.
Dor de cabeça e enxaqueca são doenças que exigem tratamentos diferentes
Ficar só no analgésico prolonga as crises, fazer exercícios e cuidar da alimentação é essencial
A vontade é arrancar a cabeça fora. Os olhos não agüentam a claridade e a dor insiste em perturbar, prejudicando qualquer tipo de raciocínio e azedando o humor. A enxaqueca realmente compromete a qualidade de vida dos pacientes , afirma a neurologista Sandra Mathias, do Hospital Bandeirantes, em São Paulo. Nos Estados Unidos, onde se estudam vários índices de produtividade, chegou-se à conclusão de que ela é um dos principais fatores na queda de produtividade por falta ao trabalho.
Numa entrevista exclusiva ao Minha Vida, a especialista descreve com detalhes todos os sintomas e tratamentos do problema, difere o mal da dor de cabeça corriqueira, fala sobre os melhores tratamentos, aprevençãoe sobre tudo aquilo que tem potencial para desencadear uma temida crise. No final, acompanhe ainda uma descrição dos principais tipos de dor de cabeça e identifique qual deles tira você do sério.
Existem alimentos que causam dor de cabeça?
Não. As pesquisas, no entanto, apontam que alguns deles podem desencadear crises em pacientes com enxaqueca. É o caso dos chocolates, alguns queijos curados, embutidos de carne (salsichas, lingüiças) e glutamato de sódio (o sal utilizado na culinária oriental). Álcool e café também podem causar o desconforto.
O que estes alimentos têm de especial?
Eles contêm elementos que interagem com a bioquímica cerebral, alterando a ação de determinadas enzimas e acelerando a metabolização de substâncias chamadas neurotransmissores (como a serotonina). Mas é importante lembrar que casos de crises desencadeadas por alimentos são pouco comuns e afetam só quem é sensível.
Enxaqueca é hereditária? Ela é uma dor de cabeça mais forte?
A história familiar favorece o surgimento do problema. Mas só ela não justifica um caso de enxaqueca. Enxaqueca é um dos tipos de dor de cabeça, e não uma variação na intensidade do mal.
Há cura para enxaqueca?
Não. A enxaqueca é uma doença crônica, que exige o afastamento dos fatores desencadeantes, além do consumo de medicamentos. Mas o tratamento é bastante eficaz na prevenção das crises. Além de medicações, são indicados exercícios físicos e atenção à estrutura emocional.
Qual o efeito dos exercícios no controle da doença? Exercícios físicos estimulam a circulação e a oxigenação sanguínea, propiciando um estado aeróbico no organismo. Isso confirma a teoria da enxaqueca de que as crises possam ser causadas por uma redução de oxigênio cerebral. Além disso, atividade física libera endorfinas, substâncias reconhecidamente benéficas e que têm ação no alívio da dor.
E o que a estrutura emocional tem a ver?
A estrutura emocional é a base para o tipo de dor de cabeça mais comum: a cefaléia tensional, geralmente descrita como se houvesse um peso sobre a cabeça. Geralmente, ela aparece mais no final do dia. O estresse emocional e físico é, reconhecidamente, um dos causadores de inúmeras doenças e sintomas, além das cefaléias.
Existem vários tipos de dor de cabeça?
Sim. Existem as cefaléias denominadas primárias (como a enxaqueca e a cefaléia tensional) e as cefaléias secundárias, que podem ser desencadeadas por diversas causas, como nevralgias, causas odontológicas, problemas de coluna cervical, glaucoma e infecção de ouvido.
TPM causa enxaqueca? TPM não causa enxaqueca. Ela, simplesmente, pode desencadear uma crise em mulheres que já sofrem com o problema.
Enxaqueca é uma doença incapacitante?
A intensidade da dor varia de pessoa para pessoa. Mas, muitas vezes, a dor de cabeça associada a sintomas como náuseas, vômitos e a dificuldade para tolerar a luz tornam o paciente incapacitado para suas atividades habituais. Nos Estados Unidos, onde se estudam vários índices de produtividade, chegou-se à conclusão de que a crise de enxaqueca é um dos principais fatores na queda de produtividade por falta ao trabalho.
Dor de cabeça é uma doença crônica?
A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns em relação às dores em outras regiões do corpo. Estima-se que até 80% das pessoas apresentam pelo menos um episódio de cefaléia por ano. Já a enxaqueca, especificamente, é uma doença que pode aparecer em crises repetidas ao longo de anos se não for tratada adequadamente.
Tipos de dor de cabeça:
1. Cefaléia tensional: dor de cabeça mais comum. Caracteriza-se pela dor tipo peso, geralmente acometendo a cabeça toda ou mais localizada na parte de trás da cabeça, irradiando-se para a nuca. Geralmente há contração muscular na região dos ombros. Fadiga, irritabilidade, alterações de sono e de apetite são outros sintomas. Muitas vezes o paciente relata estar passando por alguma situação de conflito ou estresse.
2. Enxaqueca: predominante no sexo feminino. Normalmente, a dor é latejante e sentida de um lado só da cabeça. Náuseas ou vômitos são comuns. É comum ainda a intolerância à luz e a outros estímulos sensoriais, como sons e odores. Alguns sinais, conhecidos como “aura”, tendem a antecipar a dor. São, principalmente, de origem visual e incluem escurecimento de parte ou de todo o campo visual ou sensações visuais de luzes ou cintilações.
3. Cefaléia por hipertensão intracraniana: em casos de tumores cerebrais ou hidrocefalia há aumento da pressão no interior do cérebro, que se encontra fechado na caixa craniana. A dor é contínua, e não em crises. Geralmente associa-se a náuseas e vômitos. Pode haver alterações de consciência. No caso de tumores, há sinais e sintomas neurológicos focais relacionados às áreas afetadas no cérebro.
4. Cefaléia por rotura de aneurisma cerebral: é descrita pelo paciente como uma dor muito, muito intensa. A comparação é com uma paulada na cabeça, de instalação súbita e que também pode se acompanhar de náuseas e vômitos. Dependendo da gravidade do sangramento pode ocorrer deterioração neurológica, com piora grave até para coma.
5. Cefaléia pós-raquianestesia: acontece após procedimento anestésico – a raquianestesia. Caracteriza-se por dor intensa na cabeça inteira, podendo se associar a náuseas e vômitos. Caracteristicamente, a dor some quando o paciente permanece deitado com travesseiro baixo e se inicia assim que se levanta a cabeça.
6. Cefaléia por meningite: tem as mesmas características da cefaléia por hipertensão intracraniana, e soma-se a presença de febre e mal-estar generalizado.
Cefaléias secundárias: têm uma multiplicidade de fatores causais: 1. Neuralgia do nervo trigêmeo: caracteriza-se por acometer a área da face sob a inervação do nervo trigêmeo. A dor é descrita como lancinante e persistente, com alguns períodos de alívio. Uma característica importante é a sensibilidade da chamada zona de gatilho: um toque leve em alguns pontos do rosto desencadeia a dor.
2. Dor de cabeça por sinusite: caracteriza-se por ser contínua, tipo peso, sem sintomas associados e que pode piorar quando se abaixa a cabeça.
3. Dor de cabeça por disfunção de ATM (articulação têmporo-mandibular): geralmente, portadores desse tipo de dor têm alterações da mastigação. A dor ocorre nas regiões temporais e pode ser do tipo peso. Apalpando a ATM notam-se desvios ou alterações na dinâmica do fechamento e abertura da boca. Muitas vezes, o uso noturno de plaquinhas acrílicas, prescritas pelo dentista, resolve o problema. Outras vezes, em casos mais graves, aparelhos ortodônticos ou mesmo cirurgias reparadoras são necessários.
A Psicologia Transpessoal surgiu nos EUA, em 1969, a partir do encontro de Abraham Maslow, Stanislav Grof e outros importantes psicólogos e teóricos.
Saudada como a Quarta Força da Psicologia, buscava integrar à Psicologia as vivências espirituais e as experiências chamadas “transpessoais”, caracterizadas por um estado de consciência superior, que contém todas as experiências anteriores do indivíduo e prossegue no sentido de conduzir o ser humano em direção à transcendência.
Fazendo pontes entre as muitas escolas ocidentais de Psicologia e as tradições espirituais do Oriente e do Ocidente, a Psicologia Transpessoal chegou a ser confundida por alguns críticos com uma abordagem sincrética ou uma nova forma de religião “new age”.
Nos dias correntes, seus principais teóricos esforçam-se no sentido de mostrar que se trata de uma abordagem psicológica conseqüente e rigorosamente científica, distante da New Age e de práticas ditas “alternativas” ou “holísticas”, e que já começa a integrar-se no currículo normal de entidades acadêmicas do peso da PUC-SP, Universidade Católica de Goiás e UNESP – Universidade Estadual Paulista.
Afinal, eles não são testemunhas da CPI, do DETRAN, nenhum deles têm cartão corporativo ou foi alvo de uma bala perdida…
Incompreensível como a mídia não demonstra o mesmo interesse por esse tipo de atitude, por atos de amor e de solidariedade. Na realidade, a mídia não é a única responsável!
É fato que as boas notícias não dão tanto ‘IBOPE’!
Autor das fotos: Desconhecido (se alguém souber, por favor informe!)
Uma das coisas mais difíceis de se aceitar é o sofrimento gerado pela infelicidade.
Sofremos quando vermos nossos entes queridos infelizes e acabamos caindo na mesma armadilha. Como se pudéssemos curar o sofrimento alheio tomando desse mesmo veneno – a infelicidade. A essa ‘troca de moedas falsas’ eu chamo complexo de infelicidade.
O segredo para superar a infelicidade está em entrarmos na sintonia do Criador. Ao contemplarmos as belezas da Vida, que nos cerca, nos conectamos à Realidade – criada e recriada em contínua perfeição. E nessa dimensão de Realidade não cabe (não existe) a infelicidade, não importa o quanto tentem provar o contrário!
Podemos experimentar e expressar essa espontânea e incontaminada felicidade, que se revela aos olhos de todos que se abrem às infinitas maravilhas da Criação. Parece difícil entrar nessa sintonia, mas não é! Precisamos apenas reconhecer que fazemos parte da perfeita Criação, que conspira diuturna e favoravelmente pela Felicidade de todos.
É assim que acontece com a Natureza – nosso maior exemplo de felicidade. Ela não resiste aos designeos do Criador (visto que não possui ego). Assim sendo, a Natureza nos mostra como superar o sofrimento. Assim como Ela podemos nos tornar canais para a livre expressão da Leis que governam este Universo (o ‘Uno’ que se revela como ‘verso’).
Como a Natureza, também, podemos nos tornar exemplos de felicidade! O segredo está em não resistir, se entregando, se integrando, …, desvelando o que é Real.
Quer deixar a sua marca pessoal para futuras gerações?
Quer ser parte de acontecimentos que mudarão a história?
Quer que a sua voz seja ouvida?
Se a resposta é sim, por favor registe-se para adicionar a sua luz e Junte-se a 100,000,000 de pessoas nomaior PROTESTO DE LUZ no mundo por um Tibete Livre!
Certa ocasião ouvi da boca de um amigo: “Eu nunca fico com a mulher que diz ou espera ouvir ‘eu te amo’!” Mesmo parecendo insólito, depois de refletir, pude entender o seu drama. Acontece que o puro Amor é, quase sempre, sequestrado pelo ego e enclausurado nos cativeiros da posse ou preso nos cárceres da ausência do amor próprio.
Na verdade, não podemos deixar de Amar, visto que o Amor é o alimento da Alma. Necessita fluir – livre e espontaneamente – rumo ao coração das pessoas amadas e da Vida que nos cerca. E é preciso ter coragem, pois o verdadeiro Amor não aprisiona e nem se deixa enclausurar. Só sobrevive num ambiente de total desapego.
O autêntico amante sabe que o inegoísmo é a única forma de manter acesa a chama do Amor. Aquele que vive nessa sintonia caminha livre de expectativas. Não exige e nem faz promessas. Pouco se importa que o tomem por louco ou embusteiro. Se entrega sem medo e sem apego, pois sabe que nunca perderá aquilo que nunca lhe pertenceu.
O Eneagrama é um dos sistemas terapaêuticos utilizados noProcesso Self-connection. Esta preciosa ferramenta é de inegável importância para o mapeamento da vida psicológica.
O Eneagrama possibilita uma visão precisa de vários aspectos relevantes para o ser humano.
1- Permite ver e entender melhor quem somos e quem são os outros;
2- Ajuda a discernir melhor os obstáculos do ego e levá-los em conta dentro de uma perspectiva mais adqueada;
3- Mostra as nossas principais questões psicológcas e nossos pontos fracos e fortes nas relações interpessoais;
4- Ajuda-nos a confirmar os dados corretos e/ou eliminar as suposições sobre quem somos enquanto ser psicológico;
5- Mostra nossos principais problemas, mas também indica como lidar satisfatoriamente com eles;
6- Nos faz voltar para as profundezas da nossa alma.
Uma derradeira experiência vivida (na ‘própria pele’) pela neuroanatomista, Dra. Jill Bolte Taylor… Seu lado esquerdo do cérebro ‘paralisou’, abrindo as portas para uma nova dimensão da realidade!
Indicado por: Egle e Raphael – www.internetcriativa.com
. . .
PREVENIR
Por Anderson e Roseane Miranda 11 de maio de 2007
Saiba como proteger seus filhos.
1 Mantenha o computador em uma área comum da casa. Não deixe no quarto da criança usuária da Internet por ser diferente de um móvel ou de um livro.
2 Acompanhe a criança quando utilizar computadores de bibliotecas.
3 Navegue algum tempo com a criança internauta. Da mesma forma que você ensina sobre o mundo real, guie-o no mundo virtual.
4 Aprenda sobre os serviços utilizados pela criança, observe suas atividades na Internet. Caso encontrem algum material ofensivo, explique o porquê da ofensa e o que pretende fazer sobre o fato.
5 Denuncie qualquer atividade suspeita. Encoraje a criança a relatar atividades suspeitas, ou material indevido recebido.
6 Caso suspeite que alguém on-line está fazendo algo ilegal, denuncie-o às autoridades policiais ou ao site www.censura.com.br.
7 Estabeleça regras razoáveis para a criança. Discuta com ela as regras de uso da Internet, coloque-as junto ao computador e observe se são seguidas. As regras devem, por exemplo, estabelecer limites sobre o tempo gasto na Internet.
8 Se necessário, opte por programas que filtram e bloqueiam sites. Encontre um que se ajuste às regras previamente estabelecidas.
* Indicamos o NetFilter Família.
9 Monitore sua conta telefônica e o extrato de cartão de crédito. Para acessar sites adultos, o internauta precisa de um número do cartão de crédito e um modem pode ser usado para discar outros números, além do provedor de acesso à Internet.
10 Instrua a criança a nunca divulgar dados pessoais na Internet, por exemplo, nome, endereço, telefone, escola e o e-mail em locais públicos, como salas de bate-papo. É a versão moderna do “nunca fale com estranhos”. Recomende que a criança utilize apelidos, prática comum na Internet e uma maneira de proteger informações pessoais.
11 Conheça os amigos virtuais da criança. É possível estabelecer relações humanas benéficas e duradouras na Internet. Contudo, há muitas pessoas com más intenções, que tentarão levar vantagem sobre a criança.
12 Cuide para que a criança não marque encontros com pessoas conhecidas através da Internet, sem sua permissão. Caso permita o encontro, marque em local público e acompanhe a criança.
13 Aprenda mais sobre a Internet. Peça para a criança ensinar a você o que sabe e navegue de vez em quando.
Um alerta: Alguns visionários prevêem que esse tipo de tecnologia – depois de muito bem apurada – será utilizada para iludir aqueles que, por exemplo, anseiam pela volta (ou aparições) de alguns santos e/ou do messia…
De Elisa Lucinda Termos da nova dramática (Parem de falar mal da rotina)
Parem de falar mal da rotina
parem com essa sina anunciada
de que tudo vai mal porque se repete.
Mentira. Bi-mentira:
não vai mal porque repete.
Parece, mas não repete
não pode repetir
É impossível!
O ser é outro
o dia é outro
a hora é outra
e ninguém é tão exato.
Nem filme.
Pensando firme
nunca ouvi ninguém falar mal de determinadas rotinas:
chuva dia azul crepúsculo primavera lua cheia céu estrelado barulho do mar
O que que há?
Parem de falar mal da rotina
beijo na boca
mão nos peitinhos
água na sede
flor no jardim
colo de mãe
namoro
vaidades de banho e batom
vaidades de terno e gravata
vaidades de jeans e camiseta
pecados paixões punhetas
livros cinemas gavetas
são nossos óbvios de estimação
e ninguém pra eles fala não
abraço pau buceta inverno
carinho sal caneta e quero
são nossas repetições sublimes
e não oprime o que é belo
e não oprime o que aquela hora chama de bom
na nossa peça
na trama
na nossa ordem dramática
nosso tempo então é quando
nossa circunstância é nossa conjugação
Então vamos à lição:
gente-sujeito
vida-predicado
eis a minha oração.
Subordinadas aditivas ou adversativas
aproximem-se!
é verão
é tesão!
O enredo
a gente sempre todo dia tece
o destino aí acontece:
o bem e o mal
tudo depende de mim
sujeito determinado da oração principal.
Na condição de Terapeuta Transpessoal e criador das técnicas Self-connection, atuo como facilitador no processo de resgate da consciência do Ser essencial. As práticas espirituais – religiosas ou não-religiosas -, principalmente aquelas que trabalham o canal ‘Amor-Sabedoria’ (fisicamente localizado na região do coração) são essenciais para o equilibrado desenvolvimento da alma.
Como venho divulgando, o termo Self-connection representa, ao mesmo tempo, o trabalho de integração do ego e, numa dimensão espiritual, a conexão consigo mesmo – o Ser (a Essência, o Eu Maior) que deveria comandar o ego. Esta conexão é possível de ser resgatada através de práticas físicas, psicológicas e espirituais dirigidas. Assim sendo, o homem passa expressar – agora – um estado de dinâmica perfeição, inerente ao Ser. A conexão com o Self favorecesse o processo de superação dos males (doenças físicas e psicológicas) gerados pelo homem-ego (ou Ser Imaginário). Favoresse, também, a manifestação de todo o potencial humano – físico e metafísico.
Para que se estabeleça a conexão com o Ser é necessário realizar um trabalho consciente, voltado para o desenvolvimento (ampliação) da consciência no Homem. As práticas Self-connection auxiliam, de forma rápida e segura, a elevar o estado de consciência individual, com conseqüências positivas para si mesmo, assim como, para as pessoas do seu convívio.
PRATICAS SELF-CONNECTION
Recordação de Si: afirmações de cunho metafísico (mantras e/ou frases de poder) que direcionam a atenção, acalmando os centros físico-psicológicos, preparando o mente para a meditação;
Meditação – orientações para práticas de cunho não religioso, dentre elas:
Meditação ativa (realizada em movimento, focando a atenção nas atividades do momento presente, com o auxílio da respiração);
Meditação passiva (realizada na posição sentada, minimizando gradativamente os movimentos corporais, tirando a atenção do mental (pensamento + emoções), com o auxílio da respiração natural;
Contemplações: busca-se repousar a atenção na beleza das formas, dos sons, dos aromas, dos sabores, enfim, em tudo o que impacta, positiva e naturalmente, os sentidos. Está prática alimenta o centro emocional e acalma o intelecto. É realizada no contato direto com a Natureza, com todas as formas de arte (musical, visual etc.), com os alimentos etc.;
Reorganização Energética: é uma técnica de imposição de mãos realizada com a projeção de símbolos universais em pontos definidos do corpo. Colabora muito no aprofundamento nas práticas espirituais, assim como, no trabalho psicológico. Reorganiza rapidamente as energias que circulam no corpo (através dos cinco centros psicoenergéticos – intelectual, emocional, instintivo, motor e sexual), abrindo caminho para o contato com o Self . É, também, utilizada como suporte terapêutico, nas sessões do Processo Self-connection, para o reequilíbrio das energias circulantes e elevação do padrão vibratório individual.
As práticas Self-connection, ensinadas e ministradas em sessões individuais ou em grupo, têm como ponto de partida o coração. São muito agradáveis e, até mesmo, prazerosas! Propiciam uma natural desidentificação dos traços negativos da personalidade e colaboram, sobremaneira, na superação do estresse e no resgate do estado natural de saúde física e psicológica. Axiliam, inclusive, no despertar do potencial de auto-cura e dos dons pessoais latentes.
Antes de partir… Acabo de assistir este filme, com Jack Nickolson e Morgan Freeman…
Vide trailer:
Muito bom sentir uma autêntica emoção… Os holywoodianos têm o divino dom de nos desenterrar dos escombros do ego, resgatando o pleno sentir.
Posso afirmar, neste exato momento, que amo a Vida, não importa de que lado ela está. Amo a Vida e tudo o que nela contém!
Claro que sou um sortudo, pois ninguém, nunca, me torturou fisicamente ou atentou contra a vida, minha ou dos meus entes queridos. Sei lá se agiria assim se um passado revoltoso me torturasse no presente?
O fato é que, no final do filme, estava desarmado. A morte de um personagem, a mesma que aguarda a mim e a todos, deu-me uma renovada visão do amor…
Uma pessoa amada dormia no sofá ao lado. A fitei, com lágrimas nos olhos… Naquele mesmo instante, todos os desentendimentos do passado (gerados por carma ou sei lá o que?) se desvaneceram. Tudo por causa dessa vivência…
A morte me resgatou a visão de uma existência sem mágoas ou rancores… Me revelou o quanto o Amor pode ser mais forte do que as lamúrias do passado…
Na medida que o tempo passa, o efeito daquela impressão cinematográfica se extingui… Sou impiedosamente arrastado de perto da essência, enquanto uma voz intrusa sussurra: ‘De que vale esse sentimento, seu idiota? Deixe de ser ridículo! Não se esqueça do quanto sofreu! Fique atento para não mais cair na ilusão de que o Amor tudo pode…’
Milagrosamente, surge outro questionamento: ‘Até quando me permitirei ser escravo da desesperança?’ (…) Então decido: ‘A hora é agora! Volto correndo para os braços da essência amorosa! Não mais me importo com a voz da incredulidade! Sigo adiante, limpo, com fé, de mãos dadas com a esperança… Não mais resistirei ao Amor que me alimenta e que me faz sentir quem eu sou, quem somos todos nós!‘
Restaurar a amplitude de movimento normal na articulação envolvida e a mobilidade das partes moles adjacentes à esta articulação;
Prevenir o encurtamento ou tensionamento irreversíveis de grupos musculares.
Facilitar o relaxamento muscular;
Aumentar a amplitude de movimento de uma área particular do corpo ou corporal de forma geral antes de iniciar os exercícios de fortalecimento;
Reduzir o risco de lesões músculo-tendinosas (tendinite).
Dicas
Alongue-se até sentir uma sensação de tensão. Se por acaso sentir dor intensa, a posição deve ser relaxada para evitar micro lesões na musculatura. Toda pessoa deve respeitar seus limites e aumentar lenta e gradualmente a intensidade dos exercícios;
Mantenha o alongamento de 10-60 segundos por articulação. Evite balançar-se na execução (pois assim estará estimulando um reflexo de contração ao invés do propósito de alongar);
Mantenha uma regularidade de 3-5 vezes por semana a fim de obter bons resultados no ganho de flexibilidade.
O Praticista Self-connection é um Terapeuta Transpessoal que facilita o trabalho de conhecimento e transformação de si. É um especialista no Processo Self-connection - um trabalho psicológico (realizado em sessões individuais) que lança mão de técnicas psicológicas que possibilitam o resgate do estado de saúde integral (energética, física, emocional e intelectual) inerente ao ser humano.
Parte importante do trabalho do Terapeuta Self-connection é a Reorganização Energética – quando se realiza uma série de procedimentos harmonizadores: imposição de mãos, toques terapêuticos, massagens (na cadeira ou na maca), exercícios para a flexibilização dos músculos e das articulações. O principal benefício dessa prática é o realinhamento e sincronização dos cinco centros (intelectual, emocional, instintivo, motor e sexual).
Durante a sessão, o Terapeuta Self-connection realiza o mapeamento dos aspectos negativos da personalidade que necessitam ser trabalhados, sempre de forma precisa, impessoal, segura. Este mapeamento psicológico é realizado através de Percepções Intuitivas (do terapeuta, quando em contato com o paciente) e, também, com o apoio do Eneagrama (eficiente ferramenta de mapeamento dos traços da personalidade).
É importante saber que o desvelar do potencial do humano é a base desse trabalho terapêutico. O Terapeuta Self-connetion está a disposição de todos aqueles que, sinceramente, desejam transpor as barreiras do ego, abrindo caminho para os dons naturais latentes.
É um excelente trabalho, destinadpo a todos aqueles que buscam o conhecimento de si a transformação pessoal.
Uma das coisas que percebi, ao longo dos anos, é que o nosso mental necessita ser apaziguado e que, só assim, conseguimos meditar realmente. A meditação, em todas as tradições, sempre foi um meio de se atingir o contato com faixas transpessoais – supra-mentais (que transcendem, abarcam, envolvem o mental). Ao atingirmos estes níveis de consciência, passamos a expressar nosso estado original, conhecido como o ‘Ser que Eu Sou’ (o Cristo ou o Buda que somos potencialmente).
Na medida em que resgatamos a consciência do Ser tornamos os trabalhos de conhecimento de si (agora falo do ‘si’ egóico e suas mascaras ou ‘personas’, de onde surge a palavra personalidade) e transformação de si maiseficazes. Quando nos abrimos para o Ser que Somos, nos Recordando da nossa Real Natureza, tornamos mais consistente o trabalho psicológico (não importa a Escola).
O Ser é o ‘ponto mais alto’ e seguro para a observação não identificada de si mesmo (ego). Com a prática da Recordação de Si, resgatamos, nos aproximamos do estado de consciência objetiva. Assim sendo, o Ser assume a função do Observador que não julga, não critica, apenas constata. A Visão do Ser é não identificada, fiel, sábia, amorosa e, principalmente, curativa.
Isto é muito diferente da superficial capacidade de ‘observação do ego’, conhecido no 4º Caminho como ‘eu observador’. O ego tem a capacidade de se dividir, podendo assim observar-se, separando o lado ‘positivo’ do ‘negativo’, ambos egóicos. O lado ‘bom’ domina, controla o lado ‘ruim’: esta é a proposta das religiões ou, para os céticos, da neurolingüística, ou seja, uma simples mudança de um padrão mecânico ‘ruim’ para outro, igualmente mecânico, ‘bom’. Claro que isso é melhor do que nada e, via de regra, é um passo preliminar até que se consolide o verdadeiro ‘Eu Observador’.
Recordo-me, reconheço, reverencio, amo, sirvo e agradeço à Suprema Inteligência Amorosa que cria e recria no eterno agora em dinâmica perfeição…
Recordo-me, reconheço, reverencio, amo, sirvo e agradeço à Suprema Inteligência Amorosa que sustenta e governa toda a existência…
Reverencio, amo, sirvo e agradeço… (3 vezes)
A Suprema Inteligência Amorosa que cria e recria no eterno agora em dinâmica perfeição, que sustenta e governa toda a existência, se revela como o Ser de Tudo e de Todos, se expressa como o Ser Natural que eu sou…
O Ser que eu sou comanda o meu pensar, comanda o meu sentir, comanda o meu agir. O Ser que eu sou governa o meu existir.
Aqui onde estou é Realidade Natural, é Ordem Natural. (3 vezes)
Muito obrigado à Suprema inteligência Amorosa que se revela como o Ser de tudo e de todos, que se expressa como o Ser Natural que eu sou…
Muito agradecido. (4 vezes)
. . .
ORIENTAÇÕES GERAIS
Esta prática não está vinculada a nenhum movimento religioso ou escola espiritual. Está alicerçada na Proposta Espírito Livre e vem sendo ensinada aos que experimentam o Processo Terapêutico Self-connection. Tem como objetivo a percepção do Ser que originalmente Somos, o ‘Ser de Tudo e de Todos’, a nossa ‘Imagem Verdadeira’ – o Cristo ou Buda que espera, pacientemente, que nos rendamos a Ele -, algo que a mente não pode conceber.
É uma eficiente preparação para a meditação silenciosa, momento em que buscamos resgatar os ‘Estado de Perfeição’, quando o praticante resgata a consciência da Realidade Natural – faixa vibratória onde a Ordem Natural rege toda a existência de forma impecável, perfeita e bela.
É uma prática eficiente e segura! Resgata o potencial de auto-cura (adormecido) e colabora fortemente no processo psicológico de ‘conhecimento e transformação de si’, abrindo caminho para uma autêntica realização pessoal (não egóica)!. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
(* ) Amir El Aouar – Terapeuta Transpessoal, Criador da Proposta Espírito Livre e
O Projeto Liberdade surgiu em 2006 como uma iniciativa de profissionais da área da saúde e educação, idealistas que têm como objetivo comum promover recreação e lazer para pessoas especiais.
A idéia inicial era promover encontros que não tivessem como foco o atendimento terapêutico e o aprendizado pedagógico em salas de aula; desejava-se que isto ocorresse como conseqüência de atividades de recreação, diversão e contato com outras pessoas com necessidades especiais. Foi com este propósito que aconteceu o primeiro encontro, hoje chamado de ‘Dia Especial’.
…
O ‘Dia Especial’ mostrou, então, que a união de diversas pessoas com limitações proporcionava a todos os envolvidos intensos momentos de prazer e aprendizado. Dessa forma, estes encontros tornaram-se mais freqüentes, o grupo de especiais está crescendo e o retorno de pais, amigos e profissionais vem sendo excelente.
… O grupo é composto de pessoas especiais de diversas faixas etárias com comprometimentos físicos e mentais, onde as atividades são direcionadas de acordo com o perfil de cada turma de passeio.
…
O Projeto Liberdade vem realizando acampamentos e programações com atividades culturais e de lazer. Conta com algumas empresas parceiras que apóiam e incentivam o Projeto. Também conta com coordenadores e monitores especializados e experientes, responsáveis pelo aproveitamento do grupo, segurança e cuidados necessários.
1 – Teoria Materialista: sustenta que a vida é uma viagem do berço ao túmulo; que a mente é o resultado de certas correlações da matéria; que o homem é a mais elevada inteligência do Cosmos, e que a sua inteligência perece quando o corpo desintegra-se, após a morte.
2 – Teoria Teológica: afirma que em cada nascimento uma alma recém-criada por Deus entra na arena da vida, passando pelas portas do nascimento, a esta existência visível; que ao fim de um curto período de vida no mundo material passa, através dos portais da morte, ao invisível além, de onde não volta mais; que sua felicidade ou desgraça ali é determinada para a toda eternidade pelas ações que tenha praticado durante o período infinitesimal que vai do nascimento â morte.
3 – Teoria do Renascimento: ensina que cada alma é uma parte integrante de Deus, contendo em si todas as potencialidades divinas, do mesmo modo que a semente contém a planta; que por meio de repetidas existências em corpos terrestres de qualidade gradualmente melhor, as possibilidades latentes convertem-se lentamente em poderes dinâmicos; que ninguém se perde neste processo, mas que toda a humanidade alcançará por fim a meta da perfeição e a religação com Deus.
Um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal. Estes quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre atendimento que conhecemos.
Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia.
Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente: ‘- Bem-vindo ao Venetia!’ Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.
No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira, para ser riscado. Era demais! Aquele homem que queria um quarto apenas para passar a noite começou a pensar que estava com sorte.
Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro). A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado, naquele local, até então. Assinou a conta e retornou para quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira. Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um.. Que noite agradável aquela!
Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo do banheiro. Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático, estava preparando o seu café e, junto um cartão que dizia: ‘Sua marca predileta de café. Bom apetite!’ Era mesmo! Como eles podiam saber desse detalhe? De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram quala sua marca preferida de café.
Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal. ‘Mas, como pode?! É o meu jornal! Como eles adivinharam?’ Mais uma vez, lembrou-se de quando se registrou: a recepcionista Havia perguntado qual jornal ele preferia. O cliente deixou o hotel encantando. Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor.
Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial? Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal. Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje. Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito mais desconfiado. Mudamos o layout das lojas, pintamos as prateleiras, trocamos as embalagens, mas esquecemos-nos das pessoas.
O valor das pequenas coisas conta, e muito. A valorização do relacionamento com o cliente. Fazer com que ele perceba que é um cliente importante!!!
Lembrando que: Esta mensagem vale também para nossas relações pessoais (namoro, amizade, família, casamento) enfim pensar no outro como ser humano é sempre uma satisfação para quem doa e para quem recebe. Seremos muito mais felizes, pois a verdadeira felicidade está nos gestos mais simples de nosso dia-a-dia que na maioria das vezes passam despercebidos. ‘
Bombas cluster (ou de fragmentação) matam crianças e outros civis mesmo depois do fim da guerra. Essa semana temos a chance de banir estas perigosas armas de uma vez por todas. 109 países estão na etapa final da elaboração de um tratado para banir as bombas cluster, porém alguns países estão tentando enfraquecer o tratado.
O lobby dos fabricantes de armas é muito forte, porém, através da Internet, podemos mobilizar um grande número de pessoas nos países que estão negociando o tratado. O Brasil produz e armazena bombas cluster, e Portugal ainda armazena estas perigosas armas.
O mundo precisa se manifestar contra as bombas cluster, e esse é o momento. O tratado para banir estas armas será assinado esta semana. Acesse o site abaixo, preencha o formulário e leia a mensagem que será enviada ao seu líder!
Essa cartilha, escrita por Lia Diskin e Laura Gorresio Roizman, tem como principal objetivo o desenvolvimento da criatividade, do diálogo e da aceitação do outro como estratégia educativa para a construção de uma Cultura de Paz. Para transformar os valores da Cultura de Paz em realidade na vida cotidiana, as autoras apostam na educação para criar e incentivar processos inclusivos na juventude.
A cartilha apresenta textos teóricos baseados nos quatro pilares da Educação do futuro – aprender a conhecer, a fazer, a viver junto e a ser – e nos seis princípios do Manifesto 2000 da UNESCO – respeitar a vida, ser generoso, ouvir para compreender, redescobrir a solidariedade, rejeitar a violência e preservar o planeta. Sugere também muitas atividades voltadas principalmente para o público jovem,como jogos, dinâmicas de grupo, espaço de leituras, artes manuais, discussão sobre os meios de comunicação e outros.
Dowload gratuito da Cartilha, acesse: Palas Athena
“Algumas pessoas achando-se sinceras expõem, logo de cara – doa a quem doer (!), tudo o que ‘pensam’. Na verdade, este tipo de atitude não denota sinceridade, antes, demonstra descontrole emocional, insensibilidade e falta de respeito… Lembremos que a ‘ verdade’ dita numa hora errada se torna ‘mentira’!”
“Gastamos sempre mais energia do que a necessária, utilizando músculos que não precisamos, deixando os nossos pensamentos darem voltas e reagindo demais com os nossos sentimentos.
Relaxem os músculos; só utilizem os que são necessários, mantenham os seus pensamentos em reserva e só expressem seus sentimentos quando quiserem. Não se deixem afetar pelas aparências; elas são por si mesmas inofensivas. Nós é que aceitamos ser feridos.”
G. I. Gurdjieff
Retirado do livro de Khristian Paterhan – “Eneagrama – Um caminho para o seu sucesso individual e profissional” – Ed. Madras
Imagem: Avalon – Towards The Storm / Fonte: olhares.com
O Ser em nós busca, de todas as formas, assumir o comando da nossa existência. Ele está pronto desde a criação do mundo, antes mesmo do surgimento do homem adâmico (escravo do ego separatista).
Se não temos tempo para nos conhecer e nos transformar, corremos o sério risco de continuarmos a viver como homens-máquina, agindo mecanicamente, nos iludindo com a idéia de que somos livres…
Até quando vamos continuar no auto-engano? Façamos valer o dom do livre-arbítrio! Aproveitemos todos os recursos e oportunidades que nos são dadas para o despertar da consciência !
A mente ou o mental, dentro de uma abordagem holística, refere-se ao conjunto intelecto+emoção+corpo em ação integrada. Tudo o que pensamos, sentimos e fazemos cria a nossa realidade. Por isso, os sábios de todos os tempos nos pedem que observemos – com atenção e nenhum envolvimento – os estados mentais.
Estes estados psicológicos negativos, na maioria das pessoas, são conseqüência de uma programação errada, da mesma forma que acontece com os computadores sem nenhum tipo de proteção contra os vírus. No estado de vigília, ou de ’sono sem sonhos’, não possuímos recursos para barrar a infiltração de pensamentos equivocados, que promovem sentimentos negativos, que deformam e adoecem o nosso físico. Até mesmo o formato do corpo (conjunto de ossos, músculos, sangue etc.) é delineado pela mente, visto que somos produto de inúmeros condicionamentos indesejáveis.
Nossa mente comanda tudo e, via de regra, está em desequilíbrio. A maioria das pessoas é vitima dessa mente condicionada por eventos negativos (lógico que, também, existem os positivos) sem se dar conta. Tudo acontece mecanicamente, sem que se perceba. Somos inconscientemente sabotados por traumas passados e conceitos equivocados sobre o vida.
Devemos cuidar da mente! O primeiro passo para a superação deste estado de inconsciência é aceitar que necessitamos de ajuda. As terapias transpessoais (Eneagrama, Constelação Familiar, Self-connection etc.), possibilitam o mapeamento e a transformação dos estados negativos que drenam a nossa energia vital, causando estresse, desânimo, fadiga, depressão etc.
Cabe a cada um de nós buscar ajuda junto aos grupos de trabalho e terapeutas transpessoais e/ou outras linhas convencionais (Junguianas, Freudianas etc.). Sem o acompanhamento/apoio externo, somado ao esforço de auto-observação é impossível resgatar o estado original de dinâmica perfeição (latente), possível de ser vivenciado por todos aqueles que ousarem se trabalhar, superando a inércia dos falsos eus.
Diversos ‘eus’ podem atuar na vida psíquica de um sujeito [...] Esses diversos ‘eus’ apontam para uma falta de unidade interior.
Citado por Ouspensky, Gurdjieff diz a respeito:”O homem não tem um ‘Eu’ individual. Em seu lugar há centenas e milhares de pequenos ‘eus’ separados, que, na maior parte das vezes, se ignoram, não mantém nenhuma relação entre si ou, ao contrário, são hostís uns aos outros, exclusivos e incompatíveis. A cada minto, a cada momento, o homem diz ou pensa ‘Eu”. E a cada vez seu ‘eu’ é diferente [...] O homem é uma pluralidade. O seu nome é legião (citação dos Evangelhos)”
Texto extraido do livro “Eneagrama – Um Caminho para o seu Sucesso Individual e Profissional”, Ed. Madras, de Khristian Paterhan
Self-connection é uma técnica onde o Ser Humano é abordado de forma integral (energética, psicológica e espiritual. Foi sistematizada pelo terapeuta transpessoal Amir El Aouar* e tem como objetivo trabalhar as causas que originam os conflitos existenciais. Auxilia a curar as feridas do passado, suprimir a culpa, eliminar o medo, a vencer o desânimo, a depressão e o estresse. Busca aflorar o potencial de auto-cura, resgatando as características positivas originais, naturais.
O terapeuta Self-connection sabe que os desequilíbrios têm origem nas formas identificadas e mecânicas de viver, onde atitudes inconscientes (aprendidas desde a tenra idade) culminam em crises psicológicas recorrentes, com conseqüências desastrosas, inclusive, para a saúde do corpo.
…
PRÁTICAS INTEGRADAS
1) Reorganização energética – associação de técnicas de realinhamento energético (imposição de mãos, toques terapêuticos, massagens) que proporcionam o reequilíbrio psíquico e revitalização física. Colabora sobremaneira na superação dos estados depressivos e na eliminação do estresse psicológico;
2) Trabalho psicológico – mapeamento e transformação dos traços nocivos da personalidade. Esta etapa do tratamento auxilia na identificação e superação de situações traumáticas (passadas) que impedem o desenvolvimento nos diferentes campos (pessoal, familiar, profissional, financeiro, amoroso etc.);
3) Aconselhamento – psicológico (pessoal e profissional) e espiritual.
Pois o Ser é um mar sem fronteiras e sem medidas. Não digais, “Encontrei a verdade”, mas sim, “Encontrei uma verdade”.
Não digais, “Encontrei o caminho da alma”, mas sim “Encontrei a alma andando em meu caminho”.
Pois a Alma anda em todos os caminhos.
A Alma não anda sobre uma linha, nem cresce como um junco.
A Alma desdobra a si mesma, como um lótus de infinitas pétalas.
Khalil Gibran – O Profeta
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* por Amir El Aouar
Estamos diante de uma ‘nova’ condição humana e, por isso, novas ferramentas estão sendo apresentadas para o desvelar do potencial do homem. Está mais simples experimentar uma Vida regida, não só pelo intelecto, não só pela emoção, mas a partir do Self – uma Inteligência Amorosa capaz de harmonizar o ser humano como um todo (centros intelectual, emocional, instintivo, motor e sexual).
Surge a possibilidade para a realização natural – de forma prática, consciente e eficaz – da (re)conexão com o SELF. É Dele que emana e se expande todo potencial de cura.
Aceito ter capacidade e habilidade para a promoção e administração dos recursos materiais e financeiros que circulam, de forma natural e abundante, em minha vida.
Aceito ter inteligência, sabedoria, discernimento.
Aceito ter criatividade.
Aceito amar e ser amado.
Eu aceito ser feliz!
Esta prática pode ser recitada a qualquer momento, para a conscientização (aceitação) da Ordem Natural. Tão importante quanto aceitar (reconhecer) a Ordem Natural é agradecer ao Criador (Suprema Inteligência Amorosa) responsável por tudo o que é natural e verdadeiro. Ao aceitar e agradecer nos reconectamos ao Ser e passamos a viver uma Realidade Natural. Quando nos conectamos com o Ser nossos centros físicos e psicológicos passam a ser veículos de expressão das maravilhas da Vida.
O conselho que o Tarot dá neste momento, diz respeito a você compreender a importância de se abrir ao diálogo e à compreensão das coisas a partir do ponto de vista dos outros.
Ouvir, neste momento, é condição fundamental para a harmonização da vida. Fale menos, escute mais, procure admirar a versão dos fatos e das verdades quando provenientes da boca do outro. Ainda que você não concorde com o que for dito, não rebata tão prontamente. Deixe-se admirar, colocar-se em posição de respeito pela voz alheia.
A partir deste procedimento, uma série de bons entendimentos, acordos e reconciliações podem ocorrer. Os outros certamente se emocionarão com esta sua súbita disposição a escutá-los. O momento é favorável a todo tipo de conciliação.
Conselho: Compreender o outro é o primeiro ato para atrair compreensão para si mesmo.
Definitivamente, confie no que eu digo, o ser humano não nasceu para sofrer! Tentarei explicar esta tese…
É muito comum ouvir, mesmo da boca de ilustres personalidades do campo espiritual, que o sofrimento é o único meio pelo qual o ser humano pode evoluir. Muitos afirmam que sem os obstáculos, que geram dor e infelicidade, não crescemos psicológica e espiritualmente.
Tais afirmações, quando acatadas de forma superficial, geram muitos danos – na maioria das vezes irreparáveis. É preciso ter uma compreensão mais apurada para não cair nas armadilhas da Realidade Imaginária, sustentada pelo ego humano (o Ser Imaginário).
A Realidade Imaginária, fomentada pelo ego de todos os seres adormecidos desse planeta, mostra que a dor e o sofrimento são formas corretas de redenção, de libertação e, até mesmo, de evolução. Não concordo! A esta idéia de crescimento por meio da dor, fomentada por muitas religiões e movimentos espirituais, denomino “Complexo de Infelicidade”.
O Ser Imaginário, o ego, só conhece a dualidade. Vive nesse constante ciclo – da dor para o prazer e do prazer para a dor. O poder criativo do homem passou para as mãos do Ser Imaginário – um ser mecânico que age e reage “criando” ilusões, sustentando aberrações. O Ser Imaginário é o único responsável por esse complexo de infelicidade. Ele desconhece a verdadeira face de uma existência livre da dor.
Não entendo como a imperfeição (a dor) pode levar à perfeição. Acredito que a perfeição só se manifesta quando abandonamos esta pervertida idéia de que só evoluímos através da dor.
Na verdade, evoluir significa despertar para todo o potencial humano que já existe pronto para ser experimentado, desfrutado. Este despertar só é possível quando estamos ajustados à Realidade Natural. E este ajustamento ocorre quando saímos da possessão do ego e passamos a expressar a Vontade do Ser – que é feliz, criado e recriado no eterno agora, em contínua perfeição.
O Ser não tem duas Vontades – uma boa e outra ruim. Isso ocorre com o Ser Imaginário que se nutre da “famosa” lei do carma (teias da ilusão). O carma sempre encontra uma causa imaginária (boa ou ruim) que gera um efeito (prazeroso ou doloroso), também imaginário. Tudo isso é pura ilusão sustentada por um ego que só existe devido a um pseudo-poder egóico (imaginário), que lança mão daquilo que conhecemos por Livre Arbítrio.
Sim, podemos escolher ser o que Somos (o Ser) ou continuarmos a projetar ilusões, “gerando” uma Realidade Imaginária. No Ser Imaginário sofremos totalmente, já que não existe nada na Criação que sustente esse complexo de infelicidade. Quando nos sintonizamos ao Ser somos criações perfeitas. O Ser é a pura e perfeita criação e vive a real felicidade.
ATENÇÃO: Todo este conhecimento é inútil enquanto a Vontade do Ser não prevalecer sobre ego e suas criações (que geram a Realidade Imaginária). Sem a constante e desapegada vigilância, alicerçada em princípios verdadeiros, não há esperança de se atingir a verdadeira e duradoura felicidade…
Ontem (30 de abril de 2008), num grupo de estudos do Eneagrama, regido pelo Instrutor Khristian Paterhan, tive o privilégio de ouvir algo que raramente se comenta nos meios espiritualistas.
Disse o mestre:
“Não existe desenvolvimento espiritual”.
Essa é uma grande verdade! Como pode o Espírito desenvolver-se?
O que, na realidade, ocorre (ou deveria ocorrer) é o desenvolvimento da percepção do Ser – que já É pleno e não necessita aprimorar-Se. A isso podemos chamar desenvolvimento da consciência de Si.
O estado de consciência de Si é, na maioria dos seres humanos, muito baixo. A grande massa vive submersa num sono fatídico e nem se dá conta. E é nesse sono que o ego decide desenvolver-se e igualar-se ao Ser…
O ego sonha em ser Deus!
Está num profundo sono embalado por um sonho chamado ilusão.
Tudo começa com o sonho, o corpo sonha.
Pois, como Freud percebeu, ele é movido pelo “princípio do prazer”.
O sonho é meu pequeno paraíso. Se fôssemos feiticeiros, se tivéssemos o poder mágico dos deuses, bastaria dizer o sonho em voz alta para que ele se realizasse.
Mas somos seres humanos e temos necessidade de pensar.
O sonho dá ordens à inteligência: “Pense, invente as ferramentas de que necessita” aí a inteligência pensa.
Se o sonho não existe, ela não obedece.
No dia a dia a inteligência se encontra num estado flácido que é mais do que suficiente para a realização das tarefas rotineiras. Quando, entretanto, é provocada pelo desejo, ela cresce e se dispõe a fazer coisas ditas impossíveis.
Aqueles que criticam a transformação, pela mídia, da cobertura da morte da menina Isabella Nardoni em um espetáculo, geralmente se lembram dos erros graves dos meios de comunicação nos casos da Escola Base e do Bar Bodega, entre outros, e concluem que a mídia não aprende. A verdade é outra: a mídia não quer aprender. Isso exigiria tornar cuidadosa, justa e não sensacionalista a cobertura, o que subverteria a lógica dos seus interesses comerciais.
Alega-se que não há como a mídia resistir à força do mercado, que seria neutro e abstrato, já que constituído por uma massa de consumidores capazes de ditar à mídia o que esta deve produzir. Não é bem isso. Em um universo de informação dominado, no Brasil e no mundo, por monopólios e oligopólios de mídia, a concorrência é muito restrita. O resultado é que as alternativas de informação disponíveis para o público são cada vez mais limitadas.
Na prática, o mercado é muito menos o resultado do poder do consumidor de informações do que do poder das empresas de mídia. Estas, assim como as dos demais setores econômicos, têm como objetivo central a busca do lucro. O aumento da penetração da mídia com a cobertura da tragédia, divulgado nas últimas semanas, trouxe ampliação de faturamento. Essa é a principal explicação para o rumo que a cobertura tomou.
Essa cobertura visa manter, pelo maior tempo possível, o máximo de carga emocional nos veículos de comunicação, porque isso significa manter o público cativo e prolongar a safra de maior faturamento. Essa estratégia é a explicação para o atropelamento da presunção da inocência das pessoas supostamente envolvidas na morte da menina e das normas básicas de checamento de informações, entre outras.
Diante da pressão avassaladora da mídia e de um público mantido incapaz de lhe fazer a crítica – já que depende desses próprios meios para criticá-los -, outras instituições se rendem. O desrespeito do segredo de justiça, o comprometimento de provas, a inércia do Estado em situações de flagrante ameaça a integridade de suspeitos e de não suspeitos compõem um quadro de violação de regras da sociedade democrática.
Tudo leva a crer que, enquanto o faturamento continuar elevado, a mídia prosseguirá produzindo julgamento prévio e sensacionalismo em vez de informar com base em critérios jornalísticos e com respeito à Justiça e à democracia. O espetáculo é a base de um êxito comercial que não se quer interromper.
Essa é a regra geral, confirmada pela exceção honrosa dos veículos críticos e dos profissionais sérios que não compactuam com as mazelas da cobertura que humilha o interesse público e serve de modo exclusivo e desmesurado ao interesse privado.
Carlos Drummond é jornalista. Coordena o Curso de Jornalismo da Facamp.
No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:
- “Santidade, qual é a melhor religião?”
Esperava que ele dissesse:
“É o budismo tibetano ou são as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo.”
O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos – o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta – e afirmou:
“A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor.”
Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:
- “O que me faz melhor?”
Respondeu ele:
- “Aquilo que te faz mais compassivo (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável… A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião” Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável.”
Texto enviado por Marcelo Marcolino – São Paulo-SP
Vivemos entre dois mundos. Para quem está deste lado fica difícil conectar-se com o outro… Muitas Escolas apontam inúmeras formas para nos livrarmos das “possessões” do mundo do lado de cá. Mas será que é isso mesmo o que devemos fazer? Será que o Ser deseja mesmo abrir mão das experiências deste “malfadado mundo material” – para muitos um plano de ilusões?
Não ousarei dar uma resposta.
Não pretendo oferecer mais uma saída.
Apenas se assente no aconchego do seu coração e ouça, apenas ouça…
Compreendo como é difícil encarar a realidade imaginária – ter políticos “assim assados”… Por outro lado, aprendemos com os Metafísicos Modernos (Joel Goldsmith, Huberto Rhoden, Charles Fillmore, Massaharu Taniguchi) a não reforçar as coisas que o Absoluto nunca criou.
Feliz ou infelizmente são estes os dirigentes que nos representam… Devemos respeitá-los (o Ser deles), lembrando de vivificar a Criatura Perfectível de todos os políticos do planeta, pois o estigma é um tipo negativo de magia; sustenta a transitória (ilusória, imaginária) imperfeição e impede que o melhor (o Real) floresça (se desvele).
Caso não venham a corresponder (livre-arbítrio) às nossas mais puras conscientizações da Verdade Absoluta podemos agir de forma firme, mas sempre amorosa. Podemos, principalmente e pacificamente, escolher outros candidatos nas próximas eleições.
Também, concordo em fazer mobilizações populares contra desmandos autoritaristras. Melhor que sejam pacíficas, assim como demonstrou Mahatma Gandhi.
Ficam as perguntas: Será que não podemos seguir os bons exemplos? Será que precisamos continuar a combater o mal de forma injusta – com calúnias e violência?
Inspirado, escrevo este texto mas, também, me pergunto: Será que estarei presente quando surgirem os desafios?
Prometo me esforçar, me corrigir, não desistir de seguir as orientações que vêm do Coração…
Muitas pessoas me pediram mais informações sobre como usar o Ho’oponopono… se pode ser usado para determinadas situações… e como deve ser feito… Então vou contar mais um pouco da minha experiência com essa técnica havaiana que é extremamente libertadora.
Na verdade… desde que recebi um e-mail, que considero abençoado, com o Ho’oponopono, comecei a realizá-lo e desde a primeira vez me encantei com os resultados. A chave é a gente assumir total responsabilidade por tudo que nos acontece e a partir daí entender que também podemos dissolver os padrões que atraem essas situações para nossas vidas. O que nos aparece fora é só um reflexo do que está dentro.
Ao entender que somos responsáveis por tudo aquilo que nos acontece, isso nos dá uma chave preciosa de libertação, uma vez que se fomos nós que criamos, em algum nível aquela experiência, também podemos liberá-la. Nunca estamos na dependência do outro, a não ser que queiramos manter a postura de eternas vítimas de tudo que nos acontece.
Recebi de uma amiga esse texto que achei muito apropriado e que facilita entendermos como tudo está dentro… e a não fugirmos das situações, passando a encará-las de frente.
Uma das coisas que te apercebes quando observas a natureza do eu é que aquilo que fazes e o que te acontece são a mesma coisa. Ao te aperceberes que não existes separadamente de tudo o mais, percebes o que é a responsabilidade: és responsável por tudo o que experimentas. Não podes voltar a dizer, “Ele enfureceu-me” Como é que ele pôde enfurecer-te? Só tu podes enfurecer-te. Compreender isto faz mudar o modo de te relacionares com o mundo e de lidares com a tensão. Então apercebes-te que a tensão, que em geral tem a ver com separação, é criada pelo processamento mental das tuas experiências. Sempre que surge uma ameaça, um contratempo, um entrave, a nossa reação imediata é rejeitar, é prepararmos-nos mentalmente ou fisicamente para lutar ou fugir. Se te tornas no bloqueio – no medo, na dor, na cólera – e o vives plenamente, sem julgares ou sem fugires, deixando-o ir, deixa então de haver bloqueio. Na realidade não há maneira de saíres dele; não podes fugir. Não há nenhum lugar para onde fugires, não há nada donde fugires: és tu. (John Daido Loori)
Na prática, o que faço é sempre que algo ou alguém me incomoda, eu me lembro que se atraí aquilo para a minha realidade… se me deixei afetar por aquilo, é porque eu tenho dentro de mim uma parte da qual aquilo é um reflexo. Por exemplo: Se uma pessoa me julga ou rejeita ou é agressiva comigo, ao entender que de alguma forma aquilo está dentro de mim e é o que atrai as situações externas, eu logo uso o Ho’oponopono. Se posso me deitar e relaxar, faço isso imediatamente, se não puder, faço onde estou… Falo mentalmente Sinto muito! Te amo! Muitas vezes… muitas vezes.
Geralmente quando somos afetados por alguma situação desagradável, pode acontecer de sentirmos um aperto no peito ou na garganta… ou outro desconforto qualquer. Eu costumo sentir esse aperto no peito e é incrível que à medida que vamos falando “Sinto muito! Te amo!” a sensação desagradável vai diminuindo… até desaparecer… e vem uma sensação muito boa… uma ampliação onde antes havia opressão.
Ho’oponopono funciona de forma que não precisamos pensar sobre o que estamos liberando, não passa pela razão, seria como se uma borracha fosse apagando os nossos padrões inconscientes que ficam repetindo-se o tempo todo como um filme.
Segundo Mabel Katz, no livro o “El camino más fácil” é bom fazer sempre… mesmo sem um motivo aparente: “Lo esencial es practicar este método lo más posible, inclusive cuando parece que no está pasando nada, o que uno no tiene ningún problema. ¿Por qué? Porque la mente toca las grabaciones todo el tiempo. Repite permanentemente los programas que tenemos grabados aunque no estemos conscientes de ello”.
Uma vez me lembro que tinha uma determinada situação que estava me incomodando, que não era ligada a nenhuma pessoa em especial, era mais referente a uma parte da minha vida que não estava fluindo muito bem. Então me deitei e falei que queria curar aquela situação… e imaginando que ela estava dentro de mim comecei a falar Sinto muito! Te amo!…. No dia seguinte teve uma solução tão inesperada que quase não acreditei. O Universo me trouxe exatamente o que eu mais precisava naquela hora e me mostrou a origem do porque estava passando por aquilo, em um sonho que se confirmou em uma mensagem de e-mail que veio na manhã seguinte.
Algumas vezes, enquanto estou fazendo em estado mais relaxado, vejo cenas e passo por experiências, que eu observo entendendo que estão sendo liberadas pela Luz do perdão e do amor.
Sinto muito! Te amo!
Sinto muito! Te Amo!
Sinto muito! Te amo!
Na China, cães e gatos — como também vacas, galinhas e coelhos — são jogados vivos nos recintos dos leões e tigres em jardins zoológicos e servidos como alimento. Funcionários do zoológico incentivam os convidados a comprarem animais para oferecerem aos predadores. Este espetáculo macabroé visto por turistas que se divertem com as cenas de horror, devidamente acomodados em ônibus próprio para este ”entretenimento”.
Os cães são caçados pela polícia, imobilizados e abatidos de forma cruel em nome de um suposto controle de zoonoses. Recentemente, uma epidemia de raiva se espalhou em algumas províncias da China e o governo autorizou a matança em massa da população canina.
Animais foram mortos a pauladas ou enforcados na frente de seus donos. Mais de 500 mil cães foram assassinados. Nem mesmo aqueles animais que possuíam donos e estavam vacinados foram poupados.
Texto enviado por Marcelo Marcolino – São Paulo-SP
Não devemos nos desesperar frente aos desafios nos relacionamentos, particularmente com aqueles que nos são mais próximos…
A saída mais segura para se restabelecer a harmonia é, a partir da consciência (da recordação) do Ser em nós, reconhecer o Ser no outro.
Vale a pena experimentar! A vivência desta prática nos reconecta com a real (sábia e amorosa) natureza em nós e em nosso semelhante. Desde este ponto somos guiados por uma inteligência amorosa (supra-mental) que abre caminho para a consciente superação das armadilhas criadas pelo ego. Como conseqüência, presenciamos um mútuo crescimento e o fortalecimento das relações a partir de um estado mais elevado de consciência.
Sugiro que esta prática não se torne uma mera repetição mental; mais que isso, melhor que seja um fraterno reconhecimento do Ser, que transpassa o entendimento humano, possível de ser encontrado, reverenciado, amado no altar dos nossos corações.
Em meus estudos sobre o ser humano descobri que somos todos isentos de culpa – agimos, na maioria das vezes, influenciados pelo ego que tenta usurpar o trono do Ser real. Por isso, não existem culpados em todas as histórias onde a dor ocupa o lugar da autêntica felicidade…
Estou, sempre que posso, revendo as minhas atitudes negativas e procurando suprimi-las; da mesma forma que tento reforçar tudo o que existe de bom em mim.
Consciente de que, humanamente, não sou perfeito e nem o “dono da verdade”, estou aberto às críticas construtivas, desindentificadas, respeitosas. Podem existir pontos de discórdia, mas que seja sempre num clima de mútuo respeito e fraterna convivência.
Esforço-me para não julgar ou culpar ninguém! Sei que só posso me ocupar – assumindo a responsabilidade – das minhas atitudes negativas, de mais ninguém! Assim sendo, não mais desejo cair nas armadilhas do ego mecanicista que julga, critica, que se identifica, que age de forma negativa, repetitiva e inconsciente.
Busco forças na oração, momento em que redescubro quem realmente Somos- Seres de Luz (Filhos de Deus), criados e recriados no eterno agora, em contínua perfeição.
Busco a paz, reconhecendo e reverenciando o Ser em cada um dos meus semelhantes! Faço assim, assentado no altar do meu coração, que estará sempre aberto para todo o tipo de relacionamento fraterno e amoroso.
Colaborem assinando uma petição urgente pedindo para o governo chinês ter cautela e respeito pelos direitos humanos no Tibet, e para eles abrirem o diálogo com o Dalai Lama. A crise no Tibet está séria, por isso precisamos participar dessa campanha. Basta clicar no link para assinar a petição:
Depois de quase 50 anos de domínio chinês, os tibetanos estão demandando mudanças. Enquanto a violência se espalha no Tibet e na região, o governo chinês decide entre, aumentar a repressão ou se abrir para o diálogo. O futuro do Tibet estã sendo decidido agora e nós podemos afetar essa decisão.
No ano das Olimpíadas de Pequim a China está preocupada com a sua reputação internacional. Eles querem mostrar uma China moderna, uma potência global respeitada pelo mundo. Mas Olimpíadas e violência não combinam e a China precisa decidir qual imagem vai passar para o mundo.
Podemos chamar a atenção do governo chinês para fazer a escolha certa em relação ao Tibet, mas para isso precisamos de uma avalanche de apelos de todas as partes do mundo. Clique abaixo para assinar a petição para o Presidente Hu Jintao pedindo cautela no Tibet e diálogo com o Dalai Lama. Divulgue para seus amigos. Essa petição foi organizada pela Avaaz, eles querem levantar 1 milhão de assinaturas para entregar a petição para autoridades chinesas:
Todos nós sabemos as energias negativas são uma das maiores preocupações do ser humano. Procurar fugir delas é besteira. Ela nos alcança em qualquer lugar do planeta. Mas, podemos nos defender, começando a tomar uma série de atitudes e providências. Abaixo segue seis dicas pessoais para começar a combatê-las.
1. NÃO TEMER NINGUÉM
Uma das armas mais eficazes na subjugação de um ser é impingir-lhe o medo. Sentimento capaz de uma profunda perturbação interior, vindo até a provocar verdadeiros rombos na aura, deixando o indivíduo vulnerável a todos os ataques. Temer alguém significa colocar-se em posição inferior, temer significa não acreditar em si mesmo e em seus potenciais; temer significa falta de fé.
O medo faz com que baixemos o nosso campo vibracional, tornando-nos assim vulneráveis às forças externas. Sentir medo de alguém é dar um atestado de que ele é mais forte e poderoso. Quanto mais você der força ao opressor, mais ele se fortalecerá.
2. NÃO SINTA CULPA
Assim como o medo, a culpa é um dos piores estados de espírito que existem. Ela altera nosso campo vibracional, deixando nossa aura (campo de força) vulnerável ao agressor. A culpa enfraquece nosso sistema imunológico e fecha os caminhos para a prosperidade. Um dos maiores recursos utilizados pelos invejosos é fazer com que nos sintamos culpados pelas nossas conquistas. Não faça o jogo deles e saiba que o seu sucesso é merecido. Sustente as suas vitórias sempre!
3. ADOTE UMA POSTURA ATIVA
Nem sempre adotar uma postura defensiva é o melhor negócio. Enfrente a situação. Lembre-se sempre do exemplo do cachorro: quem tem medo do animal e sai correndo, fatalmente será perseguido e mordido. Já quem mantém a calma e contorna a situação pode sair ileso. Ao invés de pensar que alguém pode influenciá-lo negativamente, por que não se adiantar e influenciá-lo beneficamente? Ou será que o mal dele é mais forte que o seu bem? Por que será que nós sempre nos colocamos numa atitude passiva de vítimas? Antes que o outro o alcance com sua maldade, atinja-o antecipadamente com muita luz e pensamentos de paz, compaixão e amor.
4. FIQUE SEMPRE DO SEU LADO
A maior causa dos problemas de relacionamentos humanos é a “Auto-Obsessão”.
A influência negativa de uma pessoa sobre outra sempre existirá enquanto houver uma idéia de dominação, de desigualdade humana, enquanto um se achar mais e outro menos, enquanto nossas relações não forem pautadas pelo respeito mútuo. Mas grande parte dos problemas existe porque não nos relacionamos bem com nós mesmos.
“Auto-Obsessão” significa não se gostar, não se apoiar, se autoboicotar, se desvalorizar, não satisfazer suas necessidades pessoais e dar força ao outro, permitindo que ele influencie sua vida, achar que os outros merecem mais do que nós. Auto-obsediar-se é não ouvir a voz da nossa alma, é dar mais valor à opinião dos outros.
Os que enveredam por esse caminho acabam perdendo sua força pessoal e abrem as portas para toda sorte de pessoas dominadoras e energias de baixo nível. A força interior é nossa maior defesa.
5. SUBA PARA POSIÇÕES ELEVADAS
As flechas não alcançam o céu. Coloque-se sempre em posições elevadas com bons pensamentos, palavras, ações e sentimentos nobres e maduros.
Uma atmosfera de pensamentos e sentimentos de alto nível faz com que as energias do mal, que têm pequeno alcance, não o atinjam. Essa é a melhor forma de criar “incompatibilidade” com as forças do mal. Lembrem-se: energias incompatíveis não se misturam.
6. FECHE-SE ÀS INFLUÊNCIAS NEGATIVAS
As vias de acesso pelas quais as influências negativas podem entrar em nosso campo são as portas que levam à nossa alma, ou seja, a mente e o coração. Mantenha ambos sempre resguardados das energias dos maus pensamentos e sentimentos, e fuja das conversas negativas, maldosas e depressivas.
Evite lugares densos e de baixo nível. Quando não puder ajudar, afaste-se de pessoas que não lhe acrescentam nada e só o puxam para o lado negativo da vida. O mesmo vale para as leituras, programas de televisão, filmes, músicas e passatempos de baixo nível.
Observando o músico a afinar seu violão, fiquei pensando na afinidade que ele tem com o instrumento. Ora, também existe afinidade entre as pessoas. A afinidade é muito falada e pouco analisada. Ela não é o mais brilhante dos sentimentos, mas o mais sutil, delicado e penetrante. O mais independente, também. É raro ter afinidade. É muito raro. Mas, quando existe, não precisa de palavras para se manifestar. O que você tem dificuldade de expressar a uma pessoa não afim, sai facilmente diante de alguém com quem você tenha afinidade. Não importam o tempo, a ausência, os adiantamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
A afinidade é um sentimento singular, discreto e independente. Não precisa do amor. Pode existir quando ele está presente ou quando não está. Independe do amor, mas não independe da amizade. Pode existir a quilômetros de distância. É adivinhado na maneira de falar, escrever, de andar, de respirar. Há afinidade com pessoas a quem apenas vemos passar, com vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos. Há afinidades com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos, veremos ou falaremos.
Afinidade é uma espécie de linguagem secreta do cérebro humano, ainda não estudada. Está naquela parte da cabeça que os cientista dizem ser a maior e ainda não suficientemente explorada e usada por nós. Dessa misteriosa e grandiosa parte do cérebro sai a linguagem da afinidade, uma linguagem sem palavra. Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem para buscar a sintonia com pessoas distantes, com amigos a quem não vemos, com amores latentes, com irmãos de não-vivido?
A afinidade é singular, discreta e independente, repito, porque não precisa do tempo para existir. Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem você estabeleceu o vinculo da afinidade. No dia em que a vir de novo, vai prosseguir a relação exatamente do ponto em que parou. Sensível é a afinidade. É ficar de longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem. É ficar conversando sem trocar palavras. Afinidade não é temporária, não passa com o tempo e a distância. Aliás, é o único sentimento superior ao tempo.
Artur da Távola
(Arte de Sami Mattar)
Texto enviado por Andrea Curi Bauab – São Paulo-SP
A espiritualidade sempre foi tratada como um tema da Religião. Entretanto, as diversas pesquisas e estudos recentes nos campos da Psicologia e da Física, vêm mostrando que a espiritualidade é uma dimensão humana básica, portanto necessária e independente de prática religiosa.
Sendo uma dimensão humana, entendemos que influi em diversas funções psicológicas (emoção, comportamento, desenvolvimento etc) e fenômenos humanos como a saúde, adoecimento, relacionamentos interpessoais etc.
Portanto, a espiritualidade pode ser considerada como um objeto de estudo pela ciência. Um estudo que pode dar respostas às questões sobre: como o indivíduo pode alcançá-la? Como entender essa Dimensão Espiritual na nossa vida? Como a Dimensão Espiritual pode influenciar a saúde e as relações de trabalho?
Atualmente, muitos estudiosos promovem reflexões sobre a dimensão espiritual dentro de uma proposta científica. Para isso, divulgam novas formas de abordar e tratar o ser humano, as enfermidades e as relações de trabalho.
A partir de uma nova visão de homem, como um ser que possui as dimensões bio-psico-social e espiritual interligadas e interdependentes, procuram ampliar o entendimento de fenômenos como o sofrimento humano, as relações de trabalho, as crises que a sociedade contemporânea atravessa e todos os demais temas que nos intrigam e dificultam a vida.
Acredito que todos, em determinados momentos, já sentiram isso que chamo de “sensação de abandono”. Na verdade, melhor seria dizer “sentimento de separatividade”, quase como aquilo que uma criança sente quando se vê afastada do calor materno. A forma mais comum de mergulhar neste estado é quando nos prostramos – humilde e reverentemente, de corpo e alma -, diante de algo superior (Deus Pai e Mãe, Jesus, krishna, Buda etc., ou mesmo frente à Mãe Natureza, Sol ou Terra). Este estado se potencializa quando ouvimos algum tipo de música devocional ou, até mesmo diante das sublimes imagens e sons da Irmã Terra.
As práticas, as ritualísticas devocionais de muitas das religiões, com cânticos e louvores dirigidos ao sagrado trazem à tona, quase sempre, este sentimento de separatividade ou sensação de abandono, pois somos levados a nos ligar ao coração. E o coração é a porta de entrada para os ditos planos superiores de consciência.
Em determinada época de nossa existência fizemos um mergulho para esse estado humano de vigília que, de alguma forma, dividiu a nossa consciência em duas partes – a consciência de unidade (que a perdemos) e a consciência de separatividade (na qual vivemos agora). Vivíamos em unidade com o Criador – como explica a simbologia de Adão e Eva no paraíso. Em determinado momento, como eles, fomos “expulsos deste paraíso” e passamos a viver uma vida de separatividade – de positivo e negativo, de dor e prazer, de nascer e morrer. Perdemos, por assim dizer, o status de Filhos de Deus, a consciência de unidade com o Pai (como dizia Jesus e muitos outros Orientadores Maiores).
Em contrapartida, conforme relatos de inúmeras tradições, esta “queda” do Ser Original (monopolar), que na realidade transitória (terrena) se apresenta polarizado (masculino e feminino – equivalendo ao posterior reconhecimento da nudez por parte do Homem no paraíso), existe algo de muito valoroso, por assim dizer, maravilhoso. Numa existência Original éramos como Anjos (inconscientes de nossa Unidade com o Absoluto). Agora, a partir do plano terreno, onde impera as Leis da dualidade, da separatividade, temos a oportunidade de resgatar – pelo esforço próprio – a consciência de unidade com o Todo.
Isso é o que se espera do Homem – que desperte deste sono adâmico e que (re)adquira a consciência de quem ele É e de quem todos São. Somos todos raios desse “Sol” Central – a Suprema Inteligência Amorosa – o Absoluto. É sobre isso que se refere a passagem bíblica do “Filho pródigo: Aquele que retorna à casa do Pai”. Esta é a possibilidade que se abre para todos aqueles que – insatisfeitos com a realidade imaginária – ousarem transcender aos domínios do ego!
Nesse texto iluminado, o mestre Ken Wilber nos faz refletir sobre o que cada tradição explica sobre a origem do câncer. Leia o texto e aproveite e compre o livro lindíssimo sobre o tema: “Graça e Coragem”. Nele Ken Wilber conta como sua amada companheira conviveu corajosamente com o câncer até sua morte…
Esteban Moreno
Causas do câncer (nas diferentes visões):
Cristã - A mensagem fundamentalista: a moléstia é basicamente um castigo de Deus para algum pecado. Quanto pior a moléstia, mais indizível o pecado.
Nova Era – A moléstia é uma lição. Você está se proporcionando essa doença porque existe algo importante que tem de aprender com ela a fim de continuar seu crescimento e evolução espiritual. A mente sozinha causa a moléstia e apenas ela pode curá-la. Uma requintada versão pós-moderna da Ciência Cristã.
Médica - A moléstia é fundamentalmente um desarranjo biofísico, causado por fatores biofísicos (vírus, traumas, predisposições genéticas, agentes ativadores ambientais). Você não precisa se preocupar com tratamentos psicológicos ou espirituais para a maior parte das moléstias, porque tais tratamentos alternativos são normalmente ineficazes e podem afastá-lo do cuidado médico adequado.
Carma - A moléstia resulta de um carma negativo; isto é, de alguma ação passada não-virtuosa que agora surge para ser vivenciada sob a forma de uma doença. A doença é “ruim” no sentido de que representa um passado não virtuoso; mas é “boa” no sentido de que seu processo de doença representa a consumição e a depuração da má ação passada; é uma purgação, uma limpeza.
Psicológica – Como colocado por Woody Allen: “Eu não fico com raiva; ao contrário, desenvolvo tumores”. Ao menos na psicologia popular, a idéia é que emoções reprimidas causam moléstias. Em sua forma radical: a moléstia como desejo de morrer.
Gnóstica - A moléstia é uma ilusão. O universo manifesto inteiro é um sonho, uma sombra, e somente nos livraremos da moléstia quando nos libertarmos também da manifestação ilusória, quando acordarmos do sonho e descobrirmos a realidade do Uno além do universo manifesto. O Espírito é a única realidade e no Espírito não existe moléstia. Uma versão radical e um tanto descentrada do misticismo.
Existencial – A moléstia em si não tem significado. Conseqüentemente, ela pode assumir qualquer significado que eu escolha, e apenas eu sou o responsável por essas escolhas. Homens e mulheres são finitos e mortais, e a resposta autêntica é aceitar a moléstia como parte de nossa finitude, mesmo que impregnada de significado pessoal.
Holística – A moléstia é um produto de fatores físicos, emocionais, mentais e espirituais, nenhum dos quais pode ser isolado dos outros, nem ignorado. O tratamento deve envolver todas essas dimensões (embora, na prática, isso se traduza freqüentemente por uma não-aceitação de tratamentos ortodoxos, mesmo que eles possam ajudar).
Mágica – A moléstia é retomo. “Eu mereço isso porque desejei que Fulano morresse.” Ou “é melhor eu não me sobressair demais, pois algo ruim me acontecerá”. Ou “se acontecem tantas coisas boas para mim, algo mau tem de acontecer”. E por aí vai.
Budista – A moléstia é uma parte inevitável do mundo manifesto; perguntar por que ela existe é o mesmo que perguntar por que o ar existe. Nascimento, velhice, doença e morte – essas são as marcas deste mundo, fenômenos caracterizados pela impermanência, sofrimento e perda. Só com a iluminação, na pura consciência do nirvana, a moléstia é finalmente transcendida, porque, então, o mundo fenomenal inteiro também é transcendido.
Científica – Qualquer moléstia tem uma causa específica ou um conjunto de causas. Algumas delas são determinadas, outras são simplesmente fortuitas ou devidas à pura sorte. De qualquer modo, não existe nenhum “significado” para a moléstia, somente oportunidade ou casualidade.
Fonte: Livro – Graça e Coragem
Autor: Ken Wilber
Editora: Global
Texto enviado por Esteban Moreno – Rio de Janeiro-RJ
O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que têm medo
Muito longo para os que lamentam
Muitos curtos para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.
Suponhamos que um barco esteja atravessando um rio e que outro barco,
vazio, ameace colidir com ele. Nem um homem irritadiço perderia a paciência.
Suponhamos, porém, que houvesse alguém no segundo barco. Nesse caso, o ocupante do primeiro gritaria para que ele passasse ao largo. E se ele não tivesse escutado na primeira vez, nem mesmo depois de haver sido interpelado por três vezes, seguir-se-iam, inevitavelmente, palavrões e xingamentos.
No primeiro caso, não houve cólera; no segundo, houve – porque, no primeiro, o barco estava vazio, ao passo que, no segundo, estava ocupado.
E o mesmo acontece com o homem. Se lhe fosse dado simplesmente passar vazio pela vida, quem seria capaz de insultá-lo?
Tchuang-tse
Texto enviado por Marcelo Marcolino – São Paulo-SP
Pois o Ser é um mar sem fronteiras e sem medidas.
Não digais, “Encontrei a verdade”, mas sim, “Encontrei uma verdade”.
Não digais, “Encontrei o caminho da Alma”, mas sim “Encontrei a Alma andando em meu caminho”.
Pois a Alma anda em todos os caminhos.
A Alma não anda sobre uma linha, nem cresce como um junco.
A Alma desdobra a si mesma, como um lótus de infinitas pétalas.
Khalil Gibran – O Profeta
Texto enviado por Yuri e Sara
Toda causa tem seu efeito! O carma ruim surge em conseqüência da atividade mental, ou seja, quando a mente (morada do ego) assume o comando da vida.
As ações daqueles que vivem ajustados (em conexão com Ser ou Self-Connection) dissolve o carma ruim e gera o que muitos chamam dharma (ou o “Caminho”, a existência, a vida dos sintonizados, dos ajustados à Realidade Natural).
Quando a Causa passa a ser o Criador e sua Criação (a Realidade Natural), o efeito se desvela como Ordem Natural subjacente…
Sem dúvida, Jesus está na “cabeceira da mesa“ dos Grandes Mestres Humanidade! Mas acredito que existe muita incompreensão – e alguma fantasia – acerca do Seu Mandato… Algumas respeitadas correntes religiosas dizem que Jesus morreu por nós, para suplantar os nossos pecados e para nos possibilitar o acesso ao Reino de Deus… Por isso, devemos aceitá-Lo como o único Salvador e Caminho…
Permitam-me compartilhar uma “nova” visão sobre esta questão…
Creio que a verdadeira razão que levou Jesus a aceitar o padecimento na cruz foi o desejo de provar o Poder do Espírito sobre a matéria (incluindo a mente, o ego desajustado – este sim o verdadeiro “diabo”). Este é o mais razoável motivo para o Seu corajoso martírio.
É preciso que se compreenda que o Poder do Cristo (o Estado de Consciência que Jesus, de forma sublime, demonstrou) deve ser manifestado, intimamente, no altar do coração dos fiéis (o mesmo que ajustados). Este sim é o verdadeiro exemplo que deve ser seguido por todos!
Jesus não espera (ou esperava) salvar as pessoas… Ele mesmo afirmava que só a Fé (o ajustamento às Leis/Vontade do Pai) cura o homem. Esta é a parte que nos cabe para a salvação! Antes, acredito que Jesus espera que, como Ele, busquemos a consciente Unidade com o Pai; que façamos o ajustamento (que vem de justiça) ao Reino – a conexão com a Realidade Natural. A partir daí, tudo mais nos será dado, inclusive a imortalidade…
Jesus é a Seta (Aquele que deu o Exemplo, a Orientação). Não podemos nos apegar à Seta, com o risco de não chegarmos à Meta (da consciência do Ser, do Cristo em nós)…
Jesus nos mostrou o Caminho para a Liberdade de todos os conceitos e apegos mentais, em prol da consciência de que somos – como Ele – Filhos de Deus!
Jesus nos incentiva a seguir o Seu exemplo e suplantá-Lo – “fazendo muito mais”! Resta-nos imitar o Seu grandioso exemplo, hoje, sem que necessitemos passar pelo mesmo martírio ao qual o Mestre se sujeitou. Como Ele mesmo disse, estamos aptos a provar o infinito Poder do Ser (do Cristo em e através de nós) em nossas vidas.
A culpa gera o medo. Isso pode ser simples de se constatar.
Medo e culpa: muitos ainda aceitam pacivamente essas emoções negativas! Não é mesmo?
Chega a hora que precisamos ser mais “espertos” do que aqueles que propagam esse tipo de ilusão, trocando a culpa pela responsabilidade e o medo pela confiança e certeza de que iremos acertar…
Sermos responsáveis pelos nossos atos é a forma mais inteligente de utilizar o livre arbítrio e corrigir os erros do passado…
Acima de tudo devemos lembrar que existe uma Inteligência Amorosa que sempre nos indica o Caminho mais seguro. Assim sendo, não temos porque deixar que o medo, gerado pelo ego, sugue as nossas energias.
“Escolho meus amigos não pela pele, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito, nem os maus de hábitos, fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Quero que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só ombro ou colo, quero sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa…“
Para ser sincero, estou cansado de dar atenção às profecias.
Na minha visão, a hora para o despertar é sempre no Agora.!
Claro que sempre poderão existir condições mais ou menos favoráveis, da mesma forma que preferimos sair de casa num dia mais ensolarado.
Mas, para o Ser, que não se restringe pelas aclamadas forças cósmicas (“que influenciam humanidade”), sempre é tempo de despertar. Quando estamos na sintonia do Ser, as profecias perdem o seu poder, pois a Ordem Natural impera absoluta.
O homem precisa pôr-se em alerta, sabendo que suas palavras têm o poder de moldar, o poder de formar condições e situações em sua vida. Precisa conscientizar-se de que as palavras impensadas, vazias, tolas e fúteis, trocadas numa conversa informal, não moldam as condições e situações que ele deseja, na vida…
Sue Sikking
do livreto: “E, nos intervalos da orações?” Unity – www.unityenlinea.org Unidade Brasil: (11) 3257-1808
Os pensamentos negativos são como andarilhos que passam na avenida de nossas vidas. Não somos obrigados a caminhar com eles, podemos até mesmo ignorá-los… Assim como vieram, eles se vão.
Aqueles que têm preciosos amigos e amor familiar devem escolher com quais pensamentos deve caminhar. A escolha é sempre nossa! Não podemos correr o risco de nos perder por aí na companhia de pensamentos indesejáveis.
O Amor ao próximo nos obriga a escolher, sempre, os melhores trajetos; nos possibilita enxergar o real valor do Dom de Existir para Amar, de Viver para ser amado.
Muitas pessoas são pessimistas por natureza – encontram defeitos em tudo, inclusive nelas mesmas.
Isto tende influenciar seu trabalho e relacionamentos, gerando baixa produtividade e potenciais conflitos com outras pessoas, além, é claro, prejudicarem sua saúde. Se for fato que as atividades profissionais e os compromissos diários nem sempre geram em nós plena satisfação, também é certo que muitos dos problemas que enxergamos estão em nós mesmos. Como mudar isto?
Não há fórmulas mágicas para uma atitude mais saudável. Mas é importante enxergarmos as coisas um pouco mais “cor-de-rosa”, já que, quer queira ou não, os desafios (e problemas) continuarão existindo – mas será mais fácil enfrentá-los se você tiver atitudes positivas!
Seguem algumas dicas para nos livrar do mau-humor e agir em direções mais saudáveis:
- Não consuma lixo: por que você está entupindo sua mente com notícias policiais e valorizando notícias ruins quando você poderia assistir coisas engraçadas e inteligentes?
- Exponha-se apenas a coisas boas. Não perca tempo com nada que te faça ficar depressivo. Mude de canal! Todos os dias eu procuro ler algo inteligente e edificar-me com coisas saudáveis e boas. Xô pessimismo!
- Pratique a simplicidade – para quê complicar se pode ser simples? Você já percebeu que as crianças se alegram com pequenas coisas – que tal aprender com elas? Observe-as!
- Aprenda coisas novas – que tal um curso de culinária, jardinagem, xadrez ou bíblico? Aprender renova nossas forças mentais, nos desperta para novas realidades e melhora nossa auto-estima!
- Relaxe: você vive num ritmo alucinante de trabalho, família, compromissos sociais? Que tal tirar uma pausa de 15 minutos diários, caminhando num bosque ou simplesmente fazendo uma oração a sós? Garanto que valerá a pena!
- Cerque-se de pessoas felizes. Chega de prestar atenção ao “clube dos doentes”. Que tal comentar o que você aprendeu, o que leu de bom e o que fez de interessante? Fale de doença somente com o médico!
- Exale felicidade. Se alguém estiver infeliz, procure responder a essa pessoa com uma expressão positiva. A transmissão de felicidade tem mais a ver com atitude do que com os fatos. Veja o lado positivo dos eventuais problemas ou dificuldades, ensine ou aprenda com elas – afinal, felicidade não é ausência de problemas, é a atitude apesar dos mesmos!
Felicidade é um estado de espírito diário. Você precisa agir aplicando tais recomendações diariamente. Faça isso por anos. Todos os dias. Sua saúde e aqueles que o cercam agradecerão! Júlio César Zanluca
Fonte: Guia Trabalhista
Enviado por Marcos de Souza – São Paulo-SP
Físicos da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, conseguiram demonstrar um efeito discutido por Albert Einstein há quase um século, e que ele chamava de *átomos assombrados* – um átomo, separado de outro por qualquer distância, pode “sentir” uma alteração no primeiro e reagir instantaneamente.
Os cientistas utilizaram luz para provocar um entrelaçamento (“entanglement”) entre dois átomos – um fenômeno pelo qual dois átomos, depois que se chocam, passam a compartilhar as mesmas propriedades quânticas. Mais do que isso, quando a propriedade de um átomo é alterada, o outro reage instantaneamente e tem seu estado quântico alterado também.
Texto enviado por Esteban Moreno Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br
A física quântica está demonstrando a eficácia do processo de conexão com o Ser. O Trabalho de imposição de mãos e toque terapêuticos (dentre as ferramentas da Reorganização Energética) possibilita que o Praticista auxilie na elevação do padrão vibratório da pessoa atendida, possibilitando uma abertura, quase que instantânea (dependendo de quanto o atendido se abre para o trabalho), para os planos que transcendem o mental.
Como esse é um Trabalho metafísico, deduzimos que os níveis vibratórios do ego (limitadores) poderão ser transpostos por uma Força metafísica. É uma Força, um Estado, um Poder que sempre esteve ao nosso alcance, mas que não tínhamos como acessar. A boa nova é que estão sendo disponibilizadas formas/ferramentas (incognoscíveis) para a reconexão com as esferas metafísicas de perfeição. Obviamente, isso afetará sobremaneira a qualidade de vida de todos, independentemente do desenvolvimento intelectual.
Se essa Lei Quântica vale para simples átomos, o que dizer para seres humanos atômicos?!
Uma frente avançada das ciências, hoje, é constituída pelo estudo do cérebro e de suas múltiplas inteligências. Alcançaram-se resultados relevantes, também para a religião e a espiritualidade. Enfatizam-se três tipos de inteligência. A primeira é a inteligência intelectual, o famoso QI (Quociente de Inteligência), ao qual se deu tanta importância em todo o século XX. É a inteligência analítica pela qual elaboramos conceitos e fazemos ciência. Com ela organizamos o mundo e solucionamos problemas objetivos.
A segunda é a inteligência emocional, popularizada especialmente pelo psicólogo e neurocientista de Harvard David Goleman, com seu conhecido livro A Inteligência emocional (QE = Quociente Emocional). Empiricamente mostrou o que era convicção de toda uma tradição de pensadores, desde Platão, passando por Santo Agostinho e culminando em Freud: a estrutura de base do ser humano não é razão (logos) mas é emoção (pathos). Somos, primariamente, seres de paixão, empatia e compaixão, e só em seguida, de razão. Quando combinamos QI com QE conseguimos nos mobilizar a nós e a outros.
A terceira é a inteligência espiritual. A prova empírica de sua existência deriva de pesquisas muito recentes, dos últimos 10 anos, feitas por neurólogos, neuropsicólogos, neurolingüistas e técnicos em magnetoencefalografia (que estudam os campos magnéticos e elétricos do cérebro). Segundo esses cientistas, existe em nós, cientificamente verificável, um outro tipo de inteligência, pela qual não só captamos fatos, idéias e emoções, mas percebemos os contextos maiores de nossa vida, totalidades significativas, e nos faz sentir inseridos no Todo. Ela nos torna sensíveis a valores, a questões ligadas a Deus e à transcendência. É chamada de inteligência espiritual (QEs = Quociente espiritual), porque é próprio da espiritualidade captar totalidades e se orientar por visões transcendentais.
Sua base empírica reside na biologia dos neurônios. Verificou-se cientificamente que a experiência unificadora se origina de oscilações neurais a 40 herz, especialmente localizada nos lobos temporais. Desencadeia-se, então, uma experiência de exaltação e de intensa alegria como se estivéssemos diante de uma Presença viva.
Ou inversamente, sempre que se abordam temas religiosos, Deus ou valores que concernem o sentido profundo das coisas, não superficialmente mas num envolvimento sincero, produz-se igual excitação de 40 herz.
Por essa razão, neurobiólogos como Persinger, Ramachandran e a física quântica Danah Zohar batizaram essa região dos lobos temporais de ”o ponto Deus”.
Se assim é, podemos dizer em termos do processo evolucionário: o universo evoluiu, em bilhões de anos, até produzir no cérebro o instrumento que capacita o ser humano perceber a Presença de Deus, que sempre estava lá embora não percebível conscientemente. A existência desse ”ponto Deus” representa uma vantagem evolutiva de nossa espécie homo. Ela constitui uma referência de sentido para nossa vida. A espiritualidade pertence ao humano e não é monopólio das religiões. Antes, as religiões são uma das expressões desse ”ponto Deus”.
Leonardo Boff
Jornal do Brasil – Dez./2003
Texto enviado por Esteban Moreno - RJ
O Ser sempre nos dá oportunidade de realizar Sua Vontade. Quando estamos identificados com nossas sensações, pensamentos ou emoções perdemos essas oportunidades.
Normalmente quando pensamos, pensamos de uma forma egóica (“eu” desejo isso, “eu, não gosto daquilo…) e/ou individual (“eu” estou sentindo isso, “eu” estou observando aquilo…). O sujeito é sempre um “eu imaginário”.
No primeiro caso nosso ego não aceita a realidade do agora e no segundo caso nossa atenção está focada/fechada a determinado ponto, aqui (a sensação de ser individual, dando uma sensação falsa de completude) ou ali (algum ponto externo). Em outras palavras, nossa mente ainda está ativa e aprensenta tensão.
Tenho percebido q nos dois casos acabamos perdendo oportunidades de realizar a Vontade do Ser Natural, pois nesses momentos não sentimos a Unidade com o Todo e assim não estamos abertos a Sua Vontade.
É essencial deixarmos a mente num estado passivo, receptivo e relaxado (sem tensão). Sim, nosso ego faz isso parecer um super-esforço pois ele se sente perdendo forças e morrendo… Mas para nossa essência isso é simplesmente Ser Natural!!!
Na voz do meu silencio, sinto meu espírito respirar.
Que eu possa ouvir e sentir minhas preces e que minhas palavras tenham vida.
Que eu possa sentindo quem eu sou, com sabedoria pedir sua atenção.
Que cada prece agora seja sustentada pelo leste, que traz a clareza da visão, do ser guerreiro, de intentar com maestria meus objetivos.
Que eu possa mergulhar pelo oeste, feminino da minha alma, olhar de frente meus fantasmas e medos, reconhecendo e aceitando a natureza da minha sombra.
Que pelo sul eu desperte a criança mágica, que traz a coragem de quebrar o espelho do ego, e ver as falsas imagens das minhas defesas. De poder ser autentico e fiel com o meu coração, que me traz calma e alegria de eu ser eu.
Que se manifeste aqui a força do norte, trazendo sustentação para trilhar o caminho com gratidão, me fazendo andar conforme as minhas palavras. De poder sentir o fluir em todas as minhas relações, respeitando o viver no sagrado que flui dentro de mim.
Grande espírito
Que meu coração possa navegar na verdade do caminho.
Reconheço aqui neste local, dentro deste templo interno que habita meu espírito, que sou seu filho.Que eu possa honrar esta dádiva.
Mãe terra, minha mãe, mantedora de tudo que é vivo e sagrado nessa casa, dê a todos a lucidez de ser e estar aqui. Sou seu filho…
Sou grato por ser.
Que eu seja como a semente que cresce e aceita a sua natureza.
Que cada respirar seja de gratidão e celebração de poder estar vivo e ser parte de tudo e sentir que tudo é parte deste meu ser.
Gratidão pelo alimento da vida e por todos os ciclos que passam por mim e através de mim.
Que eu possa honrar meus ancestrais libertando as dores dessa ancestralidade.
Grande espírito. Tu que és meu Pai.
Grande Mãe terra, tu que és minha mãe.
Agora eu chamo a força, para que no nascer de cada dia eu seja eu mesmo. Para que em cada pôr-do -sol eu renove essa gratidão que existe no meu coração.
Que diante de mim, eu nunca esqueça de quem eu sou.
Que eu possa aprender honrando cada lua, com todos os professores do dia-a dia.
Agradeço por todos que eu encontro no caminho.
Que eu possa ser grato por toda a troca e aprendizado que cada um me traz.
Que meus irmãos, terra, água, ar e fogo estejam sempre em harmonia dentro e fora de mim.
Que toda a energia da gratidão possa fluir agora, em abundância pelo mundo, transformando o legado que trago de pai e de mãe, dentro do meu sangue, em luz.
Para onde olhe que eu veja a presença do amor.
Que eu Reconheça a mim como parte de tudo.
Que eu me perceba como a unidade da Criação.
Que eu seja paz, harmonia, alegria, amor e aprendizado.
Imaginem a vida como um jogo, no qual vocês fazem malabarismo com cinco bolas que lançam ao ar. Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito.
O trabalho é uma bola de borracha. Se cair, bate no chão e pula para cima. Mas as quatro outras são de vidro. Se caírem no chão, quebrarão e ficarão permanentemente danificadas.
Entendam isso e busquem o equilíbrio na vida. Como?
* Não diminuam seu próprio valor, comparando-se com outras pessoas. Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial.
* Não fixem seus objetivos com base no que os outros acham importante. Só vocês estão em condições de escolher o que é melhor para vocês próprios.
* Dêem valor e respeitem as coisas mais queridas aos seus corações. Apeguem-se a elas como a própria vida. Sem elas a vida carece de sentido.
* Não deixem que a vida escorra entre os dedos por viverem no passado ou no futuro. Se viverem um dia de cada vez, viverão todos os dias de suas vidas.
* Não desistam quando ainda são capazes de um esforço a mais.
* Nada termina até o momento em que se deixa de tentar.
* Não temam admitir que não são perfeitos.
* Não temam enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser valentes.
* Não excluam o amor de suas vidas dizendo que não se pode encontrá-lo. A melhor forma de receber amor é dá-lo. A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio. A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas. Corra atrás de seu amor, ainda dá tempo!
* Não corram tanto pela vida a ponto de esquecerem onde estiveram e para onde vão.
* Não tenham medo de aprender. O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega facilmente.
* Não usem imprudentemente o tempo ou as palavras. Não se podem recuperar. A vida não é uma corrida, mas sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo. Lembrem-se: Ontem é historia. Amanhã é mistério e Hoje é uma dádiva. Por isso se chama ‘presente’. Se vocês quiserem, passem este recado para as pessoas que são importantes para vocês, porque segundo Brian sugeriu: ‘apeguem-se às coisas que são queridas ao seu coração (entre elas os amigos). Sem elas a vida carece de sentido.
Trechos da Palestra de Brian Dyson, Ex-Presidente da Coca-Cola
…Gostaria de agradecer sua preocupação e dizer que vcs são tão importantes para mim como eu sou para vcs… Porém, devo esclarecer que minha religião condiz com o que sinto em meu coração, com minha visão da vida e do universo, e com minha consciência…
Tenho visto e, também, enfrentado os desafios com relação ao suprimento financeiro e material. E descobri que a verdadeira e permanente prosperidade se adquiri e mais pelo “não fazer”, do que pelo fazer da mente.
Todo o suprimento de que necessitamos, a Suprema Inteligência Amorosa (o Criador) nos disponibiliza agora!
Melhor do que a exaustiva forma de atrair a fortuna com a mente é a constatação de que já somos possuidores de tudo o que necessitamos. Devemos nos lembrar que o Criador nos disponibiliza – AGORA – todo o nosso suprimento.
Mas como diz o Mestre: “pedimos e não recebemos, porque pedimos mal”. Pedir mal significa correr atrás de algo que já somos possuidores. Essa atitude da mente, a serviço do ego, pode até atrair fortuna, mas nos afasta da Ordem Suprema.
Orar é reconhecer o que já somos; é agradecer por todo o bem que já possuímos.
Na Metafísica contemporânea aprendemos que mente deve tornar-se passiva (receptiva) para que o Ser seja Ativo. Isso significa descansar na Criação Perfeita, onde somos supridos de todo o Bem que já nos está reservado.
Quando realizamos exercícios mentais para atrair mais dinheiro, de certa forma, estamos dizendo que as Leis Universais são falíveis. Tiramos o foco da Fonte Infinita e nos enclausuramos numa realidade imaginária (mental), tensa, fria, finita. Perdemos a Paz (a confiança) que vem do Espírito. Afastamos-nos, desajustamo-nos das Leis Universais de abundância. Passamos a acreditar que tudo depende de nós (ego mental). Perdemos oa conexão com a Ordem Suprema – a conexão a nossa infinita.
Se recordamo-nos quem somos – o Ser , criado e recriado no eterno agora, em contínua perfeição… – novas e reais perspectivas se abrirão na forma de todo o tipo de suprimento – material, amoroso, intelectual. Descobrimos que o “Reino do Céu” é Agora, é Aqui.
O destino é algo que tentamos controlar com a mente e, assim agindo, nos desviamos do que é Natural. O que é o Natural? Pouco nos preocupamos em saber. E, por isso, nos perdemos em meio às infinitas rotas traçadas por uma mente que carece de conexão com a Vida.
Onde encontrá-Lo? O Ser está mais próximo de nós do que o nosso sangue e o ar que respiramos. Encontre-O, em quietude e recolhimento amoroso, no altar do seu coração.
Confie, respire e entregue-se. A Ordem Suprema se estabelece quando nos abrimos, nos ajustamos à Vontade do Ser. É nessa sintonia que nosso destino original se revela naturalmente.
Recordo-me e aguardo Você – em consciente conexão – a partir do Ser que espera, paciente e amorosamente, para assumir o controle da nossa Existência.
“(…) quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.”
Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.
Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue. Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de ‘pausa’ é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações ‘para não nos ocuparmos’. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições.
Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo.
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado…
Nossos namorados querem ‘ficar’, trocando o ’ser’ pelo ‘estar’. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI – um dia seremos nossos? Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos…
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é ‘o que vamos fazer hoje?’ – já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande ‘radical livre’ que envelhece nossa alegria – o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.
Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.
Rabino Nilton Bonder, da Congregação Judaica do Brasil
A falta de provisão se deve à insistência em darmos realidade às mecânicas projeções / limitações da falsa personalidade sob o comando da mente…
Quando temos a real convicção de que somos Seres Infinitamente Prósperos e que, pela Fé (sintonia / ajustamento ao Ser) podemos mover “montanhas” (da ilusão), todas as dádivas materiais se revelarão diante dos nossos olhos…
Aceito ter capacidade e habilidade para a administração e promoção dos recursos materiais e financeiros que circulam, de forma natural e abundante, em minha vida.
Aceito ter inteligência, sabedoria, discernimento.
Para o homem a mais alta realização é ser capaz de fazer.
Quanto piores as condições de vida, melhores serão os resultados do trabalho – contanto que nos lembremos continuamente do trabalho.
Lembre-se de você mesmo, sempre e em toda parte.
Lembre-se de que você veio aqui (junto ao grupo do Trabalho), porque compreendeu a necessidade de lutar contra si mesmo. Agradeça, portanto, a quem lhe proporcione a ocasião para isso.
Aqui podemos dar uma direção e criar condições – mas não ajudar.
Saiba que o Trabalho (o 4º Caminho) só pode ser útil aos que reconheceram sua nulidade e crêem na possibilidade de mudar.
Se você sabe que isto é mal e, apesar de tudo, o faz, comete um pecado difícil de redimir.
O melhor meio de ser feliz nessa vida é poder considerar sempre exteriormente – nunca interiormente.
Não ame a arte com seus sentimentos.
O verdadeiro sinal de que um homem é bom, é ele amar seu pai e sua mãe.
Julgue os outros conforme o que você é e raramente se enganará.
Uma linda garota da vila ficou grávida. Seus pais, encolerizados, exigiram saber quem era o pai. Inicialmente resistente a confessar, a ansiosa e embaraçada menina finalmente acusou Hakuin, o mestre Zen o qual todos da vila reverenciavam profundamente por viver uma vida digna. Quando os insultados pais confrontaram Hakuin com a acusação de sua filha, ele simplesmente disse:
“É mesmo?”
Quando a criança nasceu, os pais a levaram para Hakuin, o qual agora era visto como um pária por todos da região. Eles exigiram que ele tomasse conta da criança, uma vez que essa era sua responsabilidade.
“É mesmo?” Hakuin disse calmamente enquanto aceitava a criança.
Por muitos meses ele cuidou carinhosamente da criança até o dia em que a menina não agüentou mais sustentar a mentira e confessou que o pai verdadeiro era um jovem da vila que ela estava tentando proteger.
Os pais imediatamente foram a Hakuin, constrangidos, para ver se ele poderia devolver a guarda do bebê. Com profusas desculpas eles explicaram o que tinha acontecido.
“É mesmo?” disse Hakuin enquanto devolvia a criança.
Texto enviado por Marcelo Marcolino – São Paulo-SP
Nada substitui o lucro, diz o primeiro mandamento da TAM, ainda publicado no site da empresa neste 31 de julho, quando Lina Barbosa Cassol, minha irmã, estaria completando 29 anos, se não tivesse sido morta na explosão do vôo 3054, há duas semanas.
No sábado anterior à tragédia, fui com ela a São Sepé, na casa dos nossos pais. Era a despedida da Lina, que em setembro viajaria com o noivo para os Estados Unidos, onde iniciaria sua pesquisa de doutorado sobre câncer de mama na Universidade de Michigan. Mesmo nova, ela já havia conquistado respeito como médica oncologista e a viagem para os EUA era mais um dos seus grandes feitos, com os quais já estávamos acostumados.
Desde cedo, foi assim. De concurso de redação na escolinha João XXIII a prêmios da Sociedade Americana de Oncologia Clínica. Quando passou em primeiro lugar na Medicina da UFSM, disse que um dia descobriria a cura do câncer. Talvez estivesse sonhando ou apenas brincando, mas, lá em casa, nunca ninguém duvidou.
Até onde ela chegaria, agora só podemos supor. Prestes a dar um grande passo na vida, Lina morreu, junto com outras 198 pessoas que também tinham grandes planos para o futuro, o que nos leva a perguntar: que prejuízos teve o Brasil com esta tragédia?
Palavras como grooving, manete e reverso vão sendo incorporadas ao nosso vocabulário, enquanto as verdadeiras causas disto que chamam “acidente” são omitidas, e a culpa, colocada em quem não pode mais se defender. Porque nada substitui o lucro, nos ensina a TAM, nem a verdade sobre uma tragédia anunciada e outras vezes já ocorrida.
Agora, a empresa nos responde com rapazotes engomados que dizem compreender nosso sofrimento. O governo demonstra mais uma vez sua absoluta falta de vontade em enfrentar os interesses econômicos. E outros políticos, igualmente responsáveis por esta tragédia, porque criadores de um sistema falho e submisso aos interesses empresariais, agora fazem discursos enérgicos, usando a dor das famílias em nome de seus interesses pessoais.
Minha mãe costuma chorar pela manhã. É quando se lembra mais da Lina, ela me diz, sem saber o que vai ser da vida, agora que está sem sua amiga e companheira. Nestes dias frios e tristes no interior do Estado, cercados de gente religiosa, nos resta acreditar que de fato a Lina tinha uma missão, curta e intensa, de tornar pessoas melhores todos aqueles que conviveram com ela.
E também resta o consolo de que estas mortes sirvam, pelo menos, para que haja mais respeito pelas vidas, diariamente perdidas no Brasil.
Um dos maiores obstáculos para uma vida plena, harmônica, mais expressiva e significativa é o medo de perder. Sobretudo o medo de perder alguém. O medo de perder alguém que nós dizemos amar. O medo de perder a esposa, o esposo, os filhos, os amigos, o patrão, o empregado, o cliente.
Esta emoção é a principal responsável pelo nosso sofrimento vital. O medo de perder é o medo de nos tornarmos dispensáveis para a pessoa com a qual nos relacionamos.
O medo de perder se reveste de 1001 disfarces:
- O medo de sermos criticados por alguém.
- Medo de que falem mal de nós.
- Medo de que nos humilhem.
- Medo de sermos abandonados.
- Medo de sermos rejeitados.
- Medo de não sermos ilustres.
- Medo de sermos menosprezados.
- Medo de não sermos amados.
- Medo da solidão.
- Medo de não dominarmos tudo e todos.
E tudo isso poder ser designado mais claramente por uma palavra: Ciúme. O ciúme é o: Medo de não ter alguém. Medo de não possuir alguém, não vir a ser dono de alguém. Na relação ciumenta nos colocamos e o outro como objetos. Nesta relação, pessoa e objeto são a mesma coisa.
No ciúme temos medo de algum dia sermos considerados inúteis, dispensáveis a outra pessoa. Esta é a emoção do sofrimento, a emoção do apelo, a emoção da relação confusa, misturada, dependente, e o que a agrava é que na nossa cultura aprendemos o ciúme como sendo amor. E o ciúme é justamente o contrário. O ciúme é o oposto do amor. Na relação amorosa existe identidade, eu sou, independente de você. Na relação ciumenta, objetal, perde-se esta identidade. Eu sem você não valho nada. Você é tudo para mim.
O amor é solto, é livre não se impõe. Vem de querência intima. Está diretamente ligado ao sentido da liberdade, de opção, de escolha.
O ciúme prende, amarra, condiciona, determina. Com essa emoção, eu já não sou.E sou o que o outro quer que eu seja, para que ele também seja o que eu quero que ele seja. O ciúme é um pacto de destruição mútua que cada qual usa o outro como garantia de que não está sozinho. Eu me abandono para que o outro não me abandone. Eu me desprezo para que o outro não me despreze. Eu me desrespeito para que o outro não me desrespeite. Eu me destruo, para que o outro não me destrua.
O ciúme é o medo de ser dispensável a alguém, e o mais grave talvez, esteja aqui. Nós passamos a vida inteira com medo de nos tornarmos para os outros, um dia, o que nós já somos: totalmente dispensáveis. O homem é por definição: dispensável, transitório, efêmero. Aquilo que passa. E isto é bastante real. Em todas as relações que temos, hoje, somos substituíveis. O mundo sempre existiu sem nós, está existindo conosco e continuará a existir sem nós. Nós somos necessários aqui e agora, mas seremos dispensáveis além e depois.
O medo de ser dispensável a alguém é o mesmo medo da morte, que também é real. O medo da morte é o ciúme da vida. É a vontade real, falsa, de sermos eternos, permanentes e imutáveis. O medo de perder nos leva a entender que as coisas sé valem a pena se foram eternas, permanentes, duráveis. Uma relação, só tem valor, nesse caso, se nós tivermos garantias de que sempre será assim como é. E como tudo é transitório, como tudo é imutável, como tudo é passível de transformação, o medo de perder nos leva a um estado continuo de sofrimento.
As conseqüências do ciúme são muito claras. Se eu tenho medo de que me abandonem, de me tornar dispensável, de que não me amem, eu gasto toda a minha vida, todas as minhas energias para provar que sou o melhor, em tudo e para todos. O ciúme nos conduz a um delírio de onipotência; os nossos atos, as nossas iniciativas, a nossa conversa, o nosso comportamento, as nossas considerações; tudo é para mostrar aos outros que já somos bons, fortes, capazes e perfeitos.
Aqui está a diferença básica, fundamental, entre o medo de perder e a vontade de ganhar. O medo de perder é assim: ganhamos. Ninguém vai nos tomar. Gastaremos todas as energias para defender o que nós já possuímos, para conservarmos o que já ganhamos.
As pessoas com vontade de ganhar estão sempre ativas, sempre optando, arriscando. O medo de perder é a vivencia do futuro. É a vivencia antecipada do futuro. É preocupação. A vontade de ganhar, por outro lado, é a vivencia do presente. É a vivencia da beleza do presente. Em tudo, a cada momento, existem riscos e existm oportunidades.
No medo da perda, a pessoa só vê os riscos. Na vontade de ganhar, a pessoa vê os riscos, mas, sobretudo, vê também as oportunidades. Cada momento da vida é um desafio para o crescimento.
A vontade de ganhar, a qual nos referimos, não significa ganhar de alguém, mas ganhar de si mesmo. Ser cada vez mais. Estar sempre disposto a dar um passo à frente. Estar sempre disposto a crescer um pouco mais. É importante termos, sempre, para nós, que hoje podemos crescer um pouco mais do que éramos ontem. Descobrir que ninguém chegou ao seu limite máximo. Que idade adulta não significa que chegamos ao máximo de nossa potencialidade. Não existe pessoa madura. Existe sim, a pessoa em amadurecimento.
Todo nosso sofrimento vem de uma paralização do crescimento pessoal; e cada um de nós sabe muito bem onde paralizou, onde a nossa energia está bloqueada, onde não está havendo expansão da nossa própria energia.
Ainda, não vimos até hoje, um relacionamento se deteriorar sem uma presença marcante do ciúme, do desejo de sermos donos da outra pessoa, de uma ânsia de mais poder e controle sobre os pensamentos, os sentimentos e as ações da pessoa de quem dizemos amar. Pior quando cobramos um afeto que não nos esforçamos por conquistar e exercemos posse.
Passamos a vida inteira tentando conseguir o que jamais conseguimos: segurança. A segurança não existe. Não existe nada. Ser seguro, não significa acabar com a insegurança, mas aceitá-la como inerente à natureza humana. Ninguém pode acabar com o risco do amor. Por isso, só é possível estarmos em estado de amor se sabemos estar em estado de risco.
Desperdiçamos o único momento que temos que é o agora, em função de um momento inexistente: o futuro. Parece que as pessoas só valem para nós no futuro. Nós não curtimos hoje um relacionamento com a mulher, com os filhos, com os amigos, sofrendo pela possibilidade de um dia não sermos mais queridos por eles. O filho, por exemplo, parece que só nos é importante amanhã, quando crescer, quando se formar, quando se casar, quando trabalhar, etc.
Até hoje, ainda não conhecemos um pai preocupado com o futuro dos filhos, que estivesse brincando com eles. Em geral, não tem tempo porque estão muito preocupados em assegurar-lhes um futuro brilhante.
O medo gera a incapacidade de vivermos hoje a gratuidade da vida. Hoje é o primeiro dia do resto de nossa vida, querendo ou não, hoje estamos começando, e viver, é considerar cada segundo de novo. A cada dia, o seu próprio cuidado. O medo daquilo que pode acontecer tira-me a alegria de estar aqui e agora. O medo da morte tira-me a vontade de viver. O medo de perder alguém tira-me a beleza de estar com ele, agora.
Aliás, quando temos medo de perder alguém é porque imaginamos que as pessoas são nossas. Ninguém pode perder o que não tem. E nós sabemos que ninguém é de ninguém. Cada pessoa é única e exclusivamente dela mesma. Esta é outra falsidade. Podemos perder um livro, um isqueiro, um baralho, uma bolsa, um emprego, porém jamais uma pessoa.
Um sinônimo do medo de perder é a obsessão do primeiro lugar. O que é obsessão do primeiro lugar? É colocarmos nos ombros a tarefa impossível de sermos sempre os primeiros em todos os lugares e em todas as circunstancias. Se for em casa, queremos ser o primeiro; no trabalho, queremos ser o primeiro; numa reunião, queremos ser o primeiro; no futebol, queremos ser o primeiro; num assunto específico, queremos ser o primeiro; em outro assunto qualquer, queremos ser o primeiro, sempre o primeiro.
O primeiro lugar é amar errante, deteriorante, inverdejante, pois quando alguém chegou ao cume da montanha só lhe resta um caminho: começar a descer. No segundo lugar, ainda temos para onde ir, para onde crescer. A postura do segundo lugar nos leva ao conhecimento. Ao crescimento verdadeiro e contínuo. Porque você não se decreta no segundo lugar, mesmo quando esteja ocupando socialmente, e eventualmente, o primeiro lugar. O segundo lugar não em relação ao outro, mas em relação a você mesmo. Ou seja: ainda teremos por onde crescer e melhorar.
Você sabe por que o mar é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso? É porque teve a humildade de se colocar alguns centímetros abaixo de todos os rios do mundo. Sabendo receber, tornou-se grande, poderoso. Se quisesse ser o primeiro, alguns centímetros acima dos rios, não seria o mar, mas uma ilha. Toda a sua água iria para os outros, e ele estaria isolado.
A perda faz parte, a queda faz parte, a morte faz parte. É impossível vivermos satisfatoriamente, se não aceitarmos a perda, a queda, o erro e a morte. Precisamos aprender a perder. A cair. A errar e a morrer. Não é possível ganhar sem saber perder. Não é possível anda sem saber cair. Não é possível acertar sem saber errar. Não é possível viver sem saber morrer. Em outras palavras: se temos medo de cair, andar será muito doloroso.
Se temos medo da morte, a vida é muito ruim. Se temos medo da perda, o ganho nos enche de preocupações. Esta é a figura do fracassado, dentro do sucesso. Pessoas que quanto mais ganham, quanto mais melhoram a vida, mais sofrem. Para pessoas que tem medo do fracasso, quanto mais sobem na escala social, mais desgraçada é a sua vida. Em compensação, se você aprende a perder, a cair, a errar ninguém o controla mais. Mas o máximo que pode acontecer a você é cair, é errar, é perder. E isto você já sabe.
Bem aventurados aqueles que já conseguem receber com a mesma naturalidade o ganho e a perda, o acerto e o erro. Pois tudo isso faz parte da aventura da vida, deixemos de mirar nossos olhos mentais no passado ou no futuro que não existem, e também deixemos de valorizar o lado negativo das coisas, ao invés disso nos motivamo-nos em extrair da existência o impulso para frente e para cima a cada momento, porque a vida é bela e leis imperecíveis nos protegem e aos tesouros criados pelo Universo.
Existe uma Ordem, uma Inteligência por traz de tudo.
A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.
Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade. Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando….
E termina tudo com um ótimo orgasmo!!! Não seria perfeito?
Ninguém tem uma vida livre de sofrimento e mágoa. Não é uma questão de aprender a viver com isso, em vez de tentar evitar?
A maior parte do sofrimento humano é desnecessária. Ele se forma sozinho, enquanto a mente superficial governa a nossa vida.
O sofrimento que sentimos neste exato momento é sempre alguma forma de não-aceitação, uma forma de resistência inconsciente ao que é.No nível do pensamento, a resistência é uma forma de julgamento. No nível emocional, ela é uma forma de negatividade. O sofrimento varia de intensidade de acordo com o posso grau de resistência ao momento atual, e isso, por sua vez, depende da intensidade com que nos identificamos com as nossas mentes. A mente procura sempre negar e escapar do Agora. Em outras palavras, quanto mais nos identificamos com as nossas mentes, mais sofremos. Ou ainda, quanto mais respeitamos e aceitamos o Agora, mais nos libertamos da dor, do sofrimento e da mente.
“Ame seu semelhante através de uma atividade espiritual. Veja o amor como a substância que existe em tudo, não importando a forma com que se apresente. Ao nos elevarmos acima da nossa humanidade para uma dimensão superior de vida, na qual compreendemos que nosso próximo é um ser puramente espiritual, governado por Deus, nem bom, nem mau, estaremos amando realmente”
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A Proposta Self-Connection – que sistematizei – é bem simples! Leva muito a sério a máxima cristão do “orar e vigiar”…
No exercitamento do “orar” sugiro que se adote alguma das consagradas técnicas de treinamento da atenção (passiva e ativa). Existem inúmeras Escolas do Saber (Zem-Budismo, Taoísmo, Cristianismo Místico etc.) que propõem práticas meditativas interessantes, que nos levam ao estado de esvaziamento do ego e contemplação amorosa. Utilize uma dessas técnicas para promover uma relação amorosa (por meio um contato silencioso) com o Criador (a Suprema Inteligência Amorosa) e Sua Criação (o Ser e a Sua Realidade). Isso nos dá a verdadeira dimensão daquilo que chamo de humildar-se perante o Incognoscível, proporcionando uma abertura para que a Vontade do Ser prevaleça sobre o ego – criador da Realidade Imaginária… Ao focar/concentrar o coração (que pode ouvir, sentir, perceber, vivenciar a “Presença”) no Metafísico (Algo que a mente não pode alcançar) “milagres” acontecem… Mergulhe e se regozije nessa dimensão! Não exige nenhum pomposo ritual… É simples, é natural, é maravilhoso…
Na prática do “vigiar” sugiro que se faça, primeiramente, um mapeamento dos traços da personalidade e das características egóicas herdadas. Pois são elas que drenam as energias que poderiam ser canalizadas / utilizadas para a conexão (Link Natural) com o Ser Natural e Seu mundo – a Realidade Natural… O exercício constante do “vigiar psicológico” (sem críticas ou julgamentos) possibilita a superação dos traços negativos da personalidade. Para tanto, você pode utilizar ferramentas eficientes de autoconhecimento como: o Eneagrama, a Constelação Familiar, a Biodanza etc…
Existe muito mais para se dizer… Em poucas palavras a Proposta Self-Connection busca a desmistificar e simplificar os antigos processos de desenvolvimento pessoal e realização.
por Marilena Rodriguez
Documentada no filme The Secret (O Segredo) a Lei da Atração nos orienta no sentido de criarmos abundância e prosperidade em todos os aspectos de nossas vidas.
Como tudo é energia e pensamento é energia, logo, tudo o que mais pensarmos acabaremos por atrair… O filme nos trás à consciência a simplicidade de encarar esta lei, imaginando-nos a nós mesmos como um imã, pois um imã atrai outro imã… Semelhantes atraem semelhantes…
Nosso propósito como seres humanos deveria ser, utilizar essa Lei magnética em pensamentos naquilo que desejamos e queremos, portanto, se atraímos devemos deixar isto muito claro em nossas mentes e com isto estaremos invocando uma das mais poderosas leis – criamos com nossos pensamentos!
A ciência contribui com uma série de coisas notáveis, uma das quais, aparelhos engenhosos e absolutamente formidáveis… O EGG-Eletro-Encefalograma, por exemplo, com que se pode ser medidas as freqüências (ondas sinuosoidais) de nossos pensamentos. Quando pensamos persistentemente, começamos a emitir determinadas freqüências, acabando por atrair aquilo que desejamos, o que nos remete a uma séria reflexão, quanto ao que pensarmos e desejarmos.
Tal Lei não se preocupa em saber se você quer ou não determinada coisa em que você pensa, ela simplesmente lhe devolve o que você está atraindo em sua emissão mental, responde aos seus pensamentos, portanto, pensar naquilo que não queremos para nós seria um erro básico para começar a entender: por que atraímos certas coisas em nossas vidas?
Quer você acredite nela ou não, a entenda ou não, essa Lei estará trabalhando o tempo todo. Ela sempre responderá a você quer insista em buscar coisas do passado, do presente ou do futuro. Devemos nos lembrar que como filhos do Criador, somos criadores também e, a criação começa na mente! Portanto, é necessário que a partir desse conhecimento, comecemos por trazer uma maior responsabilidade por nossos pensamentos, pois como já disse um grande mestre – a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória…
* Marilena Rodriguez é colaboradora do blog Link Natural
Terapeuta Holística com atuação nas seguintes áreas vibracionais: MTC – Medicina Tradicional Chinesa , Auriculotherapy, Docência em Terapia Floral, Kinesiology, BM-Balanceamento Muscular (teste muscular), Eneagrama, Radiestesia Clínica (Pêndulo), Reiki Máster, EFT-Técnica de Libertação Emocional, Gemoterapia (Elixires de Cristais). Atendimento em São Paulo e no Guarujá – Contato: E-mail: terapiaholista@gmail.com
Não precisamos da mais religiões, necessitamos de religação. Não precisamos de mais gurus, necessitamos de facilitadores – companheiros de caminhada que compartilhem as suas experiências, que nos presenteiam com as suas existências…
Somos a expressão do Criador – fonte original de toda a vida e existência… O “grande segredo” está em conectar-se ao Ser – nosso avatar interno – que vivifica nosso templo vivo de carne; que se assenta – paciente e amorosamente – no altar dos nossos corações.
Ao realizar a conexão com o Ser somos saciados de todas as dúvidas, pois daí surge o verdadeiro conhecimento; descobrimos quem realmente somos; participamos, ativa e conscientemente, dos processos do Criador; passamos a expressar – natural e espontaneamente – todo o infinito potencial do Ser que somos no eterno e sempre renovado Agora…
A Proposta Self-Connection exorta uma abertura para além dos paradigmas místicos e religiosos convencionais que engessam o pensar e o sentir e que, muitas vezes, impedem a manifestação espontânea do Ser.
O Ser é a expressão plena e espontânea do que somos, possível de ser vivenciado no eterno agora…
Meus caros amigos, abaixo segue um presente meu para todos vocês, espero que gostem, é uma música que Cartola fez à filha que estava saindo rumo a prostituição:
O MUNDO É UM MOINHO
Ainda é cedo Amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo queiras tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
E em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, Amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés
Cartola
Texto enviado por Aléx Alves Machado – São Paulo-SP
Aninhada na encosta de uma montanha, com suas ruas estreitas e pequenas lojas, a cidade mais parece uma simples base para os montanhistas a caminho dos picos nevados do que a residência de um líder religioso tão famoso e admirado.
Retiro espiritual No entanto, essa pequena cidade indiana é única. Seus moradores são uma mistura notável de negociantes locais, refugiados tibetanos, peregrinos piedosos, europeus cansados da civilização e americanos em busca de significado para suas vidas. Muitos vêm para cá procurar um retiro espiritual do mundo materialista ou – como um grupo de israelenses – um lugar agradável para fumar maconha sem ser incomodados.
Monges tibetanos com cabeças raspadas e túnicas vermelho-escuras conversam na pequena praça da cidade à tarde. Cartazes nas paredes pedem “Liberdade para o Tibete” e o boicote às Olimpíadas de Pequim em 2008 se a ocupação do Tibete continuar. Peregrinos do mundo inteiro esperam com ansiedade permissão para entrar na residência do Dalai Lama.
Nesta manhã de segunda-feira chegou uma grande delegação de budistas mongóis. Alguns cidadãos chineses da República Popular também estão aqui.
Eles não se deixaram enganar pela propaganda de Pequim, que denuncia o Dalai Lama como um “traidor” e “separatista” . “Ele é o guru do meu coração”, sussurra uma bonita estudante do sul da China, de rabo-de-cavalo.
O Dalai Lama atende seus conterrâneos antes de se dedicar aos visitantes estrangeiros. Cerca de 308 tibetanos, a maioria deles agricultores e pastores, esperam em silêncio por ele, o rei divino, no terreno em frente a um templo. Eles usam jornais para se proteger do sol forte da primavera enquanto crianças brincam entre eles.
Esperança para o Tibete Alguns atravessaram clandestinamente a fronteira do Tibete para o Nepal – coisa perigosa de se fazer, pois as patrulhas de fronteiras chinesas às vezes abrem fogo. Recentemente eles atingiram uma monja fugitiva em uma geleira. Outros visitantes têm visto oficial para o Nepal. Guias que conhecem bem o território os trouxeram através da fronteira para a Índia.
A maioria desses peregrinos volta para seu país depois de algumas semanas, mas muitos ficam para o resto da vida. Eles entram em um dos mosteiros tibetanos na Índia, ganham um lugar num lar para idosos ou freqüentam a escola em Dharamsala. Os refugiados incluem um número notável de crianças cujos pais ficaram para trás no Tibete.
Os soldados indianos se mantêm atentos. Um guarda-costas em roupas civis assume sua posição, armado com uma metralhadora que poderia ter vindo do arsenal da ex-potência colonial britânica. Às 10 da manhã em ponto, o Dalai Lama caminha entre a multidão. Ele não se senta numa grande cadeira que foi colocada para ele. Aos 71 anos, ele fica de pé, falando em um microfone cor de laranja por cerca de uma hora.
Seu discurso é mais político que religioso. “Vocês fazem parte da nossa luta. Vocês vão continuá-la. Vocês mantém o espírito e a cultura tibetanos vivos. Vocês são os mantenedores da fé e da identidade”, ele incentiva a platéia.
O Dalai Lama cita Mao Tse-tung e Deng Xiaoping. Ele insulta os chineses e ao mesmo tempo os elogia. A China sofreu “grandes mudanças” nos últimos anos e não deixará de se reformar, ele diz. É por isso que ainda há esperança de que o Tibete consiga se libertar do jugo chinês, ele continua.
O tempo está se esgotando O Dalai Lama faz essas aparições públicas somente uma ou duas vezes por mês.
O objetivo é dar a todos que vêm do Tibete a oportunidade de vê-lo. Ele parece alegre e descontraído – e não dá a impressão de um homem cujo tempo está se esgotando. Mas também sabe que as probabilidades de ele voltar a Lhasa estão diminuindo a cada dia que passa.
Não há progressos nas negociações com os chineses sobre o futuro do Tibete.
Os dois lados simplesmente “esclareceram suas posições” nos últimos três anos, o que significa que o Dalai Lama não busca mais a independência.
Agora, como ele disse à SPIEGEL em uma entrevista, Pequim indicou que quer continuar o diálogo, mas não definiu qualquer cronograma para isso. Pequim aposta que o tempo trabalhará a seu favor. Evidentemente os chineses querem esperar com paciência até que o Tibete perca o Dalai Lama – e o mundo perca um mestre que durante quase 50 anos atuou como o maior agente publicitário do Tibete, estabelecendo contatos estreitos com Washington, Bruxelas e Hollywood.
Os chineses calculam que quando o líder de 71 anos morrer o interesse do Ocidente pelo lugar místico que é o Tibete vai desaparecer, a procura por Xangrilá terminará e a pressão política sobre Pequim derreterá como as velas de manteiga nos altares dos mosteiros locais.
“Os chineses não confiam em nós. Eles não confiam em Sua Santidade”, queixa-se Thubten Samphel, o porta-voz do governo no exílio. Mas, ele diz, os tibetanos não podem fazer mais concessões do que já fizeram. “Temos nosso orgulho. Fomos até onde pudemos ir, mas esse é o limite.”
Pessoas como Samphel podem ver os efeitos que 50 anos de domínio chinês tiveram sobre seus conterrâneos. “Os jovens tibetanos que chegam aqui não falam tibetano entre si, falam chinês”, ele comenta com tristeza. “Eles querem conhecer uma mulher branca aqui em Dharamsala e então partir para os EUA ou a Europa.”
Outros estão se tornando cada vez mais impacientes. Kelsang Phuntsok, 45 anos, presidente do Congresso da Juventude Tibetana, é um desses ansiosos.
“Estamos muito preocupados com o que acontecerá ao Tibete depois da morte do Dalai Lama”, ele diz.
Sentado em seu escritório desorganizado, Phuntsok não esconde sua opinião de que “o caminho do meio” da autonomia pretendida pelo Dalai Lama é um enorme erro: “Estamos falando de independência, e não de autonomia. As pessoas têm independência em seus corações. Nós acreditamos nisso”.
“O conceito de violência não acabou para nós”, ele diz. “Matar chineses é a coisa mais fácil do mundo. Mas é inútil nesta fase.” Uma greve de fome na frente do edifício da ONU em Nova York faz maior pressão contra Pequim do que atentados, diz o jovem funcionário político.
O líder rebelde sul-americano Che Guevara é seu grande ídolo, ele confessa antes de se despedir. “Temos força para levar o movimento tibetano em outra direção”, ele diz.
Caminho para a democracia Em um futuro Tibete autônomo, o Dalai Lama quer um sistema político com “liberdade de expressão e o regime da lei”, ele insistiu na entrevista à SPIEGEL. Mas o espírito da democracia até agora não conseguiu florescer em Dharamsala – iniciativas para fundar partidos políticos no exílio ainda não deram resultados.
“O sistema democrático foi adotado por Sua Santidade”, diz timidamente o primeiro-ministro Samdhong Rinpoche. O que ele quer dizer é que o sistema democrático não é produto da pressão popular “de baixo”, nem a expressão de um desejo genuíno de participação política. É simplesmente um sistema que atrai o Dalai Lama. “As pessoas têm dificuldade para imaginar uma liderança política que não seja também religiosa”, diz Samdhong.
Ele e os outros lamas e ministros estão constantemente imaginando o futuro do budismo tibetano. O que aconteceria se o Dalai Lama anunciasse no fim de sua vida que não haverá uma 15ª reencarnação no exílio? “Estamos considerando um modelo parecido com o do Vaticano”, diz o líder do governo.
O simpático monge Thupten Ngodup é uma pessoa que poderia exercer considerável influência sobre a questão do sucessor do Dalai Lama. Suas feições são surpreendentemente suaves para um homem de 49 anos, e ele tem uma risada franca. Mora no mosteiro de Nechung em quartos com vista para o profundo vale lá embaix
o.
Ngodup gosta de flores e cachorros, e provavelmente tem o emprego mais misterioso do mundo: ele é o oráculo oficial do Tibete, cuja função é prever o futuro do Dalai Lama. Seu antecessor pediu que o rei divino, que na época tinha 24 anos, fugisse do Tibete durante a insurreição.
O Dalai Lama – que gosta de se cercar de cientistas, filósofos e pensadores internacionais – tem uma crença inabalável nas forças sobrenaturais misteriosas. O mesmo parece valer para a jovem chinesa de rabo-de-cavalo, a última peregrina que ele recebe nessa manhã. “Você tem de viver para sempre!”, ela diz em inglês. “Prometa!”
Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.
Não perder tempo juntando, juntando, juntando.
Junte apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: Hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz.
Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.
Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
Estamos obcecados pela mente – nossa educação e nossa civilização têm uma fixação pela mente porque ela foi responsável por todos os avanços tecnológicos, e para nós isso resume tudo.
O que o coração pode nos dar? Com certeza, nada high-tech, industrial ou capaz de gerar dinheiro. Mas pode nos proporcionar alegria, celebração e também uma enorme sensibilidade para a beleza, a música e a poesia. Além disso, é capaz de guiá-lo no mundo do amor e da oração, mas essas coisas não são commodities.
Você não pode aumentar sua conta bancária usando apenas o coração nem lutar em grandes guerras, assim como não pode produzir bombas atômicas nem destruir as pessoas pelo coração. O coração sabe criar, enquanto a mente é destrutiva – infelizmente nossa educação ficou presa à mente.
OSHO
Texto enviado através do Orkut – perfil de Maria Oliveira
”Cuida deste dia, pois é vida, a própria vida da vida…
Em seu breve curso residem todas as verdades e a realidade da tua existência, a benção do crescimento, a glória da ação, o esplendor da beleza, pois ontem é apenas um sonho e o amanhã, apenas uma visão…
Hoje – bem vivido – torna cada ontem um sonho de felicidade e cada amanhã uma visão de esperança…
Cuida bem, pois, deste dia. Esta é a saudação da aurora.”
Só existe o Agora!
(Este texto tem 7000 anos, foi encontrado num registro Veda, escrito em Sânscrito)
Hoje, a religião é considerada a causa de todo conflito, toda violência e toda amargura no mundo. Mas a religião não é a causa verdadeira. As mentes egoístas são responsáveis por todos os conflitos.
Se deseja assegurar a paz genuína no mundo, você não deveria ter antipatia por qualquer religião. As qualidades básicas necessárias a cada ser humano são amor, consideração mútua, equanimidade e paciência.
Você deve considerar os bons sentimentos como mais importantes que as crenças religiosas. Os fundadores das religiões experimentaram essas verdades e as propagaram como ideais para a humanidade. Você deve viver sinceramente esses ensinamentos.
A simples leitura da Bíblia, a recitação do Alcorão, a repetição dos versos da Bhagavad Gita ou o canto do Guru Granth Sahib não concederão qualquer mérito. Os ensinamentos básicos em cada um desses textos precisam ser colocados em prática na vida diária.
Pessoas serenas sempre parecem ser sábias. Internamente elas responderam as três perguntas existenciais:
(1) Quem sou eu?
(2) Para onde estou indo?
(3) Como eu chegarei lá?
A maior parte de nossas vidas tentamos resolver a primeira questão. Porém, até que a gente consiga isso, gastamos muito tempo em conflito interno, com outros ou com o mundo ao nosso redor.
Quando descobrimos quem realmente somos, então não é preciso ir a lugar algum, não há nenhuma busca e a alma se torna absorta ao experimentar suas qualidades verdadeiras e ao compartilhá-las com os outros. Isto é serenidade.
Permita-me uma pequena reflexão sobre o Amor, mais professado em palavras do que propagado com ações:
Descobri que a forma mais legítima de expressar o Amor que sinto pelo meu semelhante é através da ação inegoísta… Devo ir ao encontro do outro sem expectativas, sem julgamentos ou críticas, desinteressadamente.
Quando sou governado pelo coração, morada do Ser – Inteligência viva que pulsa no eterno Agora -, posso confiar. Pois emito vibrações que extraem o que existe de melhor nas pessoas.
“Cada dia é o dia do julgamento, e nós, com nossos atos e nossas palavras, com nosso silêncio e nossa voz, vamos escrevendo continuamente o livro da vida. A luz veio ao mundo e cada um de nós deve decidir se quer caminhar na luz do altruísmo construtivo ou nas trevas do egoísmo. Portanto, a mais urgente pergunta a ser feita nesta vida é: O que fiz hoje pelos outros?”
Martin Luther King
Texto Enviado por Mônica Camargo – São José dos Campos-SP
Tem esse nome, porque propõe um trabalho interior que congregue o mental (do ioga), o corpo (do faquir) e o emocional (do monge), de forma a harmonizar os três, num ser que seria o chamado “Homem n° quatro”.
Para muitos seguidores, evolução é evolução da consciência. E o trabalho sobre a atenção, considerada como uma semente da consciência, tem uma ênfase enorme no Quarto Caminho.
Uma das premissas é que o homem usualmente é um ser mecânico, pois que é composto de muitos “eus”. Somente a observação de si ao longo do tempo e de um trabalho assistido pode conduzir ao reconhecimento dessa condição e ainda a um trabalho consistente para mudá-la.
Essa questão dos diversos “eus” é exposta na “Parábola da carruagem”. O amo (ou passageiro) já tem uma “consciência de si” e a partir desse estado harmonizado, conquistado a duras penas, pode desenvolver corpos mais sutis (que têm um pouco a ver com os sete corpos expostos pela Teosofia, conquanto com algumas divergências – v. “Em busca do milagroso”, de P. D. Ouspensky).
Diversos métodos são utilizados no trabalho prático, um deles sendo o dos “movimentos”, que, como o nome indica, são movimentos feitos sob coordenação de um instrutor, visando um “abrir mão” do controle do mental, de forma que uma atenção mais sutil, harmonizando os três centros, possa “comandar” a execução dos movimentos, sem que um deles isolado (corpo, mental, emocional) interfira. Existem movimentos especiais, elaborados pelo sr. Gurdjieff (que já mencionei anteriormente: seus seguidores se acostumaram a chamá-lo e a se referir a ele assim), que visam desenvolver energias mais sutis, que podem então se consubstanciar durante uma prática. Dá pra se ter uma noção disso no filme “Encontros com homens notáveis”, levado ao cinema com muita qualidade e expressividade por Peter Brook.
Há também a prática da meditação, que busca um “domínio” (maîtrise) sobre o fluxo constante do mental (inferior), de forma que um silêncio (cada vez mais profundo e tranqüilo) possa colocar o praticante em contato direto com seu ser (depois mestre) interior . O trabalho se desenvolve não só em grupos de estudos e práticas em conjunto, mas também na vida do dia-a-dia, quando o participante deve “observar a si mesmo” e “controlar a manifestação de suas emoções negativas”. Controle e domínio, nestes casos, têm mais a ver com o sentido que os orientais vêem nessas palavras, cujo significado na prática não implica algo negativo.
Há ainda trabalhos especiais em grupo, quando as personalidades dos alunos são colocadas em confronto direto, de forma que cada um possa observar a si mesmo em condições de convivência especial e quando muitas vezes o abuso (no sentido do cansaço) do corpo físico pode liberar energias sutis.
O sr. Gurdjieff costumava dizer (segundo se comenta a respeito) que o trabalho interior pode levar a um nível mais sutil numa só vida, mas não li nada a respeito que confirmasse essa “lenda”. Ele insistia bastante na noção do “aqui-agora”, de forma que as questões de reencarnações, karma e livre-arbítrio não eram muito enfatizadas.
Comparando – ou confrontando, no bom sentido, — seus ensinamentos com outros que segui ao longo dos anos, considero que a “‘personalidade” se forma ao longo de muitas vidas, sendo um tanto quanto complicado o seguidor entrar em contato com ela. O sr. Gurdjieff colocava seus alunos em contato com seu “traço principal”, que seria o “nó” da “personalidade” que cada um de nós tem. Mas seus ensinamentos em si transmitiam mais a dicotomia de essência e personalidade, no caso sendo esta a formada numa única vida. Para a Teosofia, segundo Alice Bailey, teria a ver com o “espelhismo”.
Embora o sr. Gurdjieff tenha tido problemas com um de seus alunos (que se desligou dele G.), P.D. Ouspensky, foi este quem escreveu o livro que se considera a “Bíblia” do Quarto Caminho = “Fragmentos de um ensinamento desconhecido” ou “Em busca do milagroso”. Quando eu fazia parte de um grupo, aqui em São Paulo, estudávamos repetidamente esse livro, que de fato contém a maior parte dos ensinamentos. Entretanto, o próprio sr. Gurdjieff escreveu alguns livros, com conteúdo “mais esotérico”, dos quais um é muito cifrado, chamado “Tales of Belzebub to his grandson“.
Uma parte central dos ensinamentos, contida no livro citado do P. D. Ouspensky, diz que o homem se alimenta praticamente através de : respiração, alimento físico e impressões. As impressões implicam as emoções e, quando o praticante já atingiu um determinado nível mais sutil, ele passa a trabalhar no que se chama o “segundo choque consciente”, que tem a ver com uma transmutação profunda das emoções, a qual leva a uma alimentação dos níveis mais sutis do ser. O ser totalmente desenvolvido é o “homem número sete”, que atinge a imortalidade verdadeira (eterna).
A aquisição do “corpo astral”, que tem a ver com o nível de mesmo nome dado pela Teosofia, possibilita “apenas” uma imortalidade relativa, que eu prefiro chamar de “sobrevivência no mundo astral”, que tem muito a ver com o que os espíritas pregam (talvez mais no Brasil, já que o ensinamento original de “Alan Kardec” provavelmente propunha níveis mais sutis, à maneira da própria Teosofia).
A “verdadeira imortalidade” parece adquirir interpretações diversas nas várias Escolas, mas uma coisa realmente sobressai = o preço a se pagar por ela é muito, muito alto. No Quarto Caminho se considera que o “Homem n° sete” (que corresponde ao topo da escala humana) atinge tal imortalidade.
Dizem que a humanidade esta sofrendo um crescente “choque de civilizações” entre o Islã e o Ocidente. Mas o choque não é cultural e sim político e juntos podemos impedir que ele aconteça.
Mas por onde começamos? O maior símbolo desse choque é o conflito Israelense-Palestino e ele já está durando tempo demais: é hora de tomar uma iniciativa.
Assista nosso vídeo e assine a petição. Quando lideres internacionais se reunirem no fim de março, nossa mensagem será entregue de uma forma que eles não esquecerão…
No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pau duro, mas eles não se lembrarão para que servem.
Gostaria de saber o que o senhor realmente quer dizer com a eliminação do pensamento…
Falei com um amigo sobre isso e ele me disse que é uma tolice oriental. Para ele, o pensamento é a mais elevada forma de inteligência e ação – e é indispensável. Foi o pensamento que criou a civilização, e todos os relacionamentos são baseados nele. Todos aceitamos isso…
Quando não pensamos, nós dormimos, temos uma vida vegetativa ou sonhamos acordados; ficamos vazios, lerdos e improdutivos, ao passo que, quando acordados estamos pensando, fazendo, vivendo, brigando: são esses os dois estados que conhecemos. O senhor diz: é preciso estar além de ambos – além, do pensamento e da inatividade vazia. O que quer dizer com isso?
Krishnamurti:
É muito simples, o pensamento é a resposta da memória, do passado. Quando o pensamento age, é esse passado que está agindo como memória, como experiência, como conhecimento, como oportunidade. Quando o pensamento está funcionando, ele é o passado, portanto não há vida nova; é o passado vivendo no presente, modificando ele mesmo e o presente.
Portanto, dessa maneira nada há de novo na vida, e para encontrar algo novo, o passado deve estar ausente, a mente não deve estar abarrotada de pensamentos, medo, prazer e tudo o mais. Somente quando a mente está em ordem, o novo pode surgir e, por essa razão, é que o pensamento deve ficar imóvel, operando apenas quando houver necessidade – de forma objetiva, eficiente.
Toda continuidade é pensamento; quando há continuidade, nada há de novo. Percebe como isso é importante? É de fato uma questão da própria vida. Ou você vive no passado, ou vive de uma forma totalmente diferente: esta é a questão.
(A Urgência da Transformação – livro de Alain Naudé,
editado em 1970)
Texto enviado por Marcelo Marcolino – São Paulo-SP
“Viramos turcos para permitir-nos o que o céu não consente aos otomanos?”. Estas são as exatas palavras de Otelo, o nobre mouro árabe a serviço da República de Veneza, no segundo ato da obra homônima de William Shakespeare. À época de Shakespeare, mais especificamente quando a peça Otelo foi ensaiada pela primeira vez, em 1604, o Império Turco invadira os paises árabes, desde o Egito, controlando o mar Mediterrâneo em boa parte da Europa Ocidental, e foi até a Hungria. A invasão turca representava, por um lado, uma ameaça para os europeus, e por outro, a consolidação de uma má fama para os turcos. Sob o Império Turco, milhares de pessoas foram massacradas, e outras milhares foram exiladas para longe de sua terra.
A ironia é que, no nosso tempo, os inimigos de ontem podem ser os aliados de amanhã. A Turquia, monstro que ameaçava seus vizinhos, acaba sendo a ponte que liga a Europa ao Oriente Mulçumano. Apesar da história sangrenta da morte de milhares de armênios – em um dos massacres mais violentos da história mundial -, a invasão do mundo árabe e a ameaça à Europa, a Turquia é hoje um país democrático que quer fazer parte da União Européia. E por que não, já que a capital da Turquia localiza-se no lado Europeu da Turquia, e não no lado asiático?
Os dois países árabes que têm fronteiras com a Turquia são Iraque e Síria. Até hoje podemos observar várias palavras da língua turca no dialeto iraquiano. O efeito não pára por aí. As relações econômicas e políticas entre a Turquia e os países árabes também mudaram. Da mesma forma que se aproxima dos países europeus, na posição de país amigo e possível aliado, não perde seu papel de liderança na região. Mesmo assim, a longa invasão turca ao mundo árabe criou certa sensibilidade entre os árabes e os turcos, que pode ser observada até hoje, registrada na memória do mundo árabe em geral.
Longe da Turquia, no continente americano, está o Brasil, um país que abarca uma variedade étnica imensa. Cosmopolita, apresenta mistura de raças de vários países. Tanta diversidade cria muitas vezes dificuldades no entendimento das diferenças culturais e históricas, gerando um senso popular sobre as raças e suas origens. No caso dos árabes, muitas vezes ficaram surpresos pelo fato de serem chamados de turcos!
O apelido não agrada aos árabes, mas justifica-se, pois na época do principal fluxo de imigração árabe para o Brasil, estes chegaram com passaportes do Império Otomano, que ocupava seus países naquele momento. Também por causa da música e da comida, muitas vezes semelhantes nos vários países árabes e na Turquia, a confusão cultural se espalhou. Desde então, árabes têm sido chamados de turcos e sentem-se ofendidos, pois muitos brasileiros não compreendem a diferença.
A questão que se apresenta é: será que o nosso mundo globalizado de hoje vai nos aproximar uns aos outros, criando uma harmonia maior entre os países do mundo e seus povos, ou o antigo lobo cobiçoso só mudará sua aparência, mas não seu comportamento, guardando escondidos seus dentes afiados? Não sabemos, mas o futuro nos dirá. Há esperança de que os povos comecem a aprender a respeitar os outros e a conviver com mais harmonia e sem preconceitos. Assim, o passado não será mais amargo, e todos nós seremos chamados de turcos, árabes ou brasileiros com prazer!
Correio do Icarabe – Ano 3 – Edição nº 89 Instituto de Cultura Árabe – www.icarabe.org
Khalid Tailche, graduado em literatura no Iraque, nasceu em Mosul, Iraque, e vive há 19 anos no Brasil
Passamos uma vida presos, qual pássaros em suas gaiolas Medo de amar, de olhar a vida de frente… E naquele pequeno espaço, cantamos nossas dores e sonhos.
Muitas vezes, as portas de nossas gaiolas se abrem… Mas permanecemos ali, acostumados, encolhidos às nossas vontades e sonhos. Não tenham dúvidas … na primeira oportunidade devem alçar o vôo das águias, calmos, confiantes, determinados.
Amem sem medo, brinquem um pouco com a vida. Não tenham medo dos rochedos e sobre eles estendam as suas asas corajosas de águias. Soltem-se ao vento, e deixem-no levá-los ao sonho.
Como a águia, tentem enxergar as pequeninas coisas à sua volta e saibam apreciá-las, dando um sentido novo às suas vidas. Não sejam passarinhos de gaiola, mas,… águias do céu.
A cada dia existe uma renovação constante, e nunca um será como o outro … Não há dores eternas, lágrimas eternas, perdas eternas. Há sorrisos esperando-lhes, dias de sol, o abraço de amigos, dos filhos e tantos sonhos lindos. Um amor lhes esperam para com vocês, voar, voar… Porque a vida é um recomeçar diário de um vôo. E gaiolas não foram feitas para os pássaros.. E tampouco para as ÁGUIAS.
“A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delícia da companhia… É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você.”
Pode parecer estranho, quando afirmo que não sou favorável às religiões e, mesmo assim, me encontram contatando, ou mesmo visitando alguns centros religiosos (cristãos, budistas, hinduístas, taoístas, afros etc.etc.). Acontece que sou apaixonado pela religiosidade que, em muitas dessas instituições, ainda se encontra viva.
A religiosidade, para mim, é o afeto espontâneo que se expressa nos rituais ao Criador e seus representantes conscientes – os Mestres (Jesus Cristo, Buda, Khrishna, Lao Tse, Confúcio, Chico Xavier, Yogananda, Ramakrishna, Massaharu Taniguchi etc.etc.). Sou infinitamente grato por todo o conhecimento e amor que esses Seres nos devotaram. Sou grato ao Criador pela minha existência e subsistência. E que a minha vida – essa singularidade – possa ser uma manifestação consciente da Sua Vontade.
Não sou contra a religiosidade encontrada nas instituições de cunho espiritual, não dogmáticas. Aquelas que cumprem o papel de facilitadoras da nossa religação com o Ser Natural – o Ser que habita neste templo vivo de carne; o Ser que se assenta no altar dos nossos corações.
Oponho-me frontalmente as religiões ou escolas – as de praticam a idolatria ou as mentalistas – que buscam compensações pessoais (nos céus e na terra), alimentando o ego. Aquelas que manipulam as mentes e corações dos homens com fim meramente político-econômico; ou aquelas que servem para ostentar, dissimuladamente, vaidades pessoais; ou aquelas que induzam as pessoas a comportamentos extravagantes (principalmente no campo da sexualidade), a sentimentos sectários, a pensamentos apocalípticos etc.
Para aqueles que iniciam na senda do reencontro consigo mesmo (o Ser em nós) e mesmo aos que se descobrem influenciados por falsos gurus e/ou grupos sectáristas, sempre é tempo de refletir, de buscar outras opções, de “respirar novos ares”.
Já faz algum tempo, um bom tempo que ouço relatos sobre o surgimento de uma nova era, de uma nova terra, de uma nova humanidade… Também ouso falar de crianças especiais (de índigo e de cristal) e de seres de fraternidades ocultas, de planetas invisíveis. Dizem que todos esses seres especiais estão aqui para nos ajudar…
Muitas pessoas estão se preparando para este futuro grandioso, para um novo ciclo… Centenas de livros e tratados já estão disponíveis com mensagens muito convincentes.
Também, existem aqueles que fazem alertas aterrorizantes – relatos do fim do mundo. Outros anunciam catástrofes, algumas delas com datas vencidas…
Não podemos deixar de citar aqueles que afirmam que uma nova era virá para um seleto e restrito grupo de escolhidos – provavelmente os mesmos que difundem este tipo de mensagem.
É muito comum encontrar essa gente estocando suprimento e se refugiando nas montanhas, precavendo-se dessas anunciadas catástrofes… Outros tantos, mais otimistas, acreditam que isso tudo pode ser evitado se as pessoas se abrirem para uns tais portais dimensionais, com freqüências extra-sensoriais, que fulminam a terra a partir de planos que não podemos acessar, tamanha a nossa ignorância.
Não estou aqui para desmentir, nem desmerecer todas essas previsões, crenças e nem tão pouco desmerecer as pessoas (em sua maioria de ótima índole) que criam e promovem essas linhas místico-ufológicas… Quero, apenas, dar a minha humilde contribuição, pedindo alguns instantes desse precioso tempo, para que façamos uma reflexão.
Creio que todas essas vertentes, mesmo aquelas que falam do “bem que está por vir”, tem como fundamento o medo psicológico. Vejam o que diz Eckhart Tolle:
“Esse tipo de medo psicológico é sempre de alguma coisa que poderá acontecer, não de alguma coisa que está acontecendo neste momento. Você está aqui e agora, ao passo que a sua mente está no futuro. Essa situação cria um espaço de angústia. E, caso estejamos identificados com as nossas mentes e tenhamos perdido o contato com o poder e a simplicidade do Agora, essa angústia será nossa companhia constante. Podemos sempre lidar com uma situação no momento em que ela se apresenta, mas não podemos lidar com algo que é apenas uma projeção mental. Não podemos lidar com o futuro…” (“Praticando o Poder do Agora” – Ed. Sextante)
Nossa mente é ardilosa. Ela cria “túneis de realidade” (realidade imaginária), associa conceitos (dados gravados no “hardware” mental) e projeta acontecimentos, tudo para minimizar os efeitos do seu medo.
Ao assentarmos a atenção no ser que “reside” no altar dos nossos corações – o ser que somos e que só pode ser contatado no eterno agora -, todo e qualquer medo mental deixa de ter importância. O medo do porvir é a forma mais clara de perda de energia. Energia que se gasta em previsões e ações de auto-preservação.
Ao nos reencontrarmos conosco mesmo, tiramos o foco do medo gerado pelo ego, passado a dirigir as nossas energias para as questões do presente – buscando soluções e colaborando nos inúmeros movimentos humanitários que promovem a cultura da paz, a conservação do meio ambiente, os direitos humanos etc. Muitos desses movimentos ficariam muito felizes em contar com a participação, a força – a energia – de mais e mais pessoas de bem, que descobriram que o futuro depende mais do fazer (agora) do que do saber (previsões).
Estar espontaneamente no ser natural, este é o fundamento básico da Proposta Self-connection
Para tanto, temos que realizar práticas muito simples, que propiciam a ampliação da percepção da vida, de forma reverente e amorosa, em todos os planos da existência.
“Descansar” a atenção no agora – sem ansiedade, com tranqüilidade. Constatar a vida que pulsa em nós mesmos, em nosso semelhante e na natureza. Assim sendo, a Realidade do Ser, que jaz no eterno agora, reaparece detrás das nuvens do ego (aquele que gera a Realidade Imaginária – que é a “existência” na separatividade; aquele que gera a inconsciência, a desintegração, a morte definitiva, ou seja, o fim da possibilidade de unificação consciente com o Criador.
Com o tempo, percebemos que nada temos por fazer além de observar e fluir na dinâmica do Criador, resgatando – de forma espontânea, natural e amorosa – aquilo que já somos. Por isso, entendemos que o Criador e sua Criação são nossos verdadeiros mestres.
É através do toque (próprio e alheio; tátil e energético), da respiração natural, dos movimentos espontâneos (algumas vezes acompanhados pela música, gerando a dança) e da contemplação interna (contato consigo mesmo) e externa (contato com a natureza) é que nos abrimos, prazerosamente, ao Ser…
À reunião dessas práticas denomino Proposta Self-Connection – um trabalho fundamentado no conhecimento objetivo de todos os tempos. Um trabalho que está, principalmente, alicerçado em atitudes que propiciam o resgate do belo, da alegria e do prazer de existir no agora, no natural!
Tudo isso muitos de vocês já conhecem. A Proposta Self-connection nada mais é do que a integração (e sistematização) das consagradas práticas e vivências que levam ao despertar. Lançamos mão de tudo o que for útil e necessário para o que homem faça a sua conexão consciente com o ser (quem realmente somos no agora), com a realidade natural (onde realmente existimos no agora), com o Criador (aquele que nos cria e recria, com amor e perfeição, no eterno agora), enfim, com a vida una e indivisa, a vida que só pode existir no eterno agora!
Certamente, depois desse relato, muitas pessoas que me acompanham passarão a compreender porque estudo e participo (e já participei) de inúmeras atividades e grupos de estudos… Meu objetivo é investigar, pesquisar, para depois integrar, sem mistificar… Busco, superando as minhas limitações, colaborar com todos aqueles que anelam pela conexão, facilitando o acesso às ferramentas que propiciem a Conexão com o Ser.
Antes de tudo, para conseguir um total descanso. Nem sempre uma noite de sono proporciona um descanso real. Com os músculos da face tensos, torcendo-se e remexendo-se, enquanto sonha, a pessoa não pode descansar de verdade. O simples deitar-se não oferece descanso, pelo menos enquanto a pessoa está muito inquieta e põe-se a remexer de um lado para o outro. Deitar-se de costas com braços e pernas estirados, a cabeça sem se apoiar sobre nenhuma espécie de travesseiro – esta sim, é uma posição boa para descansar, praticar respiração e relaxar os músculos; mas desta forma é também fácil pegar no sono. Deitado, você não poderá meditar por tanto tempo quanto se estiver sentado. É possível entretanto obter total descanso numa posição sentada e por conseguinte atingir maior profundidade na meditação assim dissolver preocupações e problemas que bloqueiam sua mente.
É possível sentar na posição de lótus completo, o pé esquerdo apoiado sobre a coxa direita e o pé direito apoiado sobre a coxa esquerda. Outros podem sentar em meio lótus, o pé esquerdo apoiado sobre a coxa direita ou o pé direito sobre a coxa esquerda. Há pessoas que não conseguem sentar em nenhuma dessas posições e por isso podem sentar à maneira japonesa, ou seja, com os joelhos dobrados e o tronco apoiado sobre ambas as pernas. Pondo alguma espécie de acolchoado sob os pés, a pessoa pode facilmente permanecer nessa posição por hora ou hora e meia.
Mas na verdade qualquer pessoa pode aprender a sentar em meio lótus, ainda que no início possa causar alguma dor. Gradualmente, após algumas semanas de treino, a posição se tornará confortável. No início, enquanto a dor ainda causar muito desconforto, a pessoa, deve alterar a posição das pernas ou a posição de sentar. Para as posturas de lótus completo e meio lótus convém sentar-se sobre uma almofada, de forma a que os dois joelhos se apóiem contra o chão. Os três pontos de apoio dessa posição proporcionam uma grande estabilidade.
Mantenha as costas eretas. Isso é muito importante. O pescoço e a cabeça devem ficar em alinhamento com a coluna. A postura deve ser reta mas não rígida. Mantenha os olhos semi-abertos, focalizados a uns dois metros à sua frente. Mantenha leve sorriso. Agora comece a seguir sua respiração e a relaxar todos os músculos. Concentre-se em manter sua coluna ereta e em seguir sua respiração. Solte-se quanto a tudo mais. Abandone-se inteiramente. Se quiser relaxar os músculos de seu rosto, contraídos pelas preocupações, medo e tristeza, deixe um leve sorriso aflorar em sua face. Quando o leve sorriso surge, todos os músculos faciais começam a relaxar. Quanto mais tempo o leve sorriso for mantido, melhor. É o mesmo sorriso que você vê na face de Buda, Quang.
À altura do ventre, pose sua mão esquerda com a palma voltada para cima sobre a palma da mão direita. Solte todos os músculos dos dedos, braços e pernas. Solte-se todo como as plantas aquáticas que flutuam na corrente, enquanto sob a superfície das águas o leito do rio permanece imóvel. Não se prenda a nada a não ser à respiração e ao leve sorriso.
Para os principiantes, convém não ficar sentado além de vinte ou trinta minutos. Durante esse tempo você tem que ser capaz de obter descanso total. A técnica para tal obtenção reside em duas coisas: observar e soltar, observar a respiração e soltar tudo mais. Solte cada músculo de seu corpo. Após uns quinze minutos, uma serenidade profunda poderá ser alcançada, enchendo-o interiormente de paz e contentamento. Mantenha-se nessa quietude.
Numa mansão, um dos filhos do rico e arrogante proprietário, resolveu questionar ao humilde e sempre alegre jardineiro. O astuto e observador rapaz perguntou:
_ Meu senhor, como consegue ficar contente e tranqüilo diante das injustiças que lhe fazem?
_ Como faço para, assim como o senhor, não me aborrecer?
_ Pois fico incomodado com algumas pessoas que falam demais… Outras são ignorantes… Algumas são indiferentes… E ainda, sinto ódio das que são mentirosas. E sofro com as que caluniam…
_ Então viva como as flores! Advertiu o jardineiro.
_ Como é viver como as flores? Perguntou o rapaz.
_ Repare nas flores…
Continuou o jardineiro, apontando os lírios que cresciam no jardim.
_ Elas nascem no esterco e, entretanto, são puras e perfumadas…
_ Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas…
_ É justo ficar atento às próprias falhas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem…
_ Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
_ Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora…
Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher; ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo…
Um homem passeia tranqüilamente por um parque em Nova York quando de repente vê um pitt bull raivoso a ponto de atacar a uma aterrorizada menininha de 7 anos.Os curiosos olham de longe, mas – mortos de medo – não fazem nada.
O homem não titubeia e se lança sobre o cachorro, toma-lhe a garganta e o mata. Um policial que viu o ocorrido se aproxima, maravilhado, dizendo-lhe:
-O senhor é um herói. Amanhã todos poderão ler na primeira páginados jornais:
“Valente nova-iorquino salva a vida de uma menininha.”
O homem responde: -Obrigado, mas eu não sou de Nova York.
-Bom, diz o policial, então dirão:
“Valente americano salva a vida de uma menininha.”
-Mas é que eu não sou americano – insiste o homem.
-Bom isso é o de menos. De onde é o senhor?
-Sou árabe – responde o valente.
No dia seguinte os jornais publicam:
“Terrorista árabe massacra de maneira selvagem um cachorro americano de pura raça, em plena luz do dia e em frente de uma menininha de 7 anos que chorava aterrorizada.”
Muito se tem falado da “Lei da Atração”, mais conhecida como “Lei de Causa e Efeito” ou “Lei do Karma”. Em poucas palavras, o segredo está em permanecer atento aos pensamentos, evitando emitir ondas mentais negativas, procurando manter o foco da sua atenção em pensamentos positivos. Assim sendo, dizem os especialistas no assunto, podemos traçar o nosso próprio destino, atraindo todo tipo de sorte que formos capazes de manter firmemente em nosso campo vibracional mental (saúde, riqueza, amor, poder, felicidade etc.). O Universo responderá “positivamente”, após algum tempo de dedicação, aos nossos esforços.
Como praticista metafísico, me preocupo em ver as pessoas projetando coisas para si mesmas – sejam elas boas ou ruins. É obvio que todos devem aprender como funciona o “poderoso” instrumento mental. Também, não existe nenhum mal em desejar a plena felicidade! Apenas, dentro de um enfoque mais profundo, não devemos nos comportar como aqueles que ao se depararem com as infinitas riquezas do Ser Natural (o Cristo em nós), acabam preferindo os “pães e os peixes” (coisas que alimentam ao ego). Se estivermos miais presentes, mais conscientes, nos tornaremos tão felizes, ricos e livres como os “pássaros e os lírios do campo” de que Jesus falava. Se aceitarmos que “o Senhor é o nosso Pastor, nada nos faltará”. Se, primeiro, buscarmos o ajustamento ao Reino de Deus tudo nos será dado em acréscimo.
Nas Escolas Metafísicas, também, se estudam as Leis Universais (muito bem expostas por Hemes – as Sete Leis Heméticas), mas com um objetivo muito maior. Os metafísicos desejam, como disse Jesus, buscar o “ajustamento ao Reino” (a Realidade Natural). Aprendem com a natureza que a felicidade não está no “pensar”, mas no “não pensar”. Os mentalistas (aqueles exercitam o pensamento positivo) passam a vida buscando acumular mais e mais riquezas desse mundo transitório (mais bens, mais amores, mais poder etc.). Os metafísicos exercitam o silenciar da mente, abrindo espaço para manifestação do Ser Natural – “Filho de Deus” pleno e plenificado.
A “Lei de Causa e Efeito” (apenas uma das Leis Herméticas) pode e deve ser conhecida e melhor compreendida por todos. Na metafísica buscamos a sintonia com a “Grande Causa” – o Princípio Natural (Pai ou Criador). Esvaziamos-nos dos apegos e apelos da mente egóica e permitimos que seja feita a “Vontade do Ser”. Devemos, sim, estar vigilantes às armadilhas da mente dualista (dominada pelo Ser Imaginário – o ego). Devemos “orar sem cessar” (buscar a sintonia com o Ser) e “vigiar sempre” (cuidar para que não haja nenhum tipo de identificação com os pensamentos – sejam eles negativos ou positivos).
Dizem os Conectados (aqueles que fizeram o Link Natural com o Ser) que “antes mesmos que peçamos o Pai já nos atendeu”. Acontece que o ego não reconhece esse “Pai Amoroso” (o Princípio Natural) que nos reserva, antes mesmo de virmos para este mundo, um destino com plenas realizações e experiências construtivas. E este destino que deve ser conhecido, preservado e nunca desfigurado.
É importante saber que a mente deveria ser um canal de recepção para a manifestação da “Vontade do Ser” e não um meio de criação de uma “Realidade Imaginária”. Pensem bem: Tudo o que é justo e bom já está traçado pelo Ser em nós (esta inteligência superior incognoscível)! A mente egóica não necessita criar mais nada, apenas se ajustar ao que está sendo criado e recriado no eterno agora! Porque será que Jesus insistia em dizer que “somos Filhos de Deus”? Está tudo pronto! Somos, no Ser (em Cristo), herdeiros do Pai! Ao usar as faculdades mentais, em busca de mais e mais gratificações pessoais, perdemos de vista aquilo que o Ser delineou para nós. Assim sendo, desviamos-nos da real felicidade, do verdadeiro sentido da vida.
Como duvidamos da existência dessa “Amorosa Inteligência Superior” (o Ser Natural), caímos nas armadilhas da mente, que sempre busca por “fórmulas milagrosas”. Tudo isso porque temos medo de sofrer! Não percebemos que a covardia do ego nos conduz a uma falsa, transitória e pouco duradoura felicidade.
Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados… O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia!
Se não quiser adoecer – “Tome decisões”
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
Se não quiser adoecer – “Busque soluções”
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.
Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.
Se não quiser adoecer – “Aceite-se”
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.
Se não quiser adoecer – “Confie”
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.
Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste”
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia… Sorria!!!
É importante, sempre, saber quando termina uma etapa da vida. Se você insiste em permanecer nela, além do tempo necessário, perderá a alegria e o sentido de tudo o mais. Encerrando ciclos, fechando portas, ou encerrando capítulos, como queira chamar, o importante é poder encerrá-los, deixando ir momentos da vida que se concluíram.
Terminou o seu trabalho? Acabou a sua relação com o parceiro? Você já não vive mais numa determinada casa? Deve fazer uma viagem? A amizade com alguém terminou? Roubaram você em sua casa? Morreu um ente querido? Quebrou ou estragou um objeto de estimação? Você descobriu que o mentor espiritual que seguia era uma fraude?
Você pode passar muito tempo do seu presente remoendo os porquês, tentando devolver a cacetada que levou ou mesmo procurando entender porque aconteceu tal fato em sua vida. O desgaste vai ser infinito, pois na vida, você, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos temos de ir encerrando capítulos, virando a página, concluindo etapas ou momentos da vida e seguir adiante.
Não podemos estar no presente com saudades do passado. Nem sequer perguntando-nos por quê? O que passou, passou, e temos que soltar, desprender, não ficar preso ao que passou. Não podemos ser crianças eternas, nem adolescentes tardios, nem empregados de empresas que já não existem mais, nem ter vínculos com quem não quer estar vinculado a nós. Não.
Os fatos passam e temos que deixá-los ir!
Por isso, às vezes, é importante destruir recordações, livrar-se de presentes, mudar de casa, rasgar papéis velhos, desfazer-se de livros ou de objetos que são desnecessários. As mudanças externas podem simbolizar processos interiores de superação. Deixar ir, soltar, desprender-se. Na vida ninguém joga com cartas marcadas e temos que aprender a perder e a ganhar. Temos que deixar ir, virar a página, viver só o presente. O passado já passou. Não espere que lhe devolvam o passado, não espere reconhecimentos, não espere que em algum momento se dêem conta de quem é você.
Solte o ressentimento, ligar o seu televisor pessoal para retornar ao assunto, só vai causar-lhe dano mental, envenená-lo, amargurá-lo. Apesar do tempo não ser linear, a vida está para frente, nunca para trás. O que passou deve servir apenas para que continue a viver com mais sabedoria. Se você anda pela vida deixando portas abertas, nunca poderá desprender-se nem viver o hoje com satisfação. Noivados ou amizades que não se fecham, possibilidades de regressar para que? Necessidade de esclarecimentos, palavras que não se disseram, silêncios que o invadiram: se puder enfrentá-los já e agora, faça-o! Se não, deixe-os ir, encerre os capítulos. Diga a você mesmo que não, que não deve voltar.
Mas não por orgulho, nem por soberba, mas porque você já não se encaixa aí, nesse lugar, nesse coração, nessa habitação, nessa morada, nesse escritório ou nesta profissão. Sua freqüência agora é outra. Você já não é o mesmo que foi há dois dias, há três meses, há um ano. Portanto, não há porque voltar. Feche a porta, vire a página, encerre o ciclo. Nem você será o mesmo, nem as circunstâncias seriam as mesmas, porque na vida nada se mantém quieto, nada é estático. É saudável mentalmente ter amor por você mesmo, desprender-se do
que já não está em sua vida.
Recorde que nada, nem ninguém é indispensável. Nem uma pessoa, nem um lugar, nem um trabalho, nada é vital para viver.
Quando você veio a este mundo, chegou sem qualquer adesivo ou etiqueta. Portanto, é apenas costume viver apegado a um adesivo ou etiqueta. E é um trabalho pessoal aprender a viver livre, sem o adesivo ou etiqueta humano ou físico que hoje lhe dói deixar ir.
Mas encerre, feche, limpe, jogue fora, oxigene, desprenda-se, sacuda, solte. Existem muitas palavras que significam saúde mental e qualquer que seja a que você escolha, lhe ajudará definitivamente a seguir adiante com tranqüilidade.
Esta é a vida. Viva!
(Adaptação livre do original em alemão de Johann Wolfgang von Goethe / *1749 / +1832)
Talvez o maior desafio da vida moderna seja sermos nós mesmos em um mundo que insiste em modelar nosso jeito de ser. Querem que deixemos de ser como somos e passemos a ser o que os outros esperam que sejamos.
Aliás, a própria palavra “pessoa” já é um convite para que você deixe de ser você. “Pessoa” vem de “Persona”, que significa “máscara”. É isso mesmo: coloque a máscara e vá para o trabalho. Ou vá para a vida com a sua máscara. Talvez o sentido do elogio: “Fulano é uma boa pessoa”, signifique na verdade: “Ele sabe usar muito bem a sua máscara social”.
Mas qual o preço de ser bem adaptado?
O número de depressivos, alcoólatras e suicidas aumenta assustadoramente. Doenças de fundo psicológico como síndrome do pânico e síndrome do lazer não param de surgir. Dizer-se estressado virou lugar-comum nas conversas entre amigos e familiares. Esse é o preço. Mas pior que isso é a terrível sensação de inadequação que parece perseguir a maioria das pessoas. Aquele sentimento cristalino de que não estamos vivendo de acordo com a nossa vocação.
E qual o grande modelo da sociedade moderna?
Querer ser o que a maioria finge que é. Querer viver fazendo o que a maioria faz. É essa a cruel angústia do nosso tempo: o medo de ser ultrapassado em uma corrida que define quem é melhor, baseada em parâmetros que, no final da pista, não levam as pessoas a serem felizes.
Quanta gente nós não conhecemos, que vive correndo atrás de metas sem conseguir olhar para dentro da sua alma e se perguntar onde exatamente deseja chegar ao final da corrida?
A maior parte das terapias prega que as pessoas não olham para dentro de si com medo de encontrar a sua sombra. Porém, na verdade, elas não olham para dentro de si por medo de encontrar sua beleza e sua luz. O que assusta é o receio de se deparar com a sua alegria de viver, e ser forçado a deixar para trás um trabalho sem alegria. Mas sejamos francos: para quê manter um trabalho sem alegria? Só para atender às aspirações da sociedade?
Basta voltar os olhos para o passado para ver as represálias sofridas por quem ousou sair dos trilhos, e, mais que isso, despertou nas pessoas o desejo de serem elas mesmas. Veja o que aconteceu a John Lennon, Abraham Lincoln, Martin Luther King, Isaac Rabin? É muito perigoso não ser adaptado!
Essa mesma sociedade que nos engessa com suas regras de conduta, luta intensamente para fazer da educação um processo de produção em massa.
Porque as pessoas que vivem como máquinas não questionam a própria sociedade.
A maioria das nossas escolas trabalha para formar estudantes capazes de passar no vestibular. São poucos os educadores que se perguntam se estão formando pessoas para assumirem a sua vocação e a sua forma de ser.
As escolas de música ensinam com os mesmos métodos as mesmas músicas. Quase todas querem formar covers de Mozart ou covers dos Beatles. É raro um professor com voz dissonante que diga para seus alunos: “Aqui você vai aprender idéias, para liberar o músico que existe dentro de você”.
Os MBA’s, tão na moda, na sua maioria, usam os mesmos livros, dão as mesmas aulas, com o objetivo não explicitado de formar covers do Jack Welch ou do Bill Gates. O que poucos sabem é que nenhum dos dois fez MBA. Bill Gates, muito ao contrário disso, abandonou a idolatrada Harvard para criar uma empresa na garagem, que se transformou na poderosa Microsoft. Os MBA’s são importantes para que o aluno aprenda alguns instrumentos de administração. Mas alguém tem de dizer ao estudante: “Utilize essas ferramentas para implementar suas idéias, para ser intensamente você”.
Quantos casos de genialidade que foram excluídos das escolas porque estavam além do que o sistema de educação poderia suportar.
Conta-se que um professor de Albert Einstein chamou seu pai para dizer que o filho nunca daria para nada, porque não conseguia se adaptar. Os Beatles foram recusados pela gravadora Deca! O livro “Fernão Capelo Gaivota” foi recusado por 13 editoras! Caetano Veloso foi vaiado quando apareceu com a sua música “Alegria, Alegria!”. O projeto da Disney Word foi recusado por 67 bancos! Os gerentes diziam que a idéia de cobrar um único ingresso na entrada do parque não daria lucros.
O genial Steven Spielberg foi expulso de duas escolas de cinema antes de começar a fazer seus filmes, provavelmente porque não se encaixava nos padrões comportamentais e técnicos que a escola exigia que ele seguisse. Só há pouco tempo é que ele ganhou um título de “honoris causa” de uma faculdade de cinema. E recebeu o titulo pela mesma razão que foi expulso anteriormente: ter assumido o risco de ser diferente, por não ceder à padronização que faz com que as pessoas pareçam seres saídos de linhas de montagem.
A lista de pessoas que precisaram passar por cima da rejeição porque não se adaptavam ao esquema pré-existente é infinita. A sociedade nos catequiza para que sejamos mais uma peça na engrenagem e quem não se moldar para ocupar o espaço que lhe cabe será impiedosamente criticado.
Os próprios departamentos de treinamento da maioria das empresas fazem isso. Não percebem que treinamento é coisa para cachorros, macacos, elefantes. Seres humanos não deveriam ser treinados, e sim estimulados a dar o melhor de si em tudo o que fazem. Resultado: a maioria das pessoas se sente o patinho feio e imagina que todo o mundo se sente o cisne. Triste ilusão: quase todo mundo se sente um patinho feio também.
Ainda há tempo! Nunca é tarde para se descobrir único.
Nunca é tarde para descobrir que não existe nem nunca existirá ninguém igual a você. E ao invés de se tornar mais um patinho, escolha assumir sua condição inalienável de cisne!
1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa. (Esta é muito importante. Preste atenção, nunca falha.)
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria “reuniões”.
8. Há uma linha muito tênue entre “hobby” e “doença mental”.
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
Luis Fernando Verissimo
Texto enviado por Shirley Machado – S.J. Campos – SP
A clorofila limpa o organismo e combate o envelhecimento…
Médicos e nutricionistas defendem, mas muita gente ainda torce o nariz para os pratos com predomínio da cor verde. Afinal, para que servem folhas de alface, agrião ou brócolis? Para a saúde, valem muito. Esse é o grupo que reúne a maioria dos benefícios dos outros alimentos e ainda contêm a maior taxa de clorofila, que funciona como um agente de limpeza natural do organismo e protege contra várias doenças.
Presente em todos os legumes, verduras e hortaliças que tenham o verde como cor predominante, a clorofila impede a absorção pelo intestino das substâncias químicas dos alimentos, daí seu poder de limpeza e desintoxicação reconhecido e comprovado.
Outro argumento usado pelos defensores do verde no prato é que, usada na alimentação do dia-a-dia, torna-se uma grande aliada na proteção contra diversas doenças, inclusive o câncer. “Mais recentemente, houve um grande número de pesquisas, o que a deixou mais em evidência. Mas a clorofila é uma substância utilizada há muito tempo porque reúne uma grande variedade de nutrientes”, diz a nutricionista carioca Lúcia Cardoso.
Na lista dos componentes importantes para a saúde e presentes na clorofila estão as vitaminas A, B e E, todos os minerais, 17 tipos de aminoácidos e sete enzimas antioxidantes. Essa riqueza na composição é proporcional aos benefícios. A clorofila é eficiente para a ativação da memória, no combate à anemia, na formação óssea, na tonificação dos músculos e ajuda a fortalecer a visão. Além disso, ela é um forte agente contra o envelhecimento e dificulta o aparecimento de males como o de Alzheimer. E para quem vive cansado, uma dose da substância ajuda a afastar a fadiga.
Em doenças mais graves como a Aids, a clorofila atua diretamente no sistema imunológico, aumentando o número de anticorpos do organismo e evita a oxidação (“envelhecimento”) das células. Ela também estimula a produção de glóbulos vermelhos do sangue e ajuda a proteger contra o câncer. Já em pacientes em tratamento de quimioterapia, os aminoácidos presentes na substância também ajudam no processo de regeneração das células atingidas pela doença.
Existem contra-indicações, mas apenas quanto ao excesso. Pessoas que sofrem de insuficiência renal, por exemplo, não devem abusar, sob risco de comprometer ainda mais o processo de filtração.
Para quem não está nesse grupo, encontrar a clorofila não é tarefa difícil. Algas, plantas marinhas e vegetais verdes são as principais fontes de clorofila e ainda oferecem vitaminas A, C, B 12 , B6, K e ácido fólico. Em todas as regiões do país não faltam hortas com verde em abundância. Se você quer experimentar a clorofila pura, ela pode ser encontrada no mercado vendida em forma de polpa congelada, líquida ou em folha. Nas lanchonetes, o wheat grass (suco feito da grama do trigo) pode ser misturado com frutas e legumes.
Principalmente com a chegada do Natal e de Ano Novo renovam-se as esperanças por um futuro melhor. Esta uma atitude louvável, mas ainda insuficiente para a construção de uma vida realmente feliz…
Descobri que não posso, apenas, ter esperança. Tenho que ser fiel ao Criador, buscando a sintonia com a Ordem Natural, que governa todo o cosmo Agora. É assim que acontece, a cada instante, diante dos nossos olhos, com a Mestra Natureza. Os reinos animal, vegetal e mineral nos ensinam como construir a felicidade. Os bichos, as plantas e as pedras não se pré-ocupam com o futuro; vivem e expressam todo o seu potencial no eterno Agora.
Viver no agora não significa ficar parado, sem perspectivas, sem planejamento. Viver no agora é, na verdade, uma atitude interna de confiança, de constatação, de reconhecimento das irrepreensíveis Leis Naturais que governam, de forma impecável, toda a existência – incluindo a vida do homem.
Procuro, durante a vigília, reconhecer a minha real natureza:
“Sou, como é na Natureza, criado e recriado em contínua perfeição, no eterno e sempre renovado Agora”.
Reconheço, aceito e reverencio (gratidão) essa condição; relaxo, descanso meu corpo, minha mente e o meu coração nessa Realidade Natural.
Quando aceito a Realidade Natural, passa a expressar Ser Natural que eu sou. Este estado de consciência interna (recordando-me quem sou) é o que possibilita a construção de um futuro de felicidade. Um futuro que só pode ser construído Agora.
Se aceito e reconheço (agradecendo) todo o Bem que já está a minha disposição, no eterno Agora, crio condições para que o meu futuro seja de igual natureza.
Recordo-me quem eu sou e digo:
Sim, eu aceito ser feliz agora!
Confio na sabedoria e no amor do Ser Natural que eu sou…
Minha realidade é a Realidade Natural, que se revela Agora com o que existe de melhor para a minha existência!
Muito obrigado, muito obrigado, muito obrigado!…
Dizem os “experts” em comportamento que, quem já conseguiu assimilar apenas 10, dessas 20 regras, com certeza aprendeu a viver com mais qualidade interna. Ei-las:
1) Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
2) Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos gera um desgaste enorme.
3) Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
4) Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.
5) Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.
6) Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.
7) Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
8) Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
9) Tente descobrir o prazer nos atos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.
10) Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto há ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
11) Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
12) Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.
13) É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.
14) Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
15) Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
16) Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo apenas para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
17) A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
18) Uma hora de intenso prazer substitui com folga três horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
19) Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé!
20) E entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: Você é o que se fizer ser!
Fui informado que este texto é de Gurdjieff (1866 ~ 1949).
Mesmo sendo boas orientações, não condizem ao perfil de suas teses originais…
Texto enviado por Antonio Carlos Antunes – São Paulo-SP
1. A libertação só vem com o perdão;
2. Enquanto não perdoar; enquanto não se dissolver os véus de maya (ilusão) continuamos vinculados às causas e efeitos negativos.;
3. Devemos apagar os registros negativos dessas e de outras vidas (para que acredita em vidas passadas);
4. Quando você se liberta, a outra pessoa também se liberta;
5. A abastança, a abundância divina combina com a felicidade, a harmonia, o amor e, principalmente, com o perdão…
Não podemos negar que existem coisas inevitáveis, sem as quais não seremos plenamente felizes. A prática do perdão é uma delas!
Pergunta:As pessoas sempre buscam um caminho espiritual. O que aconselha?
Resposta:O conselho é velhíssimo, mas de todo atual: aproxime-se do “aqui e agora” até descobrir que essa é a única realidade e que essa realidade é criação contínua – um milagre permanente. Buda insinuou um bom caminho: esteja presente à sua respiração – o tempo todo. Essa é a meditação mais simples e a mais eficaz – mas não a mais fácil.
José Ângelo Gaiarsa
em entrevista concedida ao www.jornaldaorla.com.br
Quando uma mulher, de certa tribo da África, sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres e juntas rezam e meditam até que aparece a “canção da criança”.
Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam a sua canção.
Logo, quando a criança começa sua educação, o povo se junta e lhe cantam sua canção.
Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta.
Quando chega o momento do seu casamento a pessoa escuta a sua canção.
Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, igual como em seu nascimento, cantam a sua canção para acompanhá-lo na “viagem”.
Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os homens cantam a canção. Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante, o levam até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor. Então lhe cantam a sua canção.
A tribo reconhece que a correção para as condutas anti-sociais não é o castigo; é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade.
Quando reconhecemos nossa própria canção já não temos desejos nem necessidade de prejudicar ninguém.
Teus amigos conhecem a “tua canção” e a cantam quando a esqueces. Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou as escuras imagens que mostras aos demais. Eles recordam tua beleza quando te sentes feio; tua totalidade quando estás quebrado; tua inocência quando te sentes culpado e teu propósito quando estás confuso.
(*) Publicada como se de Tolba Phanem (?)
quando na verdade pertence a Malba Tahan
Anda, quero te dizer nenhum segredo Falo nesse chão da nossa casa Vem que tá na hora de arrumar
Tempo, quero viver mais duzentos anos Quero não ferir meu semelhante Nem por isso devo me ferir
Vamos precisar de todo mundo Pra banir do mundo a opressão Para construir a vida nova Vamos precisar de muito amor A felicidade mora ao lado E quem não é tolo pode ver
A paz na terra, amor O pé na terra A paz na terra, amor O sal da terra
É o mais bonito dos planetas Tão te maltratando por dinheiro Tu que és a nave nossa irmã
Canta, leva tua vida em harmonia E nos alimenta com teus frutos Tu que és do homem a maçã
Vamos precisar de todo mundo Um mais um é sempre mais que dois Pra melhor juntar as nossas forças É só repartir melhor o pão Recriar o paraíso agora Para merecer quem vem depois
Deixa nascer o amor Deixa fluir o amor Deixa crescer o amor Deixa viver o amor (O Sal da Terra)
Janeiro foi anteontem, passou maio e já estamos em agosto. Não importa a idade ou a latitude onde se vive. Toda semana nos sentimos roubados em alguns dias. O tempo está acelerado.
A ciência pode dar uma explicação para essa mudança de ritmo que pode não passar de uma mera sensação. Em 1952, W. O. Schumann, físico alemão constatou que a Terra é cercada por um poderoso campo eletromagnético que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, um pouco acima de nós. . Esse campo possui uma ressonância mais ou menos constante da ordem de 7,83 pulsações por segundo – pulsação idêntica a todos os vertebrados e também de nosso cérebro.
Por milhares de anos o ser humano pulsou junto com o coração da Terra. Mas a partir da década de 80,as pulsações pularam de 7,83 para 11 e 13 hertz por segundo. É como se o coração da Terra disparasse.Coincidência ou não, os desequilíbrios ecológicos se intensificaram. Segundo esta teoria, nosso velho dia de 24 horas possui na real apenas 16 horas.
Mas foi o tempo que acelerou nosso ritmo ou nós que aceleramos o tempo?
Falando ainda em teorias, um economista que eu não me recordo o nome, disse que se a humanidade trabalhasse apenas três horas por dia, haveria emprego para todos e isso fomentaria ainda outros setores, como o lazer, já que as pessoas teriam mais tempo para se despreocupar, se exercitar e investir no seu bem estar e no convívio com a família. É justamente neste ponto que ele via o entrave de sua teoria: estariam as pessoas preparadas para ter tempo?
Apesar de parecer subjetivo, o tempo é real e passa. Quando nos damos conta o ontem já foi faz tempo e o amanhã já se tornou hoje.
A verdade da sensação de que não sobra tempo para nada é que não dominamos o nosso tempo. E não nos dominamos dentro do tempo. Simplesmente deixamos que o tempo tome conta de nossas vidas, nos afastando do que realmente é importante. Vivemos o tempo passado e ansiamos o futuro. E estar presente no tempo é meditar.
É preciso desacelerar. Puxar o freio de mão deste meio de vida que nos escravizou.
Leia o texto antes de assistir ao vídeo… (atalho no final do texto)
Há um ano atrás, Juan Mann era apenas um homem estranho que ficava parado no Pitt Street Mall em Sydney, Austrália oferecendo abraços de graça para as pessoas que passavam pelas ruas. Um certo dia, Mann ofereceu um abraço a Shimon Moore, o líder da banda Sick Puppies e, desde então se tornaram bons amigos. Um certo dia Moore decidiu gravar Mann fazendo sua campanha por “Free Hugs”. À medida que o Free Hugs atingiu proporções maiores, o conselho da cidade tentou banir a campanha . Então Mann e seus amigos fizeram uma petição com mais de 10.000 nomes apoiando a campanha do abraço de graça.
Quando a avó de Mann morreu, Moore decidiu mixar o vídeo que ele tinha feito do Free Hugs com a música All the Same, que ele havia gravado com a sua banda Sick Puppies.
Vale a pena conferir o vídeo. Um filme que apresenta uma história que inspira a fraternidade e alimenta a esperança. Algumas vezes um abraço é tudo que precisamos. Free Hugs é uma história real, sobre um homem que acreditou que a sua missão é trazer alegria para a vida das pessoas através de um abraço…
Quero dizer que hoje, mesmo estando em dificuldades financeiras, me recuso a pedir ao “Deus que os humanos criaram” ajuda para amealhar qualquer centavo que seja. Entendam, não estou querendo ser grosseiro… Apenas, depois de ler, pesquisar e refletir muito sobre esse tema, conclui que o Princípio Natural (o Criador incriável, a Inteligência Amorosa) cria e recria o nosso mundo (insistentemente destruído pela fantasia e baixa imaginação do homem) no eterno agora. ELE já nos supriu e nos supre, sempre, no Agora. Resta-nos entrar na SUA sintonia – fazer o Link Natural, abrindo-nos à Ordem Natural que já está presente.
Na Bíblia lemos: “Eis que Deus criou tudo e viu que era muito bom…”. Então, se não está bom para nós, não é culpa Dele (Deus) que já criou e ainda cria em eterna perfeição, não é mesmo?
Fico imaginando o que diria o Criador, caso desejasse alertar aos que vivem pedindo a Sua ajuda e intervenção divina. Certamente falaria assim: “Adormecidas criaturas, despertem e apenas estendam as mãos, pois já Estou, em e através de vós, suprindo-vos de tudo o que necessitam para o crescimento da vossa essência”.
Façamos a nossa parte e deixemos Deus em paz! (rs…, ops…, desculpem, não pude me conter!).
Correio Icarabe – Ano 2 – Edição nº 72 de 16 a 22 de outubro de 2006
Por Humam al-Hamzah
A maior ameaça para o mundo hoje é o terrorismo, não o comportamento ao qual a palavra se refere, mas a palavra em si. Com o passar do tempo, ela se tornou mais utilizada a cada dia e hoje todos acham que a conhecem. A palavra, porém, tornou-se tão subjetiva que não se sabe mais sua verdadeira definição. É nessa subjetividade de sentido que mora o perigo. As pessoas passaram a acreditar que a palavra tem sim um sentido e, a partir disso, ela é usada e aplicada para qualquer coisa que odeiam ou não entendem, evitando qualquer pensamento racional sobre a questão.
o conhecida “guerra contra o terrorismo” hoje. A violência de baixa tecnologia usada pelos fracos é tão abominada por todos que não existem limites de violência de alta tecnologia a ser usada pelos fortes contra eles.
Essa definição de terrorismo se tornou uma saída para problemas de diversos países, principalmente aqueles que enfrentam algum tipo de resistência ou combatentes ameaçadores que fazem sentir a liberdade ser cerceada. A definição serve para Israel na Palestina, no Líbano e na Síria, para a Rússia na Chechênia e para todos os países da Ásia Central. A idéia, inventada e articulada primeiramente pelos Estados Unidos, serviu até para seus inimigos mais antigos.
A mídia ocidental caracteriza como terrorismo qualquer ataque feito pelos palestinos a Israel. Porém, os ataques de Israel, sempre usando a força de maneira excessiva e causando danos muito maiores, são classificados como auto-defesa ou contra-terrorismo, para usar novamente a palavra de tanto peso. Se todos conhecessem o verdadeiro significado da palavra “terrorismo”, o que era verdade antes de 11 de setembro de 2001, talvez se questionassem mais sobre o caminho que o mundo está seguindo.
Os Estados Unidos se amparam no “terrorismo” para justificar ataques a qualquer país onde possam ter ganhos (na maioria dos casos, também servindo à causa de Israel) e o presidente George W. Bush ameaça: “ou você está conosco, ou você está com os terroristas”, na realidade, significa algo como “ou você faz de nossos inimigos os seus inimigos, ou você mesmo será nosso inimigo”. Dessa forma, e utilizando inclusive as palavras de Deus na Bíblia, é normal que as pessoas do mundo sintam terror (definido no dicionário como “estado de medo intenso”) constante em relação ao que os Estados Unidos estão fazendo ao mundo.
Infelizmente, através da propaganda enganosa liderada pelos Estados Unidos após aquele 11 de setembro, a palavra “terrorismo” passou a ter muito mais valor do que “Lei Internacional”, “crimes de guerra” e afins que não mais recebem a devida atenção.
Humam al-Hamzah, editor da página “Oriente Médio Vivo” (www.geocities.com/orientemediovivo)
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Considerções Importantes!
O Ethica Mundu não é contra qualquer nação ou povo, ricos ou pobres, maiorias ou minorias. Simplesmente não apoio qualquer tipo de comunicação manipuladora política ou consumerista – nacional e internacional – que encobre a verdade e vende ilusões, que fomenta o ódio e justifica o uso da força bruta, causas que geram tanto sofrimento!
As fantasias (imaginação mecânica, produzida pelo Ser Imaginário) me fazem acreditar e, até mesmo, “viver” coisas que projetadas por mentes desconectadas (que geram a Realidade Imaginária).
Assim, não posso usufruir o verdadeiro Bem (a Ordem Natural, que só pode ser vivida pelo Ser) que me é destinado no Agora (como uma Realidade Natural)!
(Trecho do documentário “O Poder do Mito”,
com Joseph Campbell)
MOYERS: Todos os homens, de todos os tempos, tiveram sempre essa sensação de terem sido excluídos de uma realidade superior, da bem aventurança, do gozo, da perfeição, de Deus?
CAMPBELL: Sim, mas você também tem momentos de êxtase. A diferença entre a vida cotidiana e a vida nesses momentos de êxtase é a diferença entre estar fora ou dentro do jardim (Jardim do Éden ou Paraíso da Unidade com o Ser). Você ultrapassa o medo e o desejo, ultrapassa o par de opostos.
MOYERS: Em direção à harmonia?
CAMPBELL: Em direção à transcendência. Essa é uma experiência essencial em qualquer realização mística. Você morre para a sua carne e nasce para o seu espírito. Você se identifica com a consciência e a vida de que o seu corpo é apenas o veículo. Você morre para o veículo e se identifica com aquilo de que, na sua consciência, o veículo era o portador. Isso é Deus.
Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:
Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões,ladrões,malditos ladrões!”
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram pra casa, com medo de mim.
E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.
Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”
Assim me tornei louco.
E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.
A publicidade que se segue, da autoria da MTV, foi censurada pelo governo americano, pelo que só passou uma vez na televisão.
Texto do rodapé: “2863 pessoas morreram. Há 40 milhões de infectados pelo virus HIV no mundo. O mundo uniu-se contra o terrorismo. Já deveria ter se unido contra a AIDS”.
Texto do rodapé: “2863 pessoas morreram. 824 milhões de crianças passam fome em todo o mundo. O mundo uniu-se contra o terrorismo. Já deveria ter se unido contra a fome”.
Texto de rodapé: “2863 pessoas morreram. Há 630 milhões de sem-abrigo no mundo. O mundo uniu-se contra o terrorismo. Já deveria ter se unido contra a pobreza”.
Sem solidariedade não se constrói um mundo melhor. Ajude, divida, compartilhe, seja solidário. Esta publicidade foi proibida mas não se pode esconder o evidente.
Parabéns MTV!
E-mail enviado por Mônica Camargo – São José dos Campos – SP
Geralmente somos levados, pelo ego e pela personalidade, a gerar padrões psicológicos (mentais, emocionais e físicos) que nos tiram da sintonia da criação perfeita.
Se entro em estado de consciência de Si (“Si” = Ser) “milagres” acontecem. Na medida em que me reencontro no Ser (meu arquétipo de perfeição), passo a manifestar – naturalmente – todos os atributos naturais do Ser – saúde, paz, felicidade, equilíbrio, harmonia, perfeição etc. Por isso é tão importante estar presente, estar no agora.
Estar presente requer uma atitude interna de agradecimento pela criação perfeita. Lembrar de agradecer ao Criador por tudo o que é bom e verdadeiro. Devo ser grato pelas dádivas, grandiosidade e perfeição da Natureza, incluindo eu mesmo enquanto criatura. Estar presente requer um exercitamento constante, onde o que importa é a “observação não identificada” com o que existe dentro e fora de mim. Devo estar atento para não me identificar com a ilusão gerada pelo homem-ego. Devo estar presente para não mais cair nos mesmos erros que me sugam as energias e, conseqüentemente, me tiram da sintonia do Ser.
Em resumo: Recordo-me de Mim mesmo (o Ser) e, ao mesmo tempo, observo os pensamentos e as emoções que normalmente fluem inconsciente e mecanicamente. Assim, eu tiro a força do ego e deposito a minha atenção no que é real e natural. Este é um exercício para cada instante, para toda a vida…
Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando. O mestre tentou tirá-lo novamente e outra vez o animal o picou.
Alguém que estava observando se aproximou do mestre e disse-lhe:
- Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O mestre respondeu:
- A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.
Então, com a ajuda de uma folha, o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida, e continuou:
- Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções.
Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Quando a vida te apresentar mil razões para chorar, mostre-lhe que tens mil e uma razões pelas quais sorrir.
Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam… É problema deles.
Para aqueles que vivem chamando as pessoas negras de “o de cor “
Escrito por uma criança africana….
Quando eu nasci, era preto; Quando cresci, era preto; Quando pego sol, fico preto Quando sinto frio, continuo preto Quando estou assustado, também fico preto. Quando estou doente, preto; E, quando eu morrer, continuarei preto!
E você, cara branco, Quando nasce, você é rosa; Quando cresce, você é branco; Quando você pega sol, fica vermelho; Quando sente frio, você fica roxo; Quando você se assusta fica amarelo; Quando está doente, fica verde; Quando você morrer, você ficará cinzento.
É muito comum ouvir lindos e inspiradores relatos de curas milagrosas, atribuídas aos Mestres e Santos de todos os tempos. Essas Grandes Almas sempre nos ajudaram e, ainda hoje, nos propiciam conforto físico e espiritual. Por isso, milhões de pessoas oram pedindo pelas Suas intervenções – a conhecida ajuda espiritual.
Mas não podemos esquecer que o Mestre é uma Seta. E quem se apega a Seta não chegará à Meta. Devemos viver sem medos ou fantasias, assumindo o comando da nossa existência, liberando os Mestres da responsabilidade de curar as feridas geradas por um ego infantil e preguiçoso.
Todo o verdadeiro Mestre espera que façamos a nossa parte no despertar dos dons latentes do Ser. Essa é a nossa maior Meta! E isso só é possível na medida em que iniciamos o trabalho de auto-aprimoramento – o “trabalho sobre si”.
O verdadeiro “trabalho sobre si” exige o nosso esforço pessoal; espera que nos desapeguemos das “vontades” do ego, sabendo que isso é o que significa sacrifício ou sofrimento voluntário; pede que nos tornemos canais conscientes para a livre expressão do Ser em nós! Assim sendo, passamos a acessar aos planos superiores, onde nós mesmos nos tornamos agentes da cura.
Bem e mal são conceitos relativos e genericamente compreendidos pelo homem. Sob o ponto de vista da Psicologia da Autotransformação e da Metafísica, bem e mal possuem significados exatos. Afirmamos que a falta da consciência é o mal e, opostamente, a aquisição da consciência é o bem.
Pois só a consciência possibilitará a realização da conexão com o Ser – contato com a Consciência Infinita, no eterno agora. Somente os homens que formaram um núcleo de consciência (através da prática da Recordação do Ser) podem realizara conexão como Ser, pois estar consciente é o que nos possibilita “penetrar” na Realidade Natural.
Opostamente, permanecer na mecanicidade, postura típica de quem vive sob a influência do Ser Imaginário (o ego), um estado que nos distancia do que somos potencialmente.
Quando buscamos a conexão saímos das influências hipnotizantes do imaginário coletivo (a Realidade Imaginária) e abrimos espaço para a manifestação do Ser que vive em perfeita ordem e harmonia. Para o homem ego é impossível livrar-se do sofrimento. Vive pendulando entre a dor e do prazer, gerados por inúmeras causas escravizantes.
Para a maioria das pessoas, estar ou não consciente não é algo preponderante. Vivem, tão somente, para a satisfação dos desejos do corpo e da mente dualista. Concluímos que, para uma grande parte da humanidade, a busca da consciência é algo insólito, intangível e, por isso, desinteressante.
Existem, também, aqueles que buscam as técnicas de autoconhecimento apenas para se curar dos “efeitos nocivos da ação de ego” (doenças, desequilíbrios etc.). Não percebem que a verdadeira meta do homem é a consciência – o mais precioso bem.
Mas, depois de tanto sofrer, chega um momento em que nos perguntamos – “Qual o real objetivo da vida?”.
A Declaração do Milênio foi aprovada pelas Nações Unidas em setembro de 2000. O Brasil, em conjunto com 191 países-membros da ONU, assinou o pacto e estabeleceu um compromisso compartilhado com a sustentabilidade do Planeta.
Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio são um conjunto de 8 macro-objetivos, a serem atingidos pelos países até o ano de 2015, por meio de ações concretas dos governos e da sociedade.
São a agenda do Planeta, a agenda da Humanidade. São a agenda do Brasil. A agenda de cada um de nós.
É o conteúdo da Semana Nacional pela Cidadania e Solidariedade.
Uma Semana anual permanente que visa concentrar e integrar toda a energia cívica do País. Dar foco e sustentabilidade às várias iniciativas sociais espontâneas e dispersas, que mobilizam a sociedade. Geradora de um balanço de como o Brasil vem trabalhando para atingir os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
A Campanha de Comunicação criada pela McCann-Erikson vai ajudar a todos os brasileiros a divulgarem e utilizarem, em suas comunidades, as imagens que traduzem de uma maneira bastante clara e simples as Metas da Semana Nacional pela Cidadania e Solidariedade.
No Brasil, contamos, nessa iniciativa, com o apoio do PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (www.pnud.org.br).
Clique aqui para saber mais sobre os objetivos e como você pode dar a sua contribuição:
A seguir são apresentadas algumas idéias de diferentres autores sobre o que é Ética e as suas definições mais usuais.
“Ética é uma palavra de origem grega, com duas origens possíveis. A primeira é a palavra grega éthos, com e curto, que pode ser traduzida por costume, a segunda também se escreve éthos, porém com e longo, que significa propriedade do caráter. A primeira é a que serviu de base para a tradução latina Moral, enquanto que a segunda é a que, de alguma forma, orienta a utilização atual que damos a palavra Ética. Ética é a investigação geral sobre aquilo que é bom. “
“A Ética tem por objetivo facilitar a realização das pessoas. Que o ser humano chegue a realizar-se a sí mesmo como tal, isto é, como pessoa. (…) A Ética se ocupa e pretende a perfeição do ser humano.”
Clotet J. Una introducción al tema de la ética. Psico 1986;12(1)84-92. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
“A Ética existe em todas as sociedades humanas, e, talvez, mesmo entre nossos parentes não-humanos mais próximos. Nós abandonamos o pressuposto de que a Ética é unicamente humana. A Ética pode ser um conjunto de regras, princípios ou maneiras de pensar que guiam, ou chamam a si a autoridade de guiar, as ações de um grupo em particular (moralidade), ou é o estudo sistemático da argumentação sobre como nós devemos agir (filosofia moral).”
“Realmente os termos “ética” e “moral” não são particularmente apropriados para nos orientarmos. Cabe aqui uma observação sobre sua origem, talvez em primeiro lugar curiosa. Aristóteles tinha designado suas investigações teórico-morais – então denominadas como “éticas” – como investigações “sobre o ethos”, “sobre as propriedades do caráter”, porque a apresentação das propriedades do caráter, boas e más (das assim chamadas virtudes e vícios) era uma parte integrante essencial destas investigações. A procedência do termo “ética”, portanto, nada tem a ver com aquilo que entendemos por “ética”. No latim o termo grego éthicos foi então traduzido por moralis. Mores significa: usos e costumes. Isto novamente não corresponde, nem à nossa compreensão de ética, nem de moral. Além disso, ocorre aqui um erro de tradução. Pois na ética aristotélica não apenas ocorre o termo éthos (com ‘e’ longo), que significa propriedade de caráter, mas também o termo éthos (com ‘e’ curto) que significa costume, e é para este segundo termo que serve a tradução latina.”
“Kierkegaard e Foucault diziam que a ética grega é uma estética, ou uma poética, preocupando-se com a arte de viver, com a elaboração de uma vida bela e boa.”
Valls ALM. in: Ética e Contemporaneidade
Prof. José Roberto Goldim Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Quando digo metafísico, estou nos referindo à tudo aquilo que não podemos tocar – nem física, nem mentalmente. O que é metafísico está além da nossa compreensão corriqueira – por mais inteligentes que possamos ser. Aliás, o QI, o QE e todas as formas de qualificar o ego não são fatores imprescindíveis para o despertar desses estados de consciência supramentais.
Quando ouvimos falar que alguém medita ou pratica uma das formas de “lembrança de si”, podemos afirmar que essa pessoa está buscando um contato com a consciência e inteligência metafísica – o Ser, que existe no eterno agora, em constante perfeição. Manter, sustentar essa contínua perfeição é a forma que o Criador encontrou de governar, organizar, estabelecendo a Ordem Natural na vida de todos que estabelecem, que buscam a sintonia.
Conta-se que por volta do ano 250 A.C., na China antiga, um príncipe da região norte do país estava às vésperas de ser coroado imperador mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.Sabendo disso, ele resolveu fazer uma “disputa” entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.
No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio. Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar em casa e relatar o fato a jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula: “Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte.Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura”.
E a filha respondeu: “Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz”.
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então,finalmente, o príncipe anunciou o desafio: “Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China”.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de “cultivar” algo. O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado. Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que,independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.
Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa. As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente o príncipe esclareceu: “Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade. Pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.”
Se para vencer, estiver em jogo a sua honestidade, perca! Assim, você será sempre um vencedor!
Nós os índios, conhecemos o silêncio.
Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles nos transmitiram esse conhecimento. “Observa, escuta, e logo atua”, nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver como cuidam de seus filhotes.
Observa os anciões para ver como se comportam.
Observa o homem branco para ver o que querem.
Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás.
Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.
Com vocês, brancos, é o contrário.
Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas, todos tratam de falar. No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes.
E chamam isso de “resolver um problema”.
Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos.
Precisam preencher o espaço com sons.
Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.
Sempre interrompem.
Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive.
Se começas a falar, eu não vou te interromper.
Te escutarei.
Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo.
Mas não vou interromper-te.
Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante.
Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei.
Terás dito o que preciso saber.
Não há mais nada a dizer.
Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveriam pensar nas suas palavras como se fossem sementes.
Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las se estivermos no silêncio.
Texto: “Neither Wolf nor Dog. On Forgotten Roads with an Indian Elder” – Kent Nerburn.
Traduzido: por Leela, – Porto Alegre-RS
Enviado: por Marcelo Braulio – São Paulo-SP
O dia em que uma pessoa decide não pedir as coisas de que ela gosta e, ao invés, começa a gostar das coisas que acontecem, nesse dia ela se torna madura.
Podemos sempre continuar a desejar aquilo de que gostamos. Mas isso o deixará sempre infeliz, porque o mundo não segue de acordo com seus gostos e desgostos. Não há garantia de que o que desejamos é o que a vida deseja também; não há garantia. E há toda a possibilidade de que a vida esteja destinada a algo a respeito do qual você nada sabe.
Quando algumas vezes acontece aquilo de que você gosta, ainda assim você não se sentirá muito feliz, porque tudo o que demandamos já o vivemos em fantasia.
Assim, já é de segunda mão. Se você diz que gostaria que uma certa pessoa fosse o seu ou a sua amante, em muitos sonhos e em muitas fantasias você já amou essa pessoa. E, se acontecer, a pessoa real estará abaixo da sua fantasia; ela será apenas uma cópia, porque a realidade nunca é tão fantástica quanto a fantasia. Então, você ficará frustrado.
Assim é que a pessoa que vive esperando que seus desejos sejam preenchidos ficará frustrada, quer o desejo seja satisfeito ou não. A miséria será o resultado…
Se você começar a gostar daquilo que está acontecendo, se não colocar sua própria vontade contra o todo, se simplesmente disser “sim”- aconteça o que acontecer, se você simplesmente disser “sim” -, então, nunca poderá ser infeliz. Porque, não importa o que aconteça, você sempre estará numa atitude positiva, pronto para recebê-lo e desfrutá-lo.
Dadi Janki, ioguina indiana de 86 anos de idade, foi considerada pelo Instituto de Pesquisa Médica e Cientifica da Universidade do Texas (USA) como “a mente mais estável do mundo” porque, mesmo testada em situações tensas e perigosas, seu eletroencefalograma marcou a presença constante de ondas DELTA, as ondas mais positivas e lentas presentes na atividade cerebral.
Ela recebeu da ONU o título – por sinal muito raro de ser concedido – de “Guardiã do Planeta Terra” por seu trabalho em prol de mentes mais livres e pacíficas.
Quando lhe perguntaram, em sua recente visita a São Paulo (SP) – Brasil – a receita de uma mente tão tranqüila e sem pesos, ela respondeu:
“Muito amor no coração, por todos e nenhum apego por ninguém … Tentar não prejudicar pessoa alguma, minimamente que seja, e eliminar da mente qualquer pensamento negativo, fazendo disso um exercício diário… Ter a certeza de que não estamos aqui nessa vida na Terra à-toa, mas para cumprir o destino da evolução… Não esquecer de que somos caminhantes, sem dependências ou estabilidades… Quem não percebe isso se torna escravo do desnecessário e vive a poluir sua mente”.
NOTA: Informações sobre Dadi Janki são facilmente acessíveis pela Internet.
Biodanza® é um sistema no qual os movimentos e as cerimônias de encontro, acompanhados de música e canto, induzem “vivências” capazes de modificar o organismo e a existência humana em diversos níveis: imunológico, homeostático, afetivo-motor e existencial.
O primeiro conhecimento do mundo anterior a palavra é o conhecimento pelo movimento. A dança é, portanto, um modo de ser no mundo, a expressão da unidade orgânica do homem com o Universo.
A dança é um movimento profundo que surge das entranhas do ser humano. É o movimento de vida, é ritmo biológico, ritmo do coração, ritmo da respiração, impulso de vinculação com a espécie, é movimento de intimidade, natural e pleno de sentido.
A Biodanza® acontece em grupo, sendo este essencial no processo de mudança, porque estabelece novas formas de comunicação e vínculo afetivo. O grupo é uma matriz de renascimento na qual cada participante encontra continente afetivo e permissão para o contato e expressão de sua Identidade.
A música é o instrumento de mediação entre a emoção e o movimento corporal. A música é a linguagem universal acessível a todas as pessoas de qualquer época ou região.
A Biodanza® utiliza a música “orgânica”, sua influência vai diretamente à emoção, sem passar pelos filtros analíticos do pensamento. A música estimula a dança expressiva, a comunicação afetiva e a vivência de si mesmo.
A Biodanza® não é apenas uma forma saudável de liberação e saúde. Sua ação constitui uma forma de ecologia humana baseada em uma percepção da vida como experiência suprema.